Deep Purple

Noite de segunda-feira (isso mesmo, segunda!) e Porto Alegre recebe mais uma vez a lenda viva do Rock, Deep Purple. É a terceira apresentação da banda em apenas 6 anos (anteriormente a banda esteve em 2003 e 2006, no Gigantinho) e agora em dose dupla, visto que houve mais um show no dia 3, terça-feira.
A noite começou pontualmente as 20h com o show de abertura do Rosa Tattooada. Apresentação curta, de pouco menos de 30 minutos, mas que serviu muito bem para aquecer os motores para a banda de fundo. Com uma performance excelente, agradaram em cheio aos poucos presentes naquele momento. Destaque para “Carburador”, do álbum de mesmo nome e para uma versão de “Detroit Rock City”, do KISS, levada totalmente para o estilo da banda. Nota 10.

Na hora marcada, 21h, é hora do Deep Purple subir ao palco do Teatro do Bourbon Country. Ian Paice (bateria), Don Airey (teclados), Roger Glover (baixo) e Steve Morse (guitarra) começam um dos maiores clássicos da banda: “Highway Star”. Previsível, visto que também abriu as 2 apresentações anteriores em Porto Alegre. Em seguida, Ian Gillan (vocal – de pés descalços, como é de praxe), começa o hino,  mas nem precisava. O público se encarregou disso. Na sequência a primeira música nova: “The Things I Never Said”, do disco “Rapture of the Deep” impecavelmente executada, e “Into the Fire”. A banda já mostrava a que veio emapenas 3 músicas. Três músicas também foram suficientes para perceber que algo não ia vem com Gillan. Dificuldade para atingir determinadas notas (algo que é normal na sua idade) e tosse frequente. Acometido de uma infecção pulmonar, o vocalista se recusou a cancelar os shows da tour em respeito aos fãs. Chamou a atenção desde o início também a iluminação. Superior as das tours anteriores, integrou-se perfeitamente com a música.
Baseado principalmente nos clássicos, o repertório do Purple contou com a faixa título do último álbum, “Rapture of the Deep”, os clássicos “Strange Kind of Woman”, “Space Truking” e “Perfect Strangers” e ainda com grandes supresas, como o belíssimo tema instrumental “Contact Lost” e ainda “The Battle Rages On”, totalmenre imprevisível e tocada com maestria, mesmo tendo ficado de fora do repertório do Purple por tanto tempo. Quanto aos tradicionais solos, foram na medida certa. Airey e Paice acertaram em cheio, com muito bom gosto e respeito a quem detesta esses momentos.
Para finalizar, nenhuma surpresa: “Smoke on the Water”, “Hush” e “Black Night”, fechando 90 minutos de viagem musical pela carreira da banda que, ao lado de Led Zeppelin e Black Sabbath, ajudou a firmar os pilares do Rock pesado.
Apesar do desempenho vocal de Ian Gillan ter ficado apenas nas raias do tolerável, seu carisma e a competência do Deep Purple fazem valer a pena um ingresso tão caro (os ingressos de pista custavam R$180,00). O fato de o Purple marcar presença em Porto Alegre a cada 3 anos tira um pouco o brilho do evento. Mas depois que o show começa, não há como escapar do Deep Purple.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

Related posts

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *