Lulu Santos

Em mais um mais um show na capital gaúcha, Lulu Santos deixa claro porque é um dos mais respeitados artistas do Brasil.
O Teatro Bourbon Country concentrava grande número de fãs, de várias faixas etárias.
Sem delongas, o próprio Lulu é o primeiro a dar as caras no palco, de terno riscado e chapéu. O show tem início com sofisticados efeitos em um grande telão ao fundo do palco, contando também com ótima iluminação.
O antigo sucesso “Deixa Isso Pra Lá”, regravado recentemente por Lulu Santos é a faixa escolhida para a abertura. O início poderia ter sido melhor, já que nesta Lulu somente canta sobre batidas eletrônicas, que por vezes remetem ao funk carioca, destoando um bocado dos trabalhos que consagraram este cantor.
Mas se o público estava lá para ouvir sucessos de toda a carreira de Lulu Santos, o restante do show foi simplesmente perfeito: mais 22 canções, de todas as suas fases, tornando raros os momentos em que a massa não acompanhava entoando as letras.
“Toda Forma de Amor” e “Um Certo Alguém” e “Tempos Modernos” foram apenas algumas das composições que agitaram o Teatro nesta noite.
Como se não bastasse a desenvoltura e a experiência de Lulu Santos (idem em relação aos músicos que o acompanham) o som estava perfeito. Nada a ser alterado!
Lulu dá um show cantando e tocando suas várias guitarras, acompanhado por Chocolate (bateria), Dunga (baixo), Milton Guedes (sax, flauta e vocais) e Hiroshi Mizutani(teclados), todos exímios músicos. Um time e tanto.
O espetáculo contou ainda com sucessos absolutos como “Aviso aos Navegantes”, “Assim Caminha a Humanidade” e “Sábado à Noite”, encaminhando-se para o final com um medley de “Sereia”, “De Repente California” e “Como Uma Onda No Mar”. Nesta última as luzes se apagaram e os músicos deixaram o palco enquanto o público cantava o refrão em uníssono. Momento belo de se ver e ouvir.
Lulu retorna sem demora, fazendo um emocionado agradecimento e adiantando que, para não ficar “aquela enrolação e blablabla”, a banda continuará tocando! Assim introduz-se automaticamente o bis do show:
“Na Boa”, “Casa” e o final mais do que esperado com “Descobridor dos Sete Mares”, deixando a sensação de satisfação em um show que durou quase duas horas.
Sem dúvidas um dos melhores do ano, ignorando completamente o fato de ainda nos encontrarmos em Março.

Por: Murilo Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

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