Simple Plan

março 21, 2009 
Categoria Reviews

Os fãs do Simple Plan estão cobertos de razão quando dizem que a banda é uma das melhores senão a melhor do mundo. Para eles, trata-se exatamente disso: o Simple Plan é uma das melhores bandas de rock do planeta. É de se imaginar então o modo como o grupo foi recebido na noite de 18 de março em Porto Alegre, quando iniciou a turnê brasileira que irá passar ainda por outras seis capitais (Curitiba, Recife, Goiânia, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte). Embora não estivesse lotado (longe disso, afinal, no máximo, um terço do espaço do Pepsi On Stage estava ocupado), cerca de três mil pessoas correram ao local do show para recebê-los aos gritos de “Simple Plan! Simple Plan!”, numa demonstração muito intensa, quase histérica, de empolgação, idolatria e identificação com os cinco rapazes de Montreal. Mal chegava as 22h, um bom número de fãs já se agrupava na frente do palco, ávidos para vê-los ao vivo, mais de perto.
img 6549 044Simple%20Plan Simple PlanUma hora antes dos canadenses aparecerem, o público já esquentava as turbinas ao som da banda Área Restrita, que adiantava já o estilo, a atitude, as preocupações e a sonoridade daqueles que viriam logo em seguida. Embora o público já estivesse entrando no clima, era evidente que os músicos estavam mais animados até do que o próprio público. Lucas Falaschi, o vocalista da banda gaúcha, não economizava referências aos membros da banda principal da noite, tratando-os como amigos e investindo-se de todo o orgulho possível por estar ali, e mais do que isso, por estar ali dividindo o backstage com os “brothers” do Simple Plan. O show de abertura foi correto e animado, foi um bom aperitivo, com direito ao principal hit da banda, pedidos insistentes de que o público ligasse para as rádios, para todas as rádios, pedindo a tal canção – “Garota dos meus sonhos”. “Assim vamos dominar o mundo”, disse Falaschi. Ao final, o grupo lascou uma cover de “Sweet Child O’ Mine”, a própria. Estava dada a senha para o que viria em seguida.

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The Wailers

março 20, 2009 
Categoria Reviews

Na noite de ontem e madrugada de hoje, 20 de março, a Casa do Gaúcho, localizada no Parque harmonia, em Porto Alegre, e anualmente reduto dos tradicionalistas durante a semana farroupilha tornou-se a “Casa do Reggae” por mais de sete horas. Desembarcando direto da Jamaica, na América Central, os Wailers fizeram uma apresentação memorável para o grande público que prestigiou as lendas vivas do reggae. A banda jamaicana é a origem do estilo musical e ficou conhecida mundialmente por ter acompanhado Bob Marley wai The Wailersenquanto ele esteve vivo. No início, quando o ska predominava, chamava-se Wailing Wailers e, mais tarde, com o surgimento do reggae passou a chamar-se The Wailers. Entretanto, sempre esteve associada ao grande Bob Marley, desde a formação original, com o próprio vocalista mais Bunny Livingston e Winston Hubert McItosh, até os dias de hoje. Muitos músicos já integraram os Wailers, porém, na década de 70, quando o reggae atingiu o seu auge, tornado-se conhecido mundialmente, Aston Barret, no baixo, Al Anderson, na guitarra, e keith Sterling, no piano, estavam presentes no conjunto que acompanhava o rei do reggae.
No DVD “Bob Marley: The Legend Live”, um dos últimos registros de Bob Marley ao vivo, gravado na Califórnia, em novembro de 1979, lá estão no palco Aston Barret, Al Anderson e Earl Lindo à direita de Bob. Com isso, nos anos 70, eles ajudaram Bob Marley a tornar-se o primeiro “pop star” mundial vindo de um país de terceiro mundo.
Assim, os Wailers chegaram à capital gaúcha com a credencial de maior, e mais bem sucedida, banda de reggae do mundo. Afinal, desde o início até o dia de hoje são quase 50 anos de carreira, sempre na ativa, levando as mensagens e as críticas sociais de Bob Marley para todos os povos do mundo. Músicas feitas há mais de 30 anos e que permanecem atuais. Leia mais

Pouca Vogal

março 16, 2009 
Categoria Reviews

Uma grande noite de sexta-feira treze! Assim pode ser resumida a penúltima apresentação da mais nova e menor banda do rock gaúcho, nas palavras de Humberto Gessinger. Pouca Vogal, duo formado pelo já citado Humberto (Engenheiros do Hawaii) e Duca Leindecker (Cidadão Quem), é o mais novo projeto destes dois grandes músicos gaúchos, e que nesta noite, e nas duas anteriores, gravava as apresentações ocorridas no Teatro do CIEE para futuro lançamento de um CD e DVD ao vivo.pv1 Pouca Vogal

E é sobre isso que vamos falar: confesso que quando escutei as músicas no site da banda que, aliás, ainda estão lá disponíveis para download gratuito, não levei muita fé nesta empreitada, fui pro show sem esperar muita coisa.

Ao soar o anúncio para se desligarem os celulares e os flashes das câmeras, praticamente na hora marcada (21h), sobe ao palco a dupla do rock acústico, e que antes de executarem a primeira música, após uma rápida conversa de cumprimento com a platéia, iniciam a apresentação com Depois da Curva, que já pode ser considerada hit, dada as devidas proporções e pretensões da dupla. Emendam com Até o fim, música dos Engenheiros e logo depois, Girassóis, da Cidadão Quem.

A partir de então o set é dividido entre as músicas das respectivas bandas e as novas composições. Sobre estas, vale ressaltar que todas foram cantadas do início ao fim pelo público presente. Pude assistir a somente um show, mas sei que nas outras noites não foi diferente. É impressionante o número de fãs que estes caras conquistaram ao longo de suas carreiras. Não é nada fácil lançar músicas inéditas meses antes da gravação de um registro ao vivo, e sem o auxílio de rádios que as executem de dez em dez minutos, fazer com que a platéia as cante como se fossem antigas canções do repertório dos Engenheiros ou da Cidadão. Leia mais

Tenente Cascavel

março 12, 2009 
Categoria Reviews

Ainda na quinta-feira, dia 05 de março, após uma sessão de Frejat no Teatro do Bourbon Country, nossa equipe correu até o Bar Opinião para conferir o show do Tenente Cascavel, o revival das mais notáveis bandas do rock gaúcho (TNT e Cascavelletes), que tem sido um sucesso absoluto.tc Tenente Cascavel
O show estava marcado para as 23h, mas nesse horário ainda rolava um DVD do AC/DC no telão, e a banda de abertura ainda preparava o palco.
Após a meia-noite, as Velhas do Rock, formada por Rafael Malenotti (Acústicos e Valvulados), Nando Endres (Comunidade Nin-Jitsu), Júlio Porto (ex-Ultramen) e Didi Gloor (Ex-Tequila Baby) subiram ao palco para um pré-aquecimento, baseando o show em covers de hits do rock. Partindo de Queens Of The Stone Age, os caras passearam por Alice in Chains, Nirvana, Ramones e até mostraram trabalho próprio. Bom show, apesar de o som não estar ajudando.
Pelo avanço do horário, já se imaginava que o espetáculo iria terminar bem tarde. “Azar”, era o que o público pensava naquele momento. O bar estava cheio, mais uma vez, tamanho o sucesso desta união.
Formada por Luís Henrique “Tchê” Gomes (guitarra/vocais), Márcio Petracco (guitarra/vocais), Frank Jorge (baixo/guitarra/vocais), Luciano Albo (baixo/guitarra/vocais) e Alexandre Barea (bateria), a banda abre o show com a carismática “Quem Procura Acha”, conseguindo de cara criar aquele clima de “anos dourados” no Bar Opinião. De repente a pista enche e fica agitada. Leia mais

Frejat

março 10, 2009 
Categoria Reviews

Numa quinta-feira chuvosa, porém, movimentada em Porto Alegre, o Teatro do Bourboun Country recebe o conceituado Frejat, que lança seu terceiro álbum, “Intimidade Entre Estranhos”.

Apostando no trabalho novo, Frejat e banda iniciam com a faixa que abre o álbum: “Controle Remoto”, e sem paradas dão continuidade com “Dois Lados”, também do novo disco e “Eu não quero brigar mais não”.fre Frejat

O teatro se encontrava muito longe de sua lotação, mas o público presente era bastante participativo, alguns já conhecedores de uma porção de canções do novíssimo “Intimidade Entre Estranhos”.

“Túnel do Tempo”, um dos maiores sucessos de Frejat, foi um dos momentos de maior repercussão da apresentação, bem como “Segredos” e ainda os hits “Malandragem”,”Amor Meu Grande Amor” (de Angela Ro Ro) e “Mais Uma Vez”, citando antes desta o compositor Renato Russo como “um dos maiores daquela geração”.
Da maneira como o show ia, poderia ser facilmente rotulado como “parado”. Mas quando Frejat troca o violão pela guitarra, as coisas mudam. A própria banda passa a brilhar mais, bem ensaiados e entrosados.

Frejat além do timbre característico e inconfundível de voz, manda muito bem na guitarra, fazendo incríveis solos, como em “Homem Não Chora”, dando sequência com as animadas “Tudo de Bom” e “Eu Preciso te Tirar do Sério”. Leia mais

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