Tim “Ripper” Owens se apresenta no Drakkar Music Hall

Tim12

Na noite de terça-feira o Drakkar Music Hall, casa noturna de pequeno porte em Porto Alegre recebeu uma grande voz do Heavy Metal mundial, Tim “Ripper” Owens. O vocalista, conhecido principalmente por ter sido responsável pelos vocais do Judas Priest no período em que Rob Halford esteve fora da banda, também fez parte do Iced Earth e hoje canta no Beyond Fear, além da banda do guitarrista Yngwie Malmsteen.

Mesmo com todo esse currículo, o americano não conseguiu vender muitos ingressos. Apesar de apresenta-se em um local pequeno, não houve casa cheia. Pouco mais de 200 pessoas compareceram.

A produção, impecável, cumpriu pontualmente os horários anunciados e às 21h sobem ao palco os porto-alegrenses da Exilium. Bastante jovens e com apenas um ano de banda (comemorado exatamente neste show), demonstraram competência e talento. Donos de um estilo que se diferencia na cena local, apresentaram um heavy metal moderno, mas com influências clássicas de Megadeth, Pantera e Metallica antigo.

Apostando basicamente em músicas próprias de ótima qualidade e com uma energia poderosíssima, surpreenderam o público e foram um soco na cara de quem despreza as bandas de abertura. Os “espertinhos” que só entraram depois, perderam um grande show. Exilium. Guarde esse nome.

Seguindo à risca o cronograma, pouquíssimos minutos após as 22h as cortinas se abrem para Tim “Ripper” Owens. Acompanhado dos paulistas do Tempestt (que foram sua banda de apoio nesta tour), o show começa com uma execução apenas razoável de “Painkiller”, clássico do Judas Priest. Os aplausos vieram muito mais da grandiosidade desta música do que propriamente pela execução um pouco apática.

“Qual o meu nome???” vocifera Owens. “Ripper”, o público responde prontamente. Foi uma forma criativa de anunciar outro clássico da mesma banda, “The Ripper”. A partir dali, o show cresceu muito. A competência do Tempestt a serviço de um vocalista talentoso e toda a técnica de Ripper ficaram evidentes a partir da segunda música do set.

Com repertório baseado principalmente em covers (além de nove músicas do Judas Priest ainda cantou Iron Maiden e Black Sabbath), ficou bastante claro que Ripper é um artista que não possui um trabalho próprio sólido sobre o qual possa se sustentar. As músicas da carreira solo, “It Is Me” e “Starting Over”, não empolgaram tanto.

Houve ainda espaço para músicas de seus atuais projetos, “And… You Will Die”, do Beyond Fear, e “Rising Force”, de Yngwie Malmsteen.

Bastante simpático, Ripper mexe com o pequeno público do Drakkar. Recebe presentes, aperta as mãos dos fãs mais próximos e até mesmo puxa um “Happy Birthday” a um aniversariante da noite.

Com uma hora apenas, encerra-se a primeira parte do show, com “One On One”.

O Bis contou com “Breaking The Law” e “Living After Midnight”, do (veja só que surpresa) Judas Priest. Com apenas uma hora e dez minutos de show, Ripper deixa o palco para não mais voltar.

Nem tudo são flores.

O ponto baixo da apresentação, capaz de macular a imagem de Ripper frente aos seus fãs, foi o fiasco protagonizado pelo vocalista diante de uma câmera de vídeo.

“Você! Você, com a câmera de vídeo! Desliga!” (Aqui alguns silenciaram, outros não entenderam bem o que estava acontecendo). “Desliga! Desliga! Sem câmera de vídeo!” Além do chilique, Ripper ainda faz o tradicional gesto de ameaça passando a mão direita estendida embaixo do queixo. O alvo dessa atitude era Gilberto Quevedo, que filmava a apresentação a pedido de Gabriel Triani, baterista do Tempestt. Gilberto desligou a câmera, educadamente. Ripper então é chamado, vai ao fundo do palco, e consegue piorar ainda mais a situação. Retorna ao microfone e completa sua aula de estrelismo com um arrogante “Ok, eu deixo você continuar filmando”. Simplesmente, ridículo.

Questionado sobre o incidente, Quevedo foi categórico: “É por isso que o Ripper se apresenta no Drakkar e o Dio se apresenta no Credicard Hall”. De fato, talvez esse tipo de atitude explique algumas coisas na carreira de Tim Ripper Owens.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Karina Kohl

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7 Comentários

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  2. Warrior

    Primeiramente,,,algumas correções que devem ser feitas: “A produção, impecável, cumpriu pontualmente os horários anunciados e às 21h sobem ao palco os porto-alegrenses da Exilium.” A produção impecável?????? RIDÍCULO!!!!!!!!!!!
    Nunca vi uma produção de um show, salvo das bandas desconhecidas de Porto Alegre, que sempre são surpreendidas (mesmo não sendo mais surpresa pra ninguém) com as péssimas condições de produção oferecidas pelos ditos “profissionais” desta cidade, fazer a papagaiada de não conseguir equalizar um simples baixo durante TODO o show do Ripper, simplesmente o baixo entrou em alguns segundos de uma música dentro do repertório, mostrando claramente a imcompetência do operador de som, que acabou cortando de vez o baixo durante TODO o show..Outra coisa…Pontualmente às 21h entra a banda de abertura!!!ahuahahah..No convite era pra começar às 20h…Que pontualidade britânica!!???
    Sem falar, voltando ao áudio, que era visível que não existia retorno pro vocalista (ripper) … Produção impecável não deixaria NINGUÉM filmar um show desse porte, isso é básico, mas mesmo sendo o caso solicitado pelo próprio baterista da banda acompanhante, pq ninguém falou isso pro cara? porque ninguém tomou uma atitude qualquer no momento da filmagem….Os carinhas do Drakkar estavam mais preocupados em retirar as pessoas que não eram “convidadas” de cima do mesanino do que dar um suporte BÁSICO que fosse ao show do Ripper!!!
    Realmente, concordo que foi uma decepção ver o fraquíssimo repertório do Ripper, sabendo o puta vocalista que ele é!!Mas se for cover por cover a gurizada da Exilium foram mais uma banda da noite a cantar covers, então os espertinhos que estavam lá fora bebendo sua cerveja fizeram CERTO!!! Pois foi uma noite de bandas couvers!!Inclusive o Ripper!!!
    E pra encerrar,,,admiro ainda artistas de grande porte ainda quererem tocar em Porto Alegre, onde neste show, nem roadie decente existia!!! Isso é uma pena, sabendo da história desta cidade na cena Metal!!!

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    poashow Responde:

    “Warrior”
    Corrigindo seu comentário precipitado:
    A Exilium tocou dois covers em meio a várias músicas próprias. Ripper tocou 9 só do Judas. Fora os outros.
    O show “cover” foi, sim, do Ripper.
    Quanto aos horários, recebemos o cronograma da noite que você com certeza não leu.
    20h abertura da casa, 21h Exilium, 22h Ripper.
    Por fim, da próxima vez que for fazer um comentário, pelo menos se identifica, ok?
    Marcel Bittencourt

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  3. Andrade

    eu, infelizmente, tenho q concordar com a resenha.
    Eu queria poder dizer q o show do ripper foi sensacional, queria poder dizer que foi um dinheiro bem gasto. Mas nao foi. E completamente inadimissivel que um cantor do porte do “Ripper” Owens toque tantas covers como tocou. Ainda mais depois de anunciar que esta seria uma turne para divulgar o cd. Divulgar coisa nenhuma, divulgou foi o Judas Priest.
    Ele nao deixou devendo nada no seu vocal que esta a cada dia mais potente.
    Mas eu ja estou cansando de ouvir o Tim Owens cantando so Judas Priest e musica cover, ele tem capacidade de fazer coisa muito melhor. Estamos esperando!

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  4. Fabricio

    sinceramente concordo plenamente com quando afirmam q o ripper eh um dos grandes vocalistas da cena heavy metal q temos hj em dia. Porem nao sei o q aconteceu com ele quando foi escolher o set list. Meu deus! a banda de abertura tocou menos covers q ele. Certamente todas as musicas q ele cantou foram mto bem interpretadas.. mas gostaria de ver o ripper cantando as musicas q ele gravou com o Judas Priest e as suas proprias tambem. Enfim… ele errou feio no set.
    Ah! e cabe falar aqui tambem que essa banda de abertura, Exilium, fez um belissimo show apresentando varias musicas proprias, mto originais, tentando fazer um heavy metal inovador e tentando fugir um pouco daqueles cliches.

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  5. Gaby

    Decepcionante. Não tem como definir a noite de terça de outra forma.
    A produção local não sabe mais fazer shows. Apenas os compra e veem qual a forma de fazer dinheiro, vide a forma da venda dos ingressos, por lote. Se fosse um show no Opinião, ok. Mas na Drakkar! E o pior desse tipo de venda é, simplesmente, não anunciar de quantos ingressos é composto cada lote! Provavelmente só eu paguei 40 reais pra ver esse show.
    Entrando em contato com a promoter da turnê, fiquei mais decepcionada com a divulgação local, já que ela me confirmou que sim, era o intuito do Ripper tocar esse montão de covers! Então por que não nos foi dito que SÓ iam tocar Judas Priest da fase Halford? Não teria sido tamanha propaganda enganosa.
    Quanto a duração do show, mais ridículo ainda! Qualquer banda mediana, no mínimo, fica no palco por 1:30h! Não podemos dizer que é regra, mas pra tocar apenas covers, 1:10h é mto pouco! Foi falta total de respeito para com os fãs, que acompanham sempre a carreira do Tim.
    Sobre o incidente da câmera, eu havia entendido que o Ripper pediu para desligar enquanto estivessem tocando Black Sabbath, afinal, se isso vai parar na internet, ele tem que pagar fortunas pro Ozzy! Pq não faz sentido o baterista ter pedido o vídeo sem comunicar o Tim!
    Pior ainda, no pós show, foi que a Drakkar GRAVOU todo o áudio da noite! Parece que aí sim o Ripper enlouqueceu!
    No final restou uma noite cara, regada com ceva mais cara ainda, num lugar pequeno, mas nem de perto lotado e uma sensação de ter sido enganada totalmente. É, e que, se for assim, não venham mais shows pra Porto Alegre.

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  6. Gustavo Roos

    Infelizmente não pude comparecer ao show, mas pelo que li ficou evidente que o Drakkar não pode receber espetáculos que exijam o mínimo de profissionalismo. Foi a mesma coisa com o Jeff Scott Soto.

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