Tequila Baby comemora 15 anos de carreira

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Confraternização. Essa foi a palavra que definiu melhor a noite de quinta-feira, dia 29 de Outubro, no Bar Opinião. Era a festa de 15 anos da Tequila Baby, uma das maiores bandas do Rock Gaúcho. Cuidadosamente preparada, a noite contou com várias e agradáveis surpresas.

Minutos após as 22h a primeira atração de abertura sobe ao palco: a banda pelotense Calavera desfila seu Punk Rock simples e direto durante 20 minutos. Bem humorados, contaram com uma boneca inflável e um tubo gigante de lubrificante como utensílios cenográficos. Aproveitaram, ainda, para esvaziar uma garrafa de Dreher diretamente nas bocas dos que se habilitaram para tal. Mandaram bem no pouco tempo que lhes foi disponibilizado. Destaque para a “Sogrão”, que pode ser conferida no espaço da banda no site PalcoMp3.

Já  os paranaenses do Magaivers não agradaram tanto. Levando a sério demais a simplicidade do Punk, apresentaram músicas próprias e não obtiveram mais do que alguns tímidos aplausos.

As 23h30 após o mestre de cerimônias da noite Rafael Malenotti (vocalista dos Acústicos e Valvulados) ler um breve discurso as luzes se apagam e acende-se um belíssimo telão de LED, para uma animação onde o bebê da capa do primeiro disco da Tequila aparece andando e atirando com dois revólveres ao som de um tema instrumental que lembra “The Good, The Bad and The Ugly”. Então um a um adentram o palco do Opinião para seu primeiro sucesso: a primeira faixa do primeiro disco, “Balada Sangrenta”, que serviu pra levantar o público e abrir as primeiras rodas da noite.

O repertório foi pensado de forma inusitada: em blocos, separados pelos álbuns da Tequila. A cada intervalo, a banda deixava o palco para que um novo vídeo com imagens da banda fosse exibido no telão. “O primeiro bloco seguiu com ““Sexo, Algemas e Cinta-liga”, “Prefiro Sua Mãe” e “Tira o Sutiã, Tira a Calcinha”. Mais do que agitar, e muito, o público presente, conseguiram enviar essas pessoas ao tempo em que a Tequila Baby estourou em todo o RS com aquele Punk Rock simples, honesto e divertido que apresentaram em seu primeiro álbum.

Ao retornar para o segundo bloco, do excelente “Sangue, Ouro e Pólvora”, a banda recebe o primeiro convidado da noite: Davi Pacote, que tocou guitarra no maior clássico da banda, “Velhas Fotos”, recentemente escolhida a melhor música do Rock Gaúcho de todos os tempos em votação no Portal do Rock Gaúcho. Neste bloco, o guitarrista James Andrew veste o uniforme laranja que a banda usava naquela Tour.

No terceiro bloco (“Punk Rock até os Ossos”, maior sucesso comercial da banda) recebem Breno Lennon tocando harmônica em “Negue” e “Menina Linda”. Já no quarto bloco, o convidado é Frank Jorge para “Sexo, Pássaros e Rock and Roll” e “Menstruada”, clássico dos Cascavelettes que ficou perfeito no estilo da Tequila.

Houve ainda a exibição na íntegra de “Seja com o Sol, Seja com a Lua”, faixa que contou com Marky Ramone na bateria. Para o bloco final, do último álbum “Lobos não usam Coleira”, o convidado foi Alexandre Móica, guitarrista dos Acústicos e Valvulados. A vontade e a energia com que executam as novas canções em nada se diferencia daquelas dos primeiros trabalhos. O respeito do público também é o mesmo tanto pelos clássicos radiofônicos dos anos 90 quanto por estas que foram disponibilizada gratuitamente na internet. Para seus fãs a Tequila é grandiosa e não importa o fato de não estarem mais inseridos nos playlists das grandes rádios comerciais. “Existem bandas que ganham prêmios. Nós ganhamos vocês, que são nosso maior prêmio”, sentenciou James Andrew, guitarrista. Prova disso foi o encerramento com “Aleluia”, tão quente quanto o início com “Balada Sangrenta”. Os convidados e os vocalistas das bandas de abertura dividiram o palco e formaram um coro, devidamente uniformizado como coroinhas.

O Bis não estava programado, mas não poderia deixar de acontecer. Em rápida reunião, ali mesmo no palco, decidiram homenagear a banda mais importante da história do Punk Rock: RAMONES. Foram 3 clássicos: “I Wanna Be Sedated”, “The KKK Took my Baby Away” e “Blitzkrieg Bop”. A cereja do bolo.

A Tequila Baby, ao longo destes 15 anos, demonstrou força, talento, garra e determinação. Não se rendeu. Continua a fazer aquilo que acredita. Como o próprio James disse no palco, não ganham prêmios, mas ganham seu público. A Tequila Baby é honesta e, por isso, diferenciada. A Tequila Baby é um dos grandes nomes do que conhecemos por Rock Gaúcho. Fica a esperança de que as portas se abram nos próximos 15 anos façam um trabalho ainda mais dedicado e, finalmente, ganhem o Brasil.

Será  mais do que merecido.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

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4 Comentários

  1. Paula

    Eu gosto muito de ouvir as músicasd, do TEQUILA, por que elas são megas legais, e eu só durmo se eu estivér ouvindo elas! 😀
    USAHSUAHSUAHSUAHSUAHSUAHSUAHSUAHSUAHSUA’
    eu me expresso, ouvindo e cantando estas músicas!
    TEQUILA AMO VOCêS, ME ADD. NO MSN:
    debora_cassol@hotmail.com
    adoro fazer amigos!
    ? *————————*

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