Seu Jorge transforma o Pepsi On Stage em uma grande roda de samba

agosto 30, 2009 
Categoria Reviews

Seu JorgeNoite de verão em pleno inverno gaúcho: num sábado de temperaturas elevadas no Rio Grande do Sul, Seu Jorge, um dos maiores nomes da música brasileira atual traz a Porto Alegre seu show “América Brasil“, transformando o Pepsi On Stage em uma grande roda de samba.

Os trabalho começaram com um atraso de uma hora e quinze minutos: Eram 0h14min quando Seu Jorge subiu ao palco para “Trabalhador”. O som, embora potente, não era claro. A luz, em compensação, não deixou nada a desejar. Surpreendentemente, Seu Jorge começou o show apenas cantando. Ele, que é, no geral, responsável pelo violão e guitarra em seus shows, acabou por cantar duas músicas sem estes instrumentos. Na primeira, o violão foi assumido por um de seus percussionistas. Na música seguinte, uma inédita*, não houve violão. O início do show se completa com “Hágua“, canção que fala de ecologia, água e aquecimento global. Nesta, o cantor assume a guitarra, uma Fender Telecaster de timbre excelente.

Estas três primeiras músicas foram, todas elas, estendidas, ocupando 27 minutos da apresentação. Seja em longos trechos instrumentais ou na inclusão de outras músicas em sua execução (como “A Carne” em “Hágua“), a banda não se preocupou em como o público reagiria diante da longa duração das músicas.

Seu Jorge faz parte daquela gama de artistas com duas facções de fãs: a que conhece apenas os grandes sucessos do rádio e a que aprecia seu trabalho mais a fundo, conhecendo de fato a obra do artista. Isso começou a ficar claro em “Carolina”, primeiro grande hit de Seu Jorge no Brasil e em “É Isso Aí“, versão de “The Blower’s Daughter“, de Damien Rice, originalmente gravada no DVD “Ana & Jorge“, em parceria com a cantora Ana Carolina. Entre essas duas canções, o público ganhou de presente uma “batalha de pandeiros”, entre três dos músicos que acompanham Seu Jorge. Foram sete minutos de batucada. Leia mais

Show do DVD “Luz Negra – Fernanda Takai ao Vivo”

agosto 30, 2009 
Categoria Reviews

Fernanda TakaiFernanda Takai veio a Porto Alegre ontem, no Teatro do Bourbon Country, apresentar o seu DVD “Luz Negra – Fernanda Takai ao Vivo”, que por sua vez é baseado no seu primeiro álbum solo, “Onde Brilhem os Olhos Seus”. Para quem não sabe, trata-se de um disco com canções do repertório de Nara Leão, mas com uma roupagem que mistura o pop rock do Pato Fu com um tempero de MPB.

O show é surpreendente, principalmente por dois motivos: a qualidade das canções ao vivo, com a riqueza dos seus arranjos e a interpretação da cantora, e o bom humor de suas intervenções entre as canções. Mas o que chamou a atenção, logo no início, foi que os integrantes foram entrando no palco escuro, um a um, posicionando-se nos seus devidos lugares, até entrar a Fernanda Takai, que se colocou à frente de todos, no microfone. Como estava escuro, ninguém teve coragem de aplaudir por não conseguir garantir que aquela era ela – até que uma alma corajosa puxou o coro dos aplausos e o show começou.

No quesito qualidade, as músicas tocadas no show não devem nada às versões do disco: tratam-se de ótimas releituras, todas com um ar “retrô-moderno” que as tornam únicas, juntamente com a voz ame-ou-odeie de Fernanda Takai. O show começou com “Canta, Maria”, seguida de um tímido boa noite para o público.

Depois veio “Luz Negra”, que dá nome ao DVD – cujo tema da capa estava reproduzido no fundo do palco – e “Diz que fui por aí”, com interessantes solos de guitarra de John, marido de Fernanda Takai e guitarrista do Pato Fu. Destaque, nessa última música, para o backing vocal da baterista Mariá Portugal. Mariá, aliás, é a responsável pela excelente condução de “Lindonéia”, de Caetano Veloso e Gilberto Gil, a quarta canção do show.

Até então, Fernanda Takai cantava estática em frente ao microfone, de forma tímida. Porém, quando a banda começou a tocar “Com Açúcar, Com Afeto”, música que Chico Buarque fez sob encomenda para Nara Leão, numa versão muito mais alegre do que a original, Takai tirou o microfone do pedestal e até arriscou uma dancinha. Com John nos backing vocals desta vez, a música ainda contou com um ótimo uso da luz no seu final – aliás, destaque para a iluminação ao longo da apresentação, muito bem utilizada. Leia mais

A malemolência da vagarosa em um espetáculo de Céu.

agosto 28, 2009 
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CéuNascida em abril de 1980, Maria do Céu Whitaker Poças é filha de um maestro com uma artista plástica, mostrando que o seu universo, desde o berço, sempre foi rodeado de muita criatividade. Criada em São Paulo, decidiu, ainda na adolescência, que iria seguir o caminho da música.

Ao completar 18 anos, embarcou para Nova Iorque e, a partir disso, o mundo começou a conhecer a cantora Céu. Ao natural, foi ganhando destaque no cenário musical internacional e embarcou, definitivamente, na estrada da música.  Voltando ao Brasil, mais precisamente em 2005, lançou seu primeiro disco, denominado “Céu”, onde participou da composição da maioria das letras.

Seu primeiro cd foi distribuído para América Latina, América do Norte e Europa. Na levada do reconhecimento, mostrando que está na dimensão das estrelas brasileiras, a cantora Céu apresentou as músicas do seu novo disco, “vagarosa”, ao público que compareceu em bom número nas dependências do Bar Opinião. Não lotou, mas isso não fez a menor diferença.

A noite estava agradável em Porto Alegre, um prenuncio da primavera, e os presentes no Bar Opinião souberam ocupar os espaços livres para dançar no swing da carismática cantora.

Antes de falar sobre o show, cabe mencionar que será difícil não fazer algum trocadilho com o nome da cantora.

Com um pé musical na Jamaica, outro na malemolência e diversidade musical brasileira, agregada com o charme de sua voz manhosa, dengosa, na dose certa, Céu com seu riso, por vezes, tímido, mas, sempre cativante, é uma daquelas cantoras que quando abre a boca hipnotiza os presentes, transferindo-os para um universo particular, único. Leia mais

Kleiton e Kledir fazem show de estréia da tour Autorretrato em Porto Alegre

agosto 28, 2009 
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Estreias sempre valem a pena. E foi na estreia mundial da tour “Autorretrato”, de Kleiton & Kledir, que o POA Show compareceu nesta quarta-feira de temperatura amena na capital dos gaúchos.
kleiton e KledirAcompanhados de uma banda competente (inclusive dois deles, o baterista Adal Fonseca e o tecladista Caio Fonseca acompanham Paula Toller), subiram ao palco as 21h15min com a música que dá nome à tour. Com uma letra bem trabalhada e uma execução fiel e impecável, serviu para mostrar o tanto da qualidade com a qual nos depararíamos naquela noite. O público, formado principalmente por pessoas que viveram o auge da carreira da dupla nos anos 80, era permeado por poucos mais jovens que já aprenderam a apreciar o trabalho dos irmãos.
A qualidade do som estava, de fato, acima da média do TBC. Já elogiei o som do local aqui por diversas vezes, mas neste show foi realmente especial. Principalmente pela qualidade vocal de Kleiton e de Kledir.
A grande surpresa da noite foi a execução de “Paixão”, com o mesmo arranjo original, executado por toda a banda. Tradicionalmente executada apenas por Kledir no formato violão e voz, foi uma escolha acertada da parte da dupla.
“O Kleiton falou sobre sonhos agora há pouco…A gente, na década de 70, tinha cabelo na cintura, calça boca de sino e sonhava muito. Sonhava até ser prefeito de Porto Alegre”, numa clara referência ao amigo e parceiro José Fogaça, presente no show. Foi assim que iniciaram “Vento Negro”, grande sucesso dos Almôndegas na década de 70.
Em meio ao show, uma cena inusitada: “Só um minutinho, por favor, que a borrachinha do meu ‘in ear’* ficou dentro da minha orelha”. Kledir deixa o palco por 2 minutos. “To salvo, to salvo!”,  alivia-se, sob aplausos.
Houve espaço para tudo: os grandes hits, como “Maria Fumaça”, material do último CD/DVD, como “Estrela Cadente”, “Pelotas” e “Eva” e até mesmo para os hinos da dupla Gre-Nal. Kledir, colorado, foi o primeiro a cantar o hino do time do Beira-Rio. Em seguida, os tricolores foram homenageados pelo gremista Kleiton. Agradeceram ainda pela presença de todos e disseram-se muito gratos pelas homenagens que receberão: Cada um se tornará consul do seu time do coração, e receberão ainda o título cidadãos porto-alegrenses. “Finalmente poderemos dizer que somos de Porto Alegre”. Leia mais

Aos 82 anos Chuck Berry volta a Porto Alegre

agosto 22, 2009 
Categoria Reviews

Chuck BerryEm uma noite chuvosa de quinta-feira os fãs gaúchos do bom e velho Rock and Roll não se intimidaram e lotaram o Teatro do Bourbon Country para ver aquele que é considerado o pai do Rock: Chuck Berry.

Acompanhado da mesma banda que veio a Porto Alegre ano passado, o jovem senhor de 82 anos subiu ao palco pontualmente as 21h diante de uma platéia que clamava por seu nome.

O show começa com uma bela trinca de clássicos: “Roll Over Bethoveen“, “School Days” e “Sweet Little Sixteen”, devidamente cantadas por seus fãs de todas as idades. “Chuck! Chuck! Chuck!”, grita a platéia diante da lenda. “Love you! Love you! Love you!”, responde Chuck com gratidão.
Os clássicos não param: “Memphis, Tennessee“, “My Ding-a-Ling” e “Nadine” e, obviamente, “Johnny B. Goode“, ponto alto do show. Leia mais

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