Nando Reis
julho 26, 2009
Categoria Reviews
Na última quinta-feira, Porto Alegre recebeu Nando Reis, um dos artistas de maior sucesso comercial da atualidade no Brasil. Acompanhado de sua banda, “Os Infernais”, o cantor veio à cidade divulgar seu mais novo álbum “Drês”.
Com um atraso de 15 minutos, a banda sobe ao palco para “Mosaico Abstrato” e “Hi Dri!”, do último disco e, em seguida, “Sou Dela”, sucesso da trilha da novela “A Favorita”. Esta, sim, levantou o público. Durante esta música, uma homenagem a Michael Jackson.
O som estava realmente ruim, algo muito raro no Teatro do Bourbon Country. Tudo soava mais agudo do que deveria, principalmente os vocais e a bateria. Além disso, não era possível entender com muita clareza o que Nando cantava ou mesmo falava. E ainda havia um enorme desconforto a cada “s” pronunciado, que chiava se forma um pouco estridente (peço aqui que alguém que conheça mais áudio do que este redator esclareça isso, por favor, através de um comentário).
O público parecia dividido em facções distintas: os verdadeiros fãs, minoria, conheciam todo o trabalho do artista, cantando as canções de forma emocionada e respeitosa, como quem está diante da arte que tem relevância nas suas vidas. De outro lado, maioria, pessoas que conhecem apenas os maiores hits radiofônicos de Nando Reis, “Por Onde Andei”, “No Recreio”, “Relicário”, “Luz dos Olhos” e, acima de todas, “All Star”. Esta última, ponto alto. Além de ser enriquecida por um belo solo de baixo de Felipe Cambraia, foi sem dúvida nenhuma o momento mais emocionante da apresentação e também a mais aplaudida da noite. Leia mais
Maria Rita
julho 24, 2009
Categoria Reviews
Foi com a alegria típica do samba que Porto Alegre recebeu pela quinta vez Maria Rita, grande revelação da nova MPB e filha da lendária Elis Regina. Um público apenas razoável (cerca de metade da capacidade do local) e predominantemente feminino aguardava pela apresentação.
Vestindo uma mini blusa rosa e uma saia longa, com a barriga a mostra, Maria Rita sobe ao palco com um atraso ainda tolerável de 20 minutos (o que é demais no TBC). Abre com “Samba Meu”, que dá nome à tour e, na sequencia “O Homem Falou” e “Tá Perdoado”. Foi ovacionada. Maria se mostra bastante desenvolta, extremamente à vontade no palco. Movimenta-se muito, anda de um lado para outro, dando muito trabalho aos fotógrafos. O palco, belíssimo, também chama muito a atenção. Com animações no telão ao fundo de transparências em tecido, causando um efeito no mínimo interessante. E, finalmente, sua música, que não deixou por menos. Samba de primeira linha, cantado com prazer e executado por uma banda muito competente e bem ensaiada, que transformou o TBC em uma verdadeira festa.
Simpática, mas com certa dificuldade com as palavras, Maria Rita agradece a todos, aos que vieram pela primeira vez e aos que retornaram, e disse ainda que quando iniciou a tour Samba Meu, sua única preocupação era levar esse show a Porto Alegre. Ganhou o público. Leia mais
Marcelo Camelo
julho 22, 2009
Categoria Reviews
“Dois Barcos”. Foi assim que começou o show neste domingo. Sem dar um “olá” para a platéia, violão e voz, Marcelo Camelo começou a tocar esta que é a primeira faixa, do último álbum realizado pelos Los Hermanos. Já nessa primeira música Camelo convida os olhares atônitos do público a lhe acompanhar nos seus sussurros.
A
banda Hurtmold entra no palco, Camelo deixa o violão de lado, e são tocadas três músicas do álbum SOU: “Téo e a Gaivota”, “Tudo Passa” e “Menina Bordada”. Deixando a timidez de lado, Marcelo Camelo brinca, explicando que dessa vez o show era em pé mesmo, para que todo mundo pudesse dançar (referente ao show do ano passado, quando a banda resolveu deixar as cadeiras na pista do teatro).
Outra diferença em relação ao show do ano passado, outubro pra ser mais preciso, foi a iluminação. No show de 2008 a Hurtmold ficava escondida numa penumbra enquanto holofotes fortes demais cegavam Camelo. Dessa vez a iluminação estava impecável, bem distribuída, e balanceada até nas cores, o mesmo pode-se dizer do som (tirando alguns breves momentos em que o microfone do trompete não funcionou).
Num clima mais descontraído, são tocadas as músicas “Mais Tarde”, a conhecida “Janta”, e “Doce Solidão”, que foi acompanhada por todo o público em cada assobio. Voltando ao violão, Camelo toca “Pois é”, também do último disco dos Los Hermanos, seguida de “Liberdade”. Leia mais
Hibria
julho 17, 2009
Categoria Reviews
Ao chegar no Bar Opinião, por volta das 22hs, me deparo com a grande fila de headbangers em seus trajes negros, vencendo a noite gelada na capital gaúcha. Já era possível ter uma boa noção do que seria o show de lançamento do segundo album do Hibria: “The Skull Collectors”.
A já conhecida dos Porto Alegrenses, “2ª Maluca”, com dose dupla de bebida até a meia-noite, reuniu aproximadamente 500 fãs ansiosos para escutar e ver as novas músicas do Hibria serem executadas ao vivo.
Por volta das 23hs, um vídeo de aproximadamente 10 minutos começa a ser apresentado no telão. Cenas das turnês Asiática e Canadense (vídeos e fotos) são apresentados e se propõem a dividir com os gaúchos um pouco do que foi o trabalho (e os momentos de descontração) que os cinco membros da banda Hibria viveram em um mês de pé na estrada e shows quase que diários. Leia mais
Velhas Virgens
julho 17, 2009
Categoria Reviews
Noite de domingo em Porto Alegre e a cidade se prepara para receber a maior banda independente do Brasil, o Velhas Virgens. Há 23 anos fazendo seu Rock and Roll sem vergonha, pudor ou papas na língua, a banda arrebanhou fãs fiéis ao longo de sua trajetória e vieram ao Sul do Brasil com um show especial. 
A abertura contou com a banda gaúcha de Rock and Roll “Eu, o Zé e os Cara”. Com um show curto de 30 minutos a banda mostrou suas músicas próprias (entre elas, “Faca na Bota”) e também alguns covers (“Woman”, do Wolfmother, “Cold Gin” do Kiss e um medley de “TNT” e “Highway to Hell”, do AC/DC). Foi bem recebida pelos presentes. Me reservarei aqui o direito de não avaliar a banda por motivos éticos, pois este redator é vocalista e baixista da EZC.
Após um breve intervalo a atração de fundo sobe ao palco com “Cubanajarra”, faixa que dá nome ao último álbum da banda. Em seguida, “Rafaela, Eu Amo a Sua Mãe”, na qual emendaram “Roadhouse Blues”, dos Doors. Como já é tradicional, Paulão estoura latas de cerveja na testa.
A surpresa da noite foi “Essa Tal de Tequila”, que não esteve no set dos últimos shows em Porto Alegre. Divertidíssima, levantou a galera. Leia mais



