Ana Carolina

Pessoas das mais variadas idades, aparências e preferências tiveram a oportunidade de assistir uma apresentação brilhante da cantora Ana Carolina, um dos maiores nome daquilo que chamamos de MPB. Nesta quarta feira, dia 25, essas pessoas lotaram as dependências do Teatro do Bourbon Country e cantaram apaixonadamente com a cantora mineira.
O show, nunca é demais dizer, teve seu inicio dentro do que podemos chamar de pontualidade. Os 4 minutos de atraso foram muito bem vindos, pois aindahavia pessoas entrando, tantos eram os fãs presentes. A abertura foi com “Cantinho”, alternando versos com o “Fever”, de Peggy Lee, iniciada com a banda apenas estralando os dedos e o instrunemtal iniciando pouco a pouco. Ao fundo, cores cintilantes alternavam entre o azul, roxo e cinza e podia-se acompanhar projeções. Surpreendentemente, Ana entra no palco tocando baixo! A performance da cantora no instrumento, que já podia ser apreciada no DVD “Ana e Jorge”, foi incluida no show apenas para essa música. Com certeza, um charme a mais e uma grande surpresa. Em seguida, um roadie leva o baixo e entrega o violão. “Eu comi a Madonna”, que arrancou gritos histéricos das fãs mais enlouquecidas. Com “Rosas” não foi diferente. Nessas três músicas ficou claro que estávamos diante de uma cantora de talento singular e de uma voz rara. O alcance e afinação de Ana realmente impressionam até os que acompanham de perto o trabalho da cantora.
Para “Nada te Faltará”, baixam dois telões, um de fundo no palco e um menor, atras de Ana, que empunha uma guitarra elétrica. Depois de toda a energia e densidade da canção, um contraponto interessante. Ana fica em pé, imóvel, com as mãos postas e cabeça baixa como quem faz uma prece. Silencio que não dura. Os aplausos que vem em seguida são logo substituidos pelo coro de “Ana eu te amo”. Foi um momento bonito de admiração em meio a loucura das fãs da cantora. Ana retribui “Não mais que eu amo vocês. Não mais”. Mais aplausos.
Após “O Cristo da Madeira”, o sucesso “É Isso Aí”, em parceria com Seu Jorge foi executada ao piano, de forma belíssima e seu primeiro sucesso: a previsível, porém indispensável “Garganta”.
O show encerra com “1.000,00 (Nega Marrenta)” e “Elevador”, esta última, com certeza, o ponto alto do show no que se refere a resposta do público.
No bis, uma versão remix de “Eu comi a Madonna”, flertando com o  Electro Rock, e foi só. Simples assim. Após a saudação clássica ao público com todos abraçados, ainda deu tempo de um ultimo ato de histeria. Uma fã atravessou o palco correndo atrás de Ana. Foi devidamente engravatada pelo segurança.
Todos foram embora felizes, satisfeitos e, principalmente, aguardando a volta de Ana Carolina.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

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