Segunda Maluca
A noite da última segunda-feira, em mais uma das edições da já clássica Segunda Maluca, o Bar Opinião recebeu três das mais promissoras e atuantes bandas da cena atual da cidade: Os Efervescentes, Vera Loca e Damn Laser Vampires. Além de oferecer uma opção de show para a noite da segunda, geralmente vazia e
pouco movimentada, a intenção do evento era a de reunir bandas que dessem ao público uma idéia do “novo rock gaúcho”.
Sobre a proposta, várias coisas podem ser ditas: 1. a julgar pela linha retrô e, digamos assim, pela redundância dos estilos, poderíamos perguntar o que há de realmente novo trazido pelos conjuntos; 2. a julgar pela escassez do público – nem mesmo a frente do palco do Opinião estava lotada -, parece que os gaúchos não vêm mesmo se interessando por novidades, preferindo talvez outras opções ou mesmo aquelas que já conhecem há mais tempo; e 3. caberia perguntar também o que há de genuinamente rock em cada um dos conjuntos escalados.
De todo modo, a noite foi muito promissora e deu um bom panorama. Os conjuntos indicaram, de fato, aquelas que parecem ser as três principais tendências do que vem se fazendo hoje no Estado. De um lado, representados pelos Efervescentes, temos a linhagem mod, fortemente calcada em Beatles e The Who, que os gaúchos da Cachorro Grande, e mesmo antes deles o próprio Júpiter Maçã, já vêm fazendo há algum tempo (talvez até com mais qualidade). Em seguida, na linhagem da Vera Loca, temos um tipo de pop rock nos moldes do que Garotos da Rua já faziam, parecendo-se às vezes com Barão Vermelho fase Cazuza ou mesmo TNT dos anos 1980. Por fim, a Damn Laser Vampires, muito inspirados numa estética dos quadrinhos e de histórias de terror, movendo-se por sonoridades e climas góticos, de ecos londrinos, remetendo ao pós-punk, ao Bauhaus de Peter Murphy (que, aliás, passou por Porto Alegre há pouco tempo). A Damn Laser Vampires estaria indicando aqui os rumores mais undergrounds da cena gaúcha. Leia mais
Arnaldo Antunes
Dia 02 de abril de 2009 marca o início das apresentações musicais do projeto UNIMÚSICA, promovido pela Faculdade Federal do Rio Grande do Sul, e que este ano tem por objetivo maior “revelar a produção de alguns jovens músicos que têm reinventado a tradição cancionista do Brasil”, sem deixar de fora, para alegria de muitos, nomes como “Arnaldo Antunes e Lenine, que são marcos de uma geração que já se firmou nacionalmente” nas palavras de Ligia Petrucci, co
ordenadora do projeto. E ficaria ao meu cargo, com muita honra, fazer a matéria sobre o início desta história toda, e felizmente com um artista que, pessoalmente, tenho muita admiração.
Às 19:00h o teatro do salão de atos da UFRGS já se encontrava lotado, mas tamanha era a quantidade de pessoas que ainda estavam do lado de fora tentando entrar, que a produção do show teve que correr para conseguir acomodar tanta gente, ficando assim, o teatro maravilhosamente lotado.
Passado alguns poucos minutos do horário marcado, sobe ao palco Arnaldo Antunes, vestindo um traje muito peculiar, algo entre um mendigo ou um paciente do São Pedro, para executar a primeira música da noite, Fim do Dia. Segue com Hotel Fraternité que introduz de forma perfeita a já conhecidíssima Saiba, devidamente acompanhada pela platéia, . O mesmo acontece com Se Tudo Pode Acontecer, ambas já gravadas também na voz de Adriana Calcanhotto. O primeiro clássico dos Titãs, veio com O Quê, levantando o clima do show, e na seqüência outro clássico, só que desta vez da carreira solo de Arnaldo, Socorro. Leia mais



