Pública e convidados marcam os 10 anos da Segunda Maluca

Pública

Nesta segunda-feira rolou mais uma tradicional Segunda Maluca no Bar Opinião. Desta vez, uma edição mais do que especial:
comemoração dos 10 anos do projeto, com show da banda Pública (melhor banda de Rock Alternativo – VMB 2009), que lança seu segundo álbum, “Como num filme sem um fim”.

Este show marca também a despedida da banda de Porto Alegre, que se muda para São Paulo nos primeiros meses de 2010.

Ainda com a casa um tanto vazia, os Valentinos (banda convidada) sobem ao palco pouco depois das 23h, para um típico show de abertura: curto e cheio de composições próprias, a fim de mostrar o trabalho em uma oportunidade como aquela.

Logo no início a banda chamou o público para as proximidades do palco, não com palavras, mas através dos primeiros acordes executados. O som, que estava ruim no começo, melhorou significativamente ao longo do show.

Com notória influência de Oasis, os Valentinos agradaram com músicas como O.S.P.A e Tarde Fria, além de um cover não muito comum dos Beatles, “Baby you’re a rich man”.

Pouco após a meia-noite, a Pública abre a apresentação com “Há dez anos ou mais” e “Tuas fotos”, levando verdadeiros fãs a cantar com o vocalista Pedro Metz à beira do palco do Bar Opinião.

Desta vez a Pública preparou um show mais completo do que de costume:
Naipe de metais ao fundo do palco, reproduzindo linhas já gravadas e também novos arranjos, enriquecendo ainda mais a sonoridade do grupo, que já estava muito bem servido com Pedro Metz (voz e guitarra), João Amaro (teclados), Cachaça (bateria), Guilherme Almeida (baixo) e Guri Assis Brasil (guitarra).

Para quem conhece a banda e já teve a oportunidade de ouvir os dois álbuns, impressiona a fidelidade com que os músicos executam suas partes ao vivo, transmitindo a mesma emoção das canções em estúdio.

Durante o show todo, houve muitas participações, como a de André, dos Cartolas (guitarra e voz em “Quarto das armas” e violão em Sessão da tarde”), Maurício Fuzzo, dos Locomotores (guitarra em “Lugar quaquer” e bandolim em “Sessão da tarde”), Jojo, dos Volantes (baixo em “Polaris”) e o produtor dos dois álbuns da Pública, Marcelo Fruet (vozes em  “Último andar” e Sessão da tarde”)

Os sucessos “Casa abandonada” e “Long plays” foram responsáveis por alguns dos momentos mais marcantes do show, não desmerecendo as demais composições presentes no set list, que em sua maioria, estão à altura destas duas.

Em “Long plays” a banda anuncia a participação de Frank Jorge, que sobe ao palco já entregando presentes (seria o Natal??) ao público:
alguns discos de vinil, de sua coleção pessoal. Títulos de artistas como Beatles, Elton John e The Smiths, distribuídos a quem estivesse ligado para apanhá-los na pista.

Compuseram o repertório desta noite, também, “Precipício”,”Canção de Exílio”, “Tempo”, “1996” e a super psicodélica “Bicicleta”.

Após a movimentação gerada em “Sessão da tarde”, que contou com nada menos do que dez músicos no palco, a banda se ausenta brevemente e retorna para um bis: “Luzes”, a última faixa de seu novo disco.

Foi a escolha perfeita para o término, com uma longa passagem instrumental durante a qual a Pública mostra seu lado mais experimental e se despede em um clima que parece envolver cada espectador dentro da casa.

Um grande final para um grande show de uma grande banda.

Olhos e ouvidos atentos à Pública: uma das revelações gaúchas para o cenário nacional.

Por: Murilo Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

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