The Cranberries faz show memorável em Porto Alegre

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Somente um bom show para salvar o dia em que o calor mais atormentou a cidade de Porto Alegre neste verão, até agora.

O anoitecer não amenizou muito a temperatura e dentro do Pepsi On Stage – como em qualquer local fechado onde se realizam grandes shows – a temperatura aumentava conforme a chegada de mais e mais pessoas.

A banda de abertura, Garota Verde, subiu ao palco às 21h. Com influências claras de Cranberries, a banda apresentou algumas composições próprias, como “Bem que eu avisei”, que abriu o show. Marjorie Jonsson, vocalista, agradece o público e fala sobre a realização de abrir o show de sua banda favorita.

A Garota Verde aproveitou bem seus minutos ao palco: falando pouco, tocando bastante.

Os Cranberries subiram ao palco apenas às 22h. Imediatamente a bela iluminação engrandeceu o visual do palco, refletindo-se nos tecidos ao fundo e nas laterais, fazendo com que o cenário mudasse de coloração a cada música.

Com “How” e “Animal instinct” a banda começa o show, arrancando aplausos calorosos – com o perdão do trocadilho – de um público que se mostrou muito fiel e conhecedor do trabalho do grupo durante uma hora e meia.

O sucesso “Linger” veio logo no começo, causando uma reação ainda mais intensa.

Em “Wanted” Dolores ensaia um rebolado que também resulta em aplausos e gritos.

A “frontwoman” dos Cranberries também comentou, mais de uma vez, sobre o calor de Porto Alegre…De fato, impossível passar despercebido.

Os irmãos (Mike e Noel) Hogan pareciam bastante tímidos, mas Dolores O’Riordan foi dona de um carisma raro, sorrindo, dançando desajeitadamente, mas com originalidade e espontaneidade de sempre.

Em “Dreaming my dreams” Dolores toca violão e logo em seguida, guitarra em “When you’re gone”, a partir daí, utilizando o instrumento em mais canções.

Aos poucos o guitarrista Noel Anthony vai se soltando, mas nada que chame muita atenção. “Can’t be with you” termina com uma performance do guitarrista, sem Dolores no palco.

“Ode to my family” representou um dos grandes momentos da noite, quando Dolores desceu do palco e foi acompanhada por um membro da equipe até a frente do palco, bem próxima ao público da primeira fileira, causando certa movimentação na pista.

“Gorgeous!”, diz ela, ao retornar, voltando a empunhar a guitarra SG branca para executar “Free to decide”.

O set é finalizado com mais três sucessos dos Cranberries: “Salvation”, em performance memorável, com público super participativo; “Ridiculous Thoughts” e “Zombie”, um de seus maiores clássicos.

Se a participação do público foi acima da média, a falha ficou por conta da lacuna que precede o bis: Pouco se chamou a banda, que demorou a retornar.

Com Dolores ao violão e o baterista Fergal nos bongôs, inicia-se a tranquila “Empty”.

Em “The Journey”, a vocalista interage com a plateia e brinca com balões atirados ao palco.

O show chega a seu final com “Promises” e “Dreams”, arrancando ainda mais aplausos e gritos da multidão. Dolores agradece ao público, em nome de todos os músicos e membros da equipe.

A performance dos Cranberries nesta noite poderia seguramente render um DVD. Havia um bom tempo que este que vos escreve não presenciava tamanha repercussão diante de uma banda no palco – desde o show do Paramore em Porto Alegre, em outubro de 2008, para ser mais preciso.

A diferença é que os Cranberries não são uma banda de público “teen”, nem a moda do momento. Isso chama-se reconhecimento.

Set List:

How
Animal Instinct
Linger
Ordinary Day
Wanted
You and Me
Dreaming my Dreams
When you’re Gone
Daffodil Lament
I Can’t be with You
Pretty
Ode to my Family
Free to Decide
Waltzing Back
Switch off the Moment
Salvation
Ridiculous Thoughts
Zombie

Encore:

Empty
The Journey
Promises
Dreams

Por: Murilo Bittencourt

Fotos: Elson Sempé Pedroso/Opinião Produtora.


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