Planta e Raiz brotando em solo gaúcho

A noite em Porto Alegre anunciava um grande show. Nos arredores do Opinião, a temperatura registrava quatorze graus e um céu estrelado contemplava todos aqueles que se dirigiam ao local marcado, em Porto Alegre.

Mais uma vez, mostrando que possui um público fiel, o Opinião foi invadido pelos regueiros que, praticamente, lotaram as dependências da casa.

Entre eles, inúmeros jovens exibiam camisetas, toucas e usavam todos os utensílios que remetessem à Jamaica. Paralelamente, muitas mulheres davam um colorido bonito e especial ao ambiente.

Embora o show tivesse sido marcado para quinta, dia 8, os paulistas subiram ao palco na sexta-feira, dia 9. Eram aproximadamente 00h25min quando a banda Planta e Raiz apareceu no palco do Opinião.

Além dos sete integrantes tradicionais, nos metais, dois saxofonistas e um trompetista anunciavam um som mais incrementado, encorpado.

Antes de iniciar os trabalhos, o vocalista, Zeider, cumprimentou o público e disse que era sempre bom voltar a tocar em Porto Alegre. Assim, o show começou com um ska e o trio de metais trabalhando em “freedom sound”, música da banda jamaicana The Skatalites.

Na seqüência, mostrando que não estavam para brincadeira, tocaram “Gueto do universo” música gravada, no cd/dvd ao vivo, com a participação do vocalista Chorão, da banda Charlie Brown Jr. O público correspondia plenamente, cantando, dançando ou, apenas, se balançando. Valia tudo.

Desse modo, a terceira canção apresentada foi “Com certeza”, música do primeiro cd e que projetou a banda nacionalmente. Os metais deram outra cara à canção que, no refrão, teve o coral afiado dos presentes. Até então, já tinha sido o suficiente para conquistar o público.

Seguindo nas canções do primeiro cd, emendaram com “Aquele lugar” e a galera cantou do início ao fim. No início, com alguns problemas técnicos, de retorno, um integrante da produção transitava pelo palco, mexendo nos aparelhos, tentando solucionar algumas falhas.

Contudo, se tratando dos presentes, o retorno era excepcional. Cantavam e interagiam com a banda paulista. No final da música, Zeider reafirmou, mais uma vez, o prazer de se apresentar em Porto Alegre. Continuaram o show com “Eu também faço meu jogo” do álbum Qual é a cara do ladrão?

Mostrando conhecer o solo onde pisavam, prosseguiram com “Um sonho”, também do primeiro álbum, denominado Que brota da terra. Depois, “De cara pro mundo”, do segundo cd, e “Segue a vida” do álbum mais recente da banda.

Com uma apresentação interativa, participativa, a banda seguiu com “A dois passos do paraíso”, regravação do clássico da banda Blitz. O público era só festa.

Entrando na parte final do show, tocaram “Qual a cara do ladrão?”, do álbum que leva o mesmo nome. Em um mundo cheio de ambições, tentações, a letra da música traz a valorização do básico: “Onde está seu coração/ está também sua riqueza/ não caia na ilusão/ agradeça a comida sobre a mesa”.

Mais adiante, apresentaram duas músicas novas, entre elas, “De agora em diante”. Logo após, mais uma balada, “De você só quero amor”, do primeiro cd e, em seguida, “Rolê consciente” do álbum mais recente.

Já passava da 01h30min quando os paulistas tocaram “O que você disse”, gravada no cd ao vivo. Nesse momento, o vocalista identificou a banda um por um. Em cada anúncio, um mini-solo de apresentação.

Começou com Fernandinho, na guitarra base, e prosseguiu com Franja, na guitarra solo. Na apresentação, Franja expôs toda sua categoria e dedilhou os acordes com a guitarra nas costas, obviamente, sem olhar e mostrando que sabe muito. Habilidade pura.

Na seqüência, um a um, a banda composta por Samambaia, no contrabaixo, Osvaldinho, nos teclados, Cuio, na batera, Juliano, na percussão, além do próprio Zeider, nos vocais, foi sendo apresentada.

Devido um problema de audição, não consegui pegar os nomes do trio de metais. Mesmo assim, fica uma menção honrosa para o cara do sax alto, do sax baixo e do trompete.

Depois da apresentação, e dos aplausos, a banda ainda tocou “Te ver”, regravação da música do Skank, e “Tô no barato”, que encerrou o show quando o relógio apontava 01h55min.

Ovacionados pelos presentes, retornaram para o bis que teve, entre outras, “Mar de gente” da banda O Rappa. Já era mais de duas da madrugada quando os paulistas deixaram, definitivamente, o palco do bar Opinião, em Porto Alegre.

Uma apresentação com, aproximadamente, uma hora e quarenta e cinco minutos de pura festa e diversão dos presentes. No palco, uma banda com pouco mais de 10 anos de carreira e, na platéia, um público fiel, cativo, devoto.

Em uma noite de primavera, através da música, Planta e Raiz germinaram o amor e, do público, colheram os aplausos.

Por: Silva Júnior

Foto: Divulgação

Related posts

2 Comments

  1. claudinha

    Nao assisti ao show pois vivo em Barcelona….mas pude curtir muito através deste post, que soube transmitir a energia positiva da banda Planta e Raiz. Eu, como super fa e irma coruja de um dos integrantes, me senti como se estivesse em Porto Alegre…Parabéns Silva Junior!..e Parabéns Planta e Raiz….

    [Responder]

  2. Silva Júnior

    Obrigado Claudinha… o show realmente estava muito bom..e tbm admiro o trabalho da banda, desde o primeiro show que fizeram em solo gaúcho, no “Opinião voador”, na praia de Atlantida-RS, lá em 2003.. o reconhecimento é merecido..agora, aproveitando o espaço, se quiseres conhecer outros textos, e muita música boa, é só entrar no blog linkado ao meu nome.. Lá tem bandas de Barcelona, como o Jarabe de Palo, da espanha, como Fito y Fitipaldis, Amparanoia, entre tantas outras. Abraço

    [Responder]

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *