Jason Mraz em Porto Alegre

Jason Mraz

Vestidinhos, shortinhos jeans, casaizinhos. Esse era o cenário predominante no público que circulava pelos arredores do Pepsi On Stage na noite do último dia 24, data do show da turnê “Gratitude Café Tour”, do americano Jason Mraz. Todo tipo de gente esteve presente no show. De famílias completas a grupos de meninas pré-adolescentes, ficando notável que o cantor atinge um público bem heterogêneo. Na área VIP foi possível perceber várias crianças acompanhadas dos pais. Não só a música de Jason chega com força a quem gosta de um som tranqüilo e melodioso mas também o estilo. Vários fãs do sexo masculino usavam chapéu semelhante ao que Mraz utiliza nos shows e apresentações.

Quando Mraz subiu no palco, pontualmente às 21h30, ouviram-se gritinhos histéricos de fãs fervorosas enquanto ele arranhava saudações em português. Simpático, carismático e despojado em seus pés descalços, Mraz começou com “You and I Both”, música do seu primeiro álbum, que foi cantada por grande parte da platéia. Embora ele tenha estourado no Brasil graças a participações em trilhas sonoras de novelas globais, é visível que já conquistou um público cativo e que acompanha todo o seu trabalho.

Jason Mraz tem três CDs lançados e uma série de singles, EPs e álbuns ao vivo. Começou a carreira em 1999 mas só assinou com a gravadora Elektra Records em 2002, quando lançou o CD “Waiting For My Rocket to Come”. Em 2005, lança “Mr. A-Z”, que foi sucesso de crítica e público. Só nos Estados Unidos, o moço vendeu mais de um milhão de cópias e ainda conseguiu a quinta posição no Billboard Hot 200. No show de terça em Porto Alegre, Mraz tocou músicas de seus três álbuns mas com predominância do mais recente trabalho, “We Sing. We Dance. We Steal Things”, lançado em 2008 e que aliás, traz as duas músicas mais cantadas pela mulherada apaixonada e enlouquecida: “I’m Yours” e “Lucky”.

“Make it Mine” foi a primeira música dançante do show e presenteou os ouvidos gaúchos com os metais da banda que acompanha o cantor. Um show, literalmente! Outros pontos altos foram as animadas execuções de “The Dynamo of Volition” com direito a coreografia no estilo bem americano “high five”, com os fãs dançando junto e imitando Jason, e “Live High” que trouxe a platéia para um momento romântico e harmonioso.

Porém, a música de Mraz não teria tanto impacto se com ele e seu violão não estivesse uma banda competente e vigorosa. Bateria, teclados, baixo, percussão e um trio poderoso de metais formam um conjunto harmonioso e que dá prazer em ouvir. Outro destaque do show foi justamente a música instrumental “CopChase”, na qual o trio de músicos dos metais teve a oportunidade de mostrar de verdade toda a sua força. Não por acaso essa virtuose musical aconteceu justamente antes da música de encerramento, “I’m Yours”, que provocou comoção e cantoria geral e que destaca o trabalho do percussionista que também faz um backing vocal interessante. Som limpo e iluminação correta e bonita também fizeram a diferença.

Sob aplausos, gritinhos e centenas de flashes de câmeras fotográficas, Mraz se retirou do palco com a banda e voltou minutos depois para o bis. Sempre agradecendo e falando com os fãs, ele começa com mais uma canção instrumental com seu violão e percussão. Depois dessa, inicia os acordes de “Lucky” e a mulherada estremece e canta muito. Ainda foram tocadas mais quatro músicas no bis, incluindo “Life is Wonderful”, do primeiro CD, e “Butterfly” que fechou com chave de ouro esse espetáculo.

Jason Mraz é, sem dúvida, um artista boa praça. Aquele cara que faz sua música descompromissadamente e porque gosta e isso é notável no modo tranqüilo e divertido como ele conduz o show. Prova disso é que, durante o bis, ao apresentar a banda, Mraz sacou uma câmera Polaroid e fez um clique de cada músico, jogando a foto ao público em seguida. Um dos hobbies do cantor é justamente a fotografia e ele soube incluí-la muito bem em seu show!

Para quem ainda não conhece o trabalho desse americano tranquilão, vale a pena procurar conhecer seus álbuns. Com certeza, é um som que vale ser ouvido.

Por: Jacqueline Oliveira

Fotos: Karina Kohl


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3 Comentários

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