Jeff Scott Soto

Pouco mais de um ano após ter passado por Porto Alegre, em um tributo ao Queen, que lotou o Salão de Atos da Reitoria da UFRGS, Jeff Scott Soto volta. E dessa vez com um show de músicas próprias, esperado pelos fãs que acompanham seu trabalho.

O nome Jeff Scott Soto foi alçado ao mundo da música por ninguém menos que Yngwie Malmsteen, no início dos anos 80. Tendo participado também em álbuns de Axel Rudi Pell, Stryper e Lita Ford. Os bons hard rockers lembrarão de sua voz (e principalmente de seus agudos poderosos), emprestada a banda fictícia Steel Dragon, no filme RockStar, cantando “Stand up and Shout”.

Como no Brasil, tudo é carnaval e futebol, os shows, marcados para terem início às 21hs, só iniciaram (bem) passadas às 23hs, após os jogos da dupla grenal terem terminado.

Anunciados como “a banda brasileira que conquistou a Europa em 2008”, a Tempestt entra no palco do Drakkar Music Hall para o show de abertura de Jeff Scott Soto.

Abrindo os shows de Soto, apenas em Porto Alegre e Belo Horizonte, a Tempestt aparece com duas novidades em seu lineup: Leo Mancini, o 1º guitarrista da banda, está de volta e parece muito satisfeito. Tocando com vontade, cantando todas as músicas e interagindo o tempo todo com o público e seus colegas no palco. Novidade também na bateria: no lugar de Edu Cominato (que tocou na banda de apoio de Soto, assim como BJ vocalista da Tempestt), está Gabriel Triani, que também parece bastante a vontade no seu posto. O baixo continua das mãos de Paulo e os vocais de BJ.

A Tempestt iniciou seu show com “Bring ‘em on”, faixa que dá nome ao seu 1º e único albúm, até então. Em seguida, nos brinda com uma novidade: “No One”, música já para o próximo cd da banda. Então, um passeio pelas músicas do cd da banda: “Lose Control”, “Faked by Time”, “In my dreams with you” (faixa bônus a ser inserida em nova edição do cd), um rápido solo de bateria, “Falling Moon” (essa intermeada com solos de guitarra e baixo). Nessa hora, o primeiro cover da noite: “Perfect Strangers” do Deep Purple. Voltamos ao cd com “Losing by You”, mais solos de guitarra e pasmem: um cover de “The Evil that Men do” do Iron Maiden. A Tempestt encerra sua participação com “Enemy in you”.  Sem dúvida alguma um show de muita energia e de boa empatia com o público.

Um pouco mais de espera (o que são uns 30 minutos pra quem já havia esperado mais de duas horas) e finalmente, Jeff Scott Soto é anunciado no microfone. Uma intro que percorre vários sucessos de Soto em forma de Medley toca, as cortinas se abrem e a banda está posicionada no palco. Os primeiros acordes de “21th Century” (do novo cd, Beautiful Mess) são escutados. Soto está armado de uma guitarra personalizada, óculos escuros e sua companhia brasileira: a CAIPIROSKA.

Infelizmente, o palco do Drakkar Music Hall era pequeno para toda energia que Soto tem no palco. Quem viu ele usar todo o espaço do palco do Salão de Atos da UFRGS em 2008, sabe disso. Não existe palco grande quando o assunto e a disposição e alegria de Soto no palco. A parceria com BJ (vocalista da Tempestt) como, vezes guitarrista, vezes tecladista, (vezes tradutor) de apoio de Soto, torna o show divertido sem perder a pegada hard. E o público se diverte com músicas entremeadas de conversas e piadas. Alguns podem achar ruim, talvez desrespeitoso. O que vi ontem foi uma platéia pequena e que entrou no clima descontraído que estava no palco.

Sem dúvida, o set list varreu todas as fases da carreira de Soto, de todas as formas possíveis. Hard rock, baladas e até alguma coisa mais funkeada. A segunda música foi “Take me Higher” seguida de “Soul Divine”. “Our Song”, “Drowning” e então o já clássico de todos os shows: solo de batera. Aos poucos a banda vai voltando ao palco para aquela hora casual: “vamos tocar um pouco antes do Soto voltar” Voltamos ao set?? “Mountain”, “Eyes of Love”, “Testify”, “Don’t Remain”, “Hey” e então um momento que talvez alguns não entendam a beleza, mas Soto faz cover de “Frozen” da Rainha Pop, Madonna. Difícil imaginar??? Pois ficou muito bom. O cover de “Crazy”, do Seal, ovacionado no tributo ao Queen, também continua tendo espaço no show de Soto… Nesse momento, todos saem do palco e Soto assume os teclados para uma sessão medley de baladas da sua carreira, porém, com dois covers com a participação de BJ nos vocais: “Don’t stop Believing” do Journey (que não se pode negar, incrivelmente interpretada) e “Carrie” da banda Europe (que parece ter sido uma surpresa para BJ, e uma grata surpresa aos hard rockers ali presentes). Para encerrar a sessão baladinha: um improviso em homenagem a Caipiroska e “Gin and Tonic Sky”…

A última música antes do bis é talvez a mais conhecida da carreira de Soto, junto com sua banda Talisman: “I’ll be waiting”, que teve seu refrão cantado a plenos pulmões por todos os presentes.

Sem dúvida, o bis trouxe um dos momentos mais esperados pelos fãs de JSS. Soto retorna ao palco, vestido com uma camiseta do Lakers, senta na bateria e ecoam pela casa as batidas do bumbo da bateria facilmente identificáveis: “Stand up and Shout”. Mas Soto só brinca e dá lugar a Edu Cominato. Antes de soltar sua voz, porém, homenageia seu time de basquete do coração, vencedor da NBA em 2009. Em seguida, a platéia pode ir ao delírio: “Stand up and Shout” é finalmente executada. Também no bis, a era Malmsteen é prestigiada (“I’m a viking”) e o público, quase 3 da manhã de uma quarta para quinta-feira, volta pra casa com uma certeza: quem não foi, perdeu um baita show!!!

Agradecimentos a Tati Tavares e Leo Pinho, fãs de carteirinha de Tempestt, no apoio ao setlist.

Drakkar Music Hall| 17 de junho de 2009|

Por: Karina Kohl

Fotos: Karina Kohl

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7 Comentários

  1. Vitor

    Bah,vcs perderam mesmo!!!E depois do show o cara atendeu todo mundo que ficou pra tirar fotos,pedir autógrafos e bater um papo…demais!!!

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  2. Carlos Porto

    O show foi maravilhoso, como foi muito bem escrito na resenha, mas o atraso de quase 3h foi ridículo. Um total desrespeito da produtora em relação ao público presente.

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  3. Felipe

    Público inexistente! Simplesmente inaceitável um artista do naipe do SOTO se apresentar para um público tão pequeno. Depois reclamam que não tem show interessante em Porto Alegre.. verdadeira piada. Apesar de tudo é elogiável a atitude e respeito do SOTO com os presentes, pois tocou como se a casa estivesse lotada e não parou um segundo, mesmo com todo o atraso. Valeu, quem foi não se arrependeu messsssssssmo!

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  4. Gustavo Roos

    Realmente, o atraso matou todos lá dentro. Pelo menos deu para ver o jogo da dupla.

    No review faltou um cover que a Tempestt realizou, Start From The Dark do Europe, no mais, um grande review! Parabéns!

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