Stratovarius traz a turnê “Polaris” a Porto Alegre

strato-1-10pSegunda-feira é noite de Heavy Metal. Pelo menos foi o que provaram os headbangers que lotaram o Bar Opinião no último dia 19. Os finlandeses do Stratovarius se apresentaram pela segunda vez em Porto Alegre.

Apenas 30 minutos após o horário oficial, as 21h30, a banda abre com “Destiny”. De cara, ganham o público e, sem dar tempo para respirar, emendam “Hunting High and Low”, um de seus maiores clássicos. Cantada a plenos pulmões, já podia ser considerada um dos pontos altos.

Em bom português, o vocalista Timo Kotipelto saúda os gaúchos. Foi apenas um boa noite, mas bem pronunciado. “Speed Of Light” e “Kiss of Judas” mantiveram o pique do show dos finlandeses. A qualidade técnica dos músicos, algo quase que inerente as grandes bandas de Heavy Metal, não deveria surpreender. No entanto o que demonstram no palco, especialmente o guitarrista Matias Kupiainen e o baixista Lauri Porra (N. do R: Sim, esse é o nome dele.), está acima do nível normal.

Como é tradicional no Heavy Metal, fomos brindados com solos. Primeiramente, um duelo entre Kupiainen e Porra. Mesclando técnica apurada e provocações com os gestos obscenos mais clássicos, proporcionaram um número interessante. Mais adiante, solos individuais dos responsáveis pelas cordas, logo após “Winter Skies” e “Phoenix”. Ambos incríveis. A técnica apuradíssima de Kupiainen deixou claro que o Stratovarius escolheu um ótimo substituto para Timo Tolkki (guitarrista e membro formador do Stratovarius que deixou a banda em 2007). Já Porra, igualmente espetacular, ainda teve a presença de espírito de mandar uma espécie de samba no contrabaixo, com paradas estratégicas onde a galera bradava “Porra!”. Espirituoso e carismático, o baixista também mostrou muito bem a que veio.

Ao iniciar rapidamente “Eagleheart” o guitarrista Matias Kupiainen acena com os dois braços para o resto da banda. O som da guitarra havia sumido. Com uma expressão facial que poderia ser traduzida em “Deus, vocês vão tocar essa música sem mim?” o guitarrista é socorrido rapidamente pelo roadie que tenta, em vão, fazer com que o amplificador volte a funcionar. Já estamos no meio da música e Matias, bem-humorado, cumprimenta os fãs, sorri, abre uma cerveja e encosta-se na parede apreciando o som do restante do Stratovarius. As coisas se resolveram apenas no último refrão com, obviamente, todos, banda e público, rindo da desgraça alheia.

Para o bis, Kupiainen aparece com um violão de nylon e introduz a belíssima “Forever”. O encerramento contou “Father Time”, e um solo do tecladista Jens Johansson antes de “Black Diamond”. Foi o fechamento perfeito uma apresentação de altíssimo nível.

Apesar de ser uma das bandas responsáveis pela popularização do que se conhece por “Metal Melódico”, o Stratovarius consegue se manter singular mesmo em inserido em um estilo poluído por tantas bandas tão iguais. Com personalidade e boas composições, além de uma enorme energia no palco, os finlandeses ainda merecem, por méritos próprios, um lugar no Top 5 do estilo.

Por: Marcel Bitencourt

Fotos: Fabiana Menine

Segunda-feira é noite de Heavy Metal. Pelo menos foi o que provaram os headbangers que lotaram o Bar Opinião no último dia 19. Os finlandeses do Stratovarius se apresentaram pela segunda vez em Porto Alegre.

Apenas 30 minutos após o horário oficial, as 21h30, a banda abre com “Destiny”. De cara, ganham o público e, sem dar tempo para respirar, emendam “Hunting High and Low”, um de seus maiores clássicos. Cantada a plenos pulmões, já podia ser considerada um dos pontos altos.

Em bom português, o vocalista Timo Kotipelto saúda os gaúchos. Foi apenas um boa noite, mas bem pronunciado. “Speed Of Light” e “Kiss of Judas” mantiveram o pique do show dos finlandeses. A qualidade técnica dos músicos, algo quase que inerente as grandes bandas de Heavy Metal, não deveria surpreender. No entanto o que demonstram no palco, especialmente o guitarrista Matias Kupiainen e o baixista Lauri Porra (N. do R: Sim, esse é o nome dele.), está acima do nível normal.

Como é tradicional no Heavy Metal, fomos brindados com solos. Primeiramente, um duelo entre Kupiainen e Porra. Mesclando técnica apurada e provocações com os gestos obscenos mais clássicos, proporcionaram um número interessante. Mais adiante, solos individuais dos responsáveis pelas cordas, logo após “Winter Skies” e “Phoenix”. Ambos incríveis. A técnica apuradíssima de Kupiainen deixou claro que o Stratovarius escolheu um ótimo substituto para Timo Tolkki (guitarrista e membro formador do Stratovarius que deixou a banda em 2007). Já Porra, igualmente espetacular, ainda teve a presença de espírito de mandar uma espécie de samba no contrabaixo, com paradas estratégicas onde a galera bradava “Porra!”. Espirituoso e carismático, o baixista também mostrou muito bem a que veio.

Ao iniciar rapidamente “Eagleheart” o guitarrista Matias Kupiainen acena com os dois braços para o resto da banda. O som da guitarra havia sumido. Com uma expressão facial que poderia ser traduzida em “Deus, vocês vão tocar essa música sem mim?” o guitarrista é socorrido rapidamente pelo roadie que tenta, em vão, fazer com que o amplificador volte a funcionar. Já estamos no meio da música e Matias, bem-humorado, cumprimenta os fãs, sorri, abre uma cerveja e encosta-se na parede apreciando o som do restante do Stratovarius. As coisas se resolveram apenas no último refrão com, obviamente, todos, banda e público, rindo da desgraça alheia.

Para o bis, Kupiainen aparece com um violão de nylon e introduz a belíssima “Forever”. O encerramento contou “Father Time”, e um solo do tecladista Jens Johansson antes de “Black Diamond”. Foi o fechamento perfeito uma apresentação de altíssimo nível.

Apesar de ser uma das bandas responsáveis pela popularização do que se conhece por “Metal Melódico”, o Stratovarius consegue se manter singular mesmo em inserido em um estilo poluído por tantas bandas tão iguais. Com personalidade e boas composições, além de uma enorme energia no palco, os finlandeses ainda merecem, por méritos próprios, um lugar no Top 5 do estilo.

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  1. Pingback: Stratovarius | POA SHOW

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