B 52’s

Saudosismo e diversão marcam o show do B 52’s em Porto Alegre. O grupo que teve ascenção nos anos 80, revelando as vozes de Cindy Wilson e Kate Pierson, além de melodias e visuais extravagantes, em um clima de muito bom humor, fez um show extenso, totalizando 18 músicas e quase 2 horas ao palco.
Na abertura, Frank Jorge faz um show decente, mas que infelizmente não leva muita gente para dentro do teatro. O local estava menos de um terço preenchido. Ainda assim, os que assistiram este, que é um dos maiores representantes do rock no Rio Grande do Sul, tiraram o chapéu. Apresentação curta, mas que nos fez lembrar de algumas pérolas de Frank, como quando o público cantava junto: “Querida, nunca diga que eu tenho mau gosto” – que, diga-se de passagem, poderia ter contado com Fernanda Takai, nos vocais, já que a vocalista do Pato Fu estava presente no Teatro do BourbonO show de abertura havia atrasado uma hora, e consequentemente, o B 52’s também sobe ao palco depois do esperado. O fato foi avisado à imprensa com alguma antecedência, mas creio que grande parte do público não estava a par da situação.

O show principal começa com “Pump”, a faixa que abre o novo álbum do grupo, após um jejum de mais de 15 anos sem trabalhos inéditos. Incrivelmente, o local lota num piscar de olhos. Na segunda música, “Mesopotamia”, já se tinha a impressão de se estar em uma danceteria.
Fred Schneider, Cindy Wilson e Kate Pierson, comandam a festa e mostram que têm disposição de sobra, apesar da idade. O guitarrista Keith Strickland não fica para trás: é performático e tira bons timbres de suas guitarras (as quais troca a todo momento), ainda que não seja um grande instrumentista.
O grupo vem acompanhado ainda de um baterista, um tecladista/guitarrista e uma baixista.
O repertório foi variado e bem escolhido: das 18 composições apresentadas, 6 eram de seu mais recente álbum, “Funplex”, sendo a faixa título – que já se tornou um de seus hits – uma delas.
Clássicos como “Private Idaho” e “Love Shack”, que encerrou a primeira parte do show, estavam no set list, que ainda traria três músicas no bis.
Aplaudidos a todo momento, os músicos retornam para mais alguns minutos de diversão. Mais um pouco de material novo e um final “velha guarda”, com “Rock Lobster”, de seu primeiro álbum.
O público – que eu arriscaria dizer, era 90% formado por maiores de 25 anos – delirou. A satisfação podia ser vista nas expressões, tanto dos fãs quanto dos ídolos.
Depois de tudo isso, a platéia não parecia nem um pouco cansada: dançavam o tempo inteiro, permanecendo boa parte no local, mesmo após o show, pois ainda rolaram muitos clássicos pop no som mecânico. Uma verdadeira festa, o que combina bastante com B 52’s.

Por: Murilo Bittencourt

Fotos: Bárbara Sudbrack

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