God Save The Queen

Noite de quarta-feira e poucos saíram de casa para conferir aquela que é considerada uma das melhores bandas “cover” do mundo: o God Save The Queen. Formada pelos argentinos Pablo Padin (Vocal e Teclados), Francisco Calgaro (Guitarra), Ezequiel Tibaldo (Baixo) e Matias Albornoz (Bateria), a banda leva seu público ao sonho de assistir um show do Queen.

Pouco depois das 21h e com menos de um terço da lotação do local, a banda sobe ao palco e já começa surpreendendo. Primeiramente com a escolha de “Tie Your Mother Down”, perfeita para a abertura dos trabalhos e, em seguida, pela fidelidade apresentada pela banda. O baixista, que vestia um curioso conjunto calça e camiseta na cor ciano, era o que menos remetia ao Queen original. O baterista com um lenço no pescoço e cabelos loiros lembrava Roger Taylor. O guitarrista, bastante semelhante, vestido a caráter e inclusive com uma peruca imitando o cabelo do guitarrista original. Destaque também para a guitarra, mesmo modelo utilizado por Brian May.

Mas o grande destaque no quesito semelhança, tanto visual quanto musicalmente, é o vocalista Pablo Padin. O cantor é uma verdadeira cópia do original, seja na aparência ou na voz. Os trejeitos, o timbre de voz e até mesmo os cacoetes vocais, reproduzidos com perfeição, levam o público a crer, ainda que por breves momentos, que estão diante do verdadeiro Freddie Mercury.Emendaram “I Want It All”, que não ficou tão próxima assim da versão original e ainda “Another One Bits the Dust”.

Todos os clássicos da banda tiveram espaço no repertório, e até algumas não tão conhecidas assim, que causaram certo tédio na maioria, tédio esse potencializado pelo pouco público presente. Até os momentos de maior participação, como quando Pablo chamava o público a participar, soavam um pouco frios.

Somebody to Love teve interpretação belíssima, mas acabou sendo ofuscada quando a banda deixa o palco para que apenas Padin e Calgaro executem a belíssima “Love Of My Life”. Cantada em coro, foi o ponto mais alto e belo da noite, dando a impressão de que bem mais gente estava por ali. Destacou-se também pela interpretação emocionada, algo que se torna um pouco mais raro quando a banda em questão é uma banda cover. Já “I Want to Break Free” emocionou bem menos do que o esperado. E isso, também surpreendeu. “Radio Ga-Ga”, que veio na seqüência, levantou o público muito mais.

O encerramento, naqueles padrões com intervalo para o bis, não poderia ser melhor: “Crazy Little Thing Called Love”. Com Pablo no violão e “Bohemian Rhapsody”. Após o retorno, com Pablo Padin sem camisa, “Show Must Go On”, outro destaque, e a seqüência final com “We Will Rock You”, “Friends Will Be Friends” e, por fim, “We Are The Champions”, fechando 100 minutos de show.

A apresentação foi permeada por pequenos erros, como na execução do violão em “Love of My Life”, nos teclados na introdução de “Under Pressure”, ou em falhas vocais como em “Radio Ga-Ga”, mas não desabonaram em nada o espetáculo. A banda é muito competente no que se propõe a fazer, que é imitar o original com perfeição e por isso merecem o lugar de destaque que ocupam nesse segmento (cover). A sensação que se tem, por diversas vezes, é a de que se trata de um show do Queen.

Mas no fim, o que ficou mesmo foi a sensação de sermos transportados a um verdadeiro show do Queen. Missão cumprida com louvor pelos argentinos do God Save The Queen.

Teatro do Bourbon Country|10 de junho de2009|

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

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1 comentário

  1. Eduardo Leão

    God Save The Queen!

    Sem palavras, fechei os olhos e me senti em londres nos meados dos anos 80.

    incrivel o show, lavei a alma este dia com o belíssimo repertório.

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