Kreator e Exodus juntos no palco do Opinião

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No mês do Metal em Porto Alegre, que já recebeu Stratovarius e Tim “Ripper” Owens, a noite de segunda foi dedicada aos fãs do Thrash Metal. Os americanos do Exodus e os alemães do Kreator, duas das maiores bandas do gênero, subiram ao palco do Bar Opinião para duas horas e meia do melhor que o estilo pode oferecer. O público compareceu em peso, quase que lotando a casa. Em retribuição, as bandas, que excursionaram juntas em três dos últimos cinco meses, não deixaram pedra sobre pedra.

Pouco depois do horário anunciado o Exodus entra em cena com seu maior clássico, “Bonded By Blood”. Munidos de um repertório recheado de clássicos e com apenas duas músicas do último álbum, “The Atrocity Exhibition… Exhibit A”, de 2007, os americanos ganharam o público e botaram a casa abaixo. A surpresa foi a inclusão de não uma, mas duas faixas do excelente álbum “Tempo of the Damned”: “Blacklist” e “War is my Shepherd”.

Em “A Lession in Violence” chegaram a receber um “sexto elemento”, um fã mais exaltado que invadiu o palco. Notavelmente felizes e com uma energia incrível, a banda justifica seu nome entre os maiores e melhores do Thrash. Individualmente, destaque para guitarrista Gary Holt.

Antes da penúltima música, o vocalista Rob Dukes convoca o público a dividir-se em dois lados. Em uma atitude do tipo “Moisés abrindo o Mar Vermelho”, consegue o que parecia impossível: abrir espaço no meio da pista do Opinião. Tendo separado o publico em dois grandes grupos, Dukes ordena: “Eu quero que vocês (apontando para o pessoal da esquerda) MATEM quem está do outro lado. E quero que vocês (apontando para a direita) MATEM quem está daquele lado!”

Então, em bom português pede “Espere! Espere! Espere!” e, por fim, “GO!!!”. Conseguiu abrir a maior roda da noite com “The Toxic Waltz” e “Strike of the Beast”. Show curto, que deixou uma sensação fortíssima de “quero mais”.

Após uma passagem de som um pouco demorada, os alemães do Kreator sobem ao palco com “Hordes of Chaos”, que teve o refrão cantado em peso como se fosse um clássico. O repertório da banda revisitou a carreira, incluindo no set desde músicas consagradas (“Coma of Souls”, “Pleasure to Kill”) até faixas mais recentes (como “Volent Revolution” e “Enemy Of God”) além, é claro, de músicas do último álbum, “Hordes of Chaos”.

Como em qualquer show de Metal que se preze, houve espaço para o solo de bateria, Marco Minnemann (que substitui o baterista Jürgen “Ventor” Reil nesta tour) foi muito competente e arrancou aplausos.

Para o encerramento, o vocalista e guitarrista Mille Petrozza empunha uma bandeira do Kreator e fecha a noite de com “Flag of Hate” e “Tormentor”.

Apesar da boa performance, o show dos alemães dividiu opiniões. Houve quem achou excelente e quem achou que o Exodus acabou por ofuscar o Kreator. Algumas pessoas chegaram a deixar o local antes mesmo do fim do show. Com 1h20 de show, os Thrashers porto-alegrenses retornam a suas casas com a sensação de terem presenciado uma noite histórica.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

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3 Comentários

  1. Marcos Thor

    Opa! tem um erro na matéria! O Exodus tocou 2 musicas do Atrocity, Iconoclasm e Children of Worthless God! Arrumem ae!

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    poashow Responde:

    Bem observado, Marcos. Obrigado. Marcel Bittencourt

    [Responder]

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