Pouca Vogal no Show de Lançamento do CD e DVD ao Vivo

Pouca Vogal e POA Pops

Fim de ano em Porto Alegre e a menor banda do Rock Gaúcho se apresenta no Teatro do SESI: o duo Pouca Vogal, formado por Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) e Duca Leindecker (Cidadão Quem) fez o show de lançamento de seu CD e DVD ao vivo na última quinta-feira.

Com meia hora de atraso e com o teatro apenas parcialmente preenchido, após a introdução de “O Guarani” (música de abertura do programa “A Voz do Brasil”) Humberto e Duca sobem ao palco do Teatro do Sesi. Vestindo trajes nas cores de seus clubes (o gremista Gessinger vestia um terno azul, enquanto o colorado Leindecker optou por um traje vermelho com camisa branca), abrem com “Depois da Curva”. Em seguida “Até o Fim”, que teve os vocais alternados entre Gessinger e Leindecker, levantou o público do TDS.

“Eu escrevi aqui o nome da cidade pra não esquecer. Boa noite Porto Alegre! É muito bom tocar aqui, estar tocando em casa.”. E acrescentou “A gente vai tocar também algumas músicas das nossas bandas favoritas, que por acaso são Engenheiros do Hawaii e Cidadão Quem”. A exemplo do que aconteceu em “Até o Fim”, “Dia Especial” começou com Gessinger no vocal principal.

O show comemorava o lançamento do CD e do DVD ao vivo, gravados no Teatro do CIEE em março deste ano. A exemplo da gravação, o show contou com participações especiais: “Como diria um grande compositor gaúcho, hoje é um dia especial. Não só porque a gente está aqui, mas também porque a minha filha passou no vestibular.” E foi assim que Clara Gessinger foi anunciada para “Pose”. Na despedida da filha de Humberto, ouviu-se gritos de “Sogro”, mas Humberto tirou de letra: “Ela tem namorado, essa história não é mais comigo”.

Após belas versões de “O Vôo do Besouro” e “A Montanha”, Gessinger chama “O terceiro Pouca Vogal, o quinto Beatle, o que seria o Andrezinho para o Inter e a Geral do Grêmio”. Luciano Leindecker, que passou recentemente por um grave problema de saúde, adentra o palco com um chapéu panamá e óculos escuros. Quando uma fã que desconhecia a situação gritou para que tirasse o chapéu, Luciano apenas sorriu, simpático. Tocou com maestria o quince, (instrumento inventado pelo próprio Luciano e que tem uma sonoridade próxima à do banjo) em “Música Inédita”, do Cidadão Quem. Em seguida, em “Na Paz e Na Pressão”, assumiu um grande baixo acústico.

Durante a apresentação Duca Leindecker falou pouco. Já Humberto se dirigiu ao público a todo momento. Chegou a mexer com Duca sobre “Pinhal”, dizendo que quanto menos se conhece Pinhal, mais significado a canção tem.

Desde o show de estréia do projeto, em outubro de 2008, muita coisa mudou. A primeira delas foi a escolha de repertório, que contou com mais músicas dos Engenheiros. Tecnicamente, Humberto Gessinger utilizou muito o PedalBoard para as bases de teclado e também para o Baixo em algumas canções. Já Duca se mostrou muito mais guitarrista do que naquele show de lançamento. Os solos se mostraram mais presentes, alguns inclusive demonstrando a velocidade do guitarrista. Para quem não sabe, Duca Leindecker é um dos guitarristas mais técnicos do Rio Grande do Sul.

Antes de chamar a última participação especial da noite, Gessinger conta uma história: Em uma rádio no interior, um radialista chamou “Tententender” de “Tender Tender”. “Achei tão bacana que não quis corrigi-lo. É que eu sou muito espertinho, eu botei o nome da música tudo junto. Acho que hoje eu botaria o nome de Tender Tender.” E, anunciados por Duca Leindecker, a Orquestra Poa Pops surge quando o pano de fundo sai de cena, revelando a orquestra até então escondida.

Após aquele tradicional intervalo de poucos minutos, a dupla retornou para “Pouca Vogal”, “Infinita Highway”, com um trecho de “Carona”, e, encerrando a apresentação, “A Força do Silêncio”, parceria de Gessinger e Leindecker que teria dado origem ao Pouca Vogal. “A Força do Silêncio” contou com participações de Luciano Leindecker e da Orquestra Poa Pops. Um belo final para uma apresentação impecável.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

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2 Comentários

  1. Plínio

    Muito precisa a matéria, eu estava lá.. parabéns!

    PS: O nome da música da Cidadão Quem não é “Não Faço Nada”, e dim “Música Inédita”.

    Abraço

    [Responder]

    poashow Responde:

    Infelizmente eu desconhecia a canção e encontrei, de fato, com os dois nomes na Internet. Obrigado pela correção. Marcel Bittencourt

    [Responder]

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