Programa MoitaRock
março 31, 2010
Categoria Novidades
A segunda edição do programa traz informações sobre as bandas Epica, Rosa Tattooada, Guns N Roses, Hangar, Scorpions e Tarja Turunen. Além disso, há uma muito bem humorada crítica sobre o funk carioca. Confira abaixo:
O programa em breve irá inaugurar o MySpace com os vídeos armazenados.
Para acessar a comunidade Programa MoitaRock no Orkut, clique no link abaixo:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99990443
Nelly Furtado canta de tudo em Porto Alegre
março 30, 2010
Categoria Reviews
Após quase uma hora de atraso, Nelly Furtado subiu ao palco do Teatro do Bourbon Country, no último dia 25, para o show de abertura da turnê brasileira de Mi Plan, lançado em 2009. O clima era de balada: adolescentes, jovens e adultos circulando com copos e câmeras fotográficas compactas nas mãos, mais socializando do que ouvindo os músicos que se apresentavam no palco enquanto Nelly não aparecia. Javier Garcia, um dos backing vocals, fez uma curta (nem tão curta) apresentação de músicas latinas. Apesar de vibrante, o público queria mesmo era ver a Nelly.
Quando finalmente ela surgiu, dentro de uma roupa brilhosa preta e empunhando um microfone dourado, os fãs enlouqueceram e gritaram muito. Nelly não é exatamente a cantora internacional mais popular no Brasil, mas foi possível perceber que ela possui muitos fãs por aqui. E uma gama bem variada de fãs: homens, mulheres, adolescentes, adultos, de variados estilos e idades.
Os quatro álbuns da cantora, Whoa, Nelly! (2000), Folklore (2003), Loose (2006) e Mi Plan (2009), foram contemplados em todo o show e já na abertura Nelly cantou uma faixa de cada um deles. O show foi um compilado de sua carreira, misturando os estilos pop e folk que marcaram seus primeiros álbuns com o hip hop e R&B do disco Loose. No palco, banda, backing vocals, Nelly e um telão ao fundo. E só. Um show mais focado na voz da artista do que em uma produção sofisticada.
Uma das músicas mais cantadas pelo público foi “I’m Like a Bird”, do álbum Whoa, Nelly. Com esta canção, Nelly ganhou um Grammy de melhor cantora Pop.
Simpática, sorridente, comunicativa e saudando a platéia em português lusitano – uma das línguas que fala -, Nelly pareceu à vontade no palco. Talvez à vontade demais. Logo no início de “Try”, música intimista em que ela cantava acompanhada apenas de um tecladista, Nelly erra a letra e cai na risada. Segundos depois, consegue se recompor e recomeça. A platéia vibra e entende a gafe, é claro.
Curiosa também foi a interpretação de “Sozinho”, regravada por Caetano Veloso em 1998 e que alcançou grande sucesso no Brasil. Nelly é muito fã do cantor e já gravou uma música com ele, no seu segundo álbum, Folklore. Mesmo com o português da cantora tendo forte sotaque lusitano, foi um momento de grande participação da platéia.
Após trocar a roupa preta por um vestido verde com brilhos, Nelly voltou ao palco, recebida por suas backing vocals de figurino extravagante. Uma loira e uma morena fazem trio com um homem e, por vezes, chamam mais atenção do que a própria Nelly. E não exatamente por seu talento vocal.
Para deixar a platéia brasileira mais feliz ainda, Nelly convidou o vocalista Di Ferrero (NX Zero) para dividir os vocais na música “All Good Things (Come to an End)”. Gritinhos histéricos e todo mundo cantando junto foi o que deu pra ouvir nesse momento.
Filha de açorianos que se estabeleceram no Canadá, é uma artista de voz forte e presença marcante. Seu repertório tem uma identidade musical bem semelhante entre as músicas, o que deixa o show um pouco repetitivo. As faixas que se diferenciam são as do disco Loose, feito em parceria com o produtor Timbaland, no qual o pop fácil destoa das origens da cantora mas torna o show mais animado. Porém, a variedade do setlist – que aliás, não foi disponibilizado pela cantora – agradou aos fãs de suas diferentes fases musicais.
A última parte do show, incluindo o bis, foi a mais animada. Nelly, vestindo calça jeans, regata, tênis e muitos colares prateados, levantou os fãs cantando alguns hits como “Give it To Me” e “Say It Right”. Porém, deixou de fora a música mais conhecida e talvez mais esperada da noite: “Promiscuous”. Talvez isso tenha sido um recado para quem foi vê-la esperando encontrar a Nelly Furtado que fez sucesso com o disco Loose, mas que se distanciava da origem musical da cantora. De qualquer forma, Nelly foi política ao incluir músicas de todos os álbuns e com isso conseguiu agradar a platéia.
Por: Jacqueline Oliveira
Fotos: Karina Kohl
Vitor Ramil de volta às milongas e a Porto Alegre.
março 29, 2010
Categoria Reviews
13 anos após o lançamento de Ramilonga, Vitor Ramil volta à temática regional com seu mais recente trabalho, Delibáb, que teve seu lançamento na noite deste sábado no teatro do Bourbon Country. E não é que o clima estava mesmo propício para uma milonga? A temperatura estava amena, o tempo fechado e uma leve garoa caía de vez em quando sobre Porto Alegre. Só faltava agora Vitor fazer a parte dele.
Não vou me estender muito acerca do conceito do disco, já bem explorado pelas matérias publicadas antes do show em alguns veículos de informação. Creio ser necessário somente comentar, para quem ainda não sabe, que este trabalho tem uma temática muito próxima do disco acima citado, Ramilonga. Sendo Delibáb mais rígido no seu conceito de milonga, menos experimental e um pouco mais simples que seu irmão mais velho. Vitor musicou vários poemas de João da Cunha Vargas e Luiz Carlos Borges, conseguindo resultados muito interessantes em todas as suas empreitadas. Nestas bases é que se sustentou a apresentação.
O show conta com poucos recursos extras musicais, é apenas Vitor com seus violões de aço e o músico argentino Carlos Moscardini no violão de nylon, que foi o responsável pelos belos arranjos que se ouve no disco. Aliás, a escolha de Moscardini foi extremamente feliz e fundamental para as composições ganharem a devida atmosfera que necessitavam. Ainda para compor o ambiente, em cima do palco, dois tapetes e um pano de fundo em que eram projetadas algumas pinturas iluminadas de acordo com o clima da música no momento executada.
Todas as composições do disco novo foram tocadas. Algumas totalmente inéditas, outras, como é o caso de “Milonga de Manuel Flores”, agora cantada em espanhol e “Deixando o pago”, que ganhou um arranjo mais refinado do que o escutado em Ramilonga, já constavam em outros discos do cantor. Na primeira etapa do show ainda incluíram a maravilhosa “Querência”, também de João da Cunha Vargas, mas gravada no disco Longes.
Esbanjando simpatia e dialogando com o público durante todo o show, Vitor e Moscardini faziam um contraste muito salutar e enriquecedor para apresentação, com uma atmosfera ora bela ora densa das músicas apresentadas. Sobre as novas composições devo dizer que, sem exceção, são de um bom gosto extremo. Confesso que estava um pouco receoso sobre o que esperar deste novo trabalho. A chance de errar a mão ao transportar um poema para um corpo musical é muito grande, e no caso de Delibáb seriam 12 chances. Mas justiça seja feita: eu estava errado. É impressionante como Vitor desenvolveu ao longo do tempo uma habilidade impar em se tratando de musicar poemas. Dono de uma sensibilidade apurada sabe captar o sentimento exato de cada texto que deseja trabalhar. Os melhores exemplos da apresentação ficaram por conta de faixas como “Chimarrão”, que ganhou um arranjo impressionante de Moscardini no violão de nylon, por vezes soando como as melodias mais inspiradas de seu conterrâneo Atahualpa Yupanqui; “Milonga de los morenos”, que possui uma melodia deliciosa e simples que no CD contou com a participação especial de Caetano Veloso; e por fim, só para não alongar demais, pois todas as canções merecem destaque, chamo a atenção para “Mango”, poema de Vargas que ganhou ainda mais força na roupagem harmônica crua e ao mesmo tempo refinada do violão de Vitor.
Todos os poemas de Borges foram extraídos de seu livro “Para las seis cuerdas” e quando o autor falava sobre eles, tratando-os por milongas, sugeria ainda que, quando lidas, fossem imaginadas sendo declamadas por um violonista. O primeiro a encarnar esse músico mítico de Borges foi Vitor e posso apostar que os dois homenageados, Vargas e Borges, ficariam lisonjeados com o trabalho honesto e altamente cuidadoso que foi conferido às suas obras.
Ao término da apresentação tivemos uma homenagem a cidade de Porto Alegre, uma das mais bonitas, diga-se de passagem: “Ramilonga” transportou os presentes pelas ruas da capital em uma atmosfera melancólica e singular. Outro poema, mas dessa vez de Fernando Pessoa, também fez a alegria do público que cantou baixinho a letra de “Noite de São João” e para despedida a clássica “Semeadura”, cantada em português e espanhol e fechando de maneira bela e simbólica esta apresentação de Vitor Ramil na capital gaúcha. Uma linda noite, abrilhantada por dois músicos do mais alto gabarito e amparados pelas obras de dois grandes poetas. O lançamento de Delibáb não tinha como dar errado. Fenômeno!
Por: Angelo Borba
Fotos: Samuel Nervo
Aerosmith em POA? Mais informações.
março 26, 2010
Categoria Novidades

Monange Dream Fashion Tour
março 26, 2010
Categoria Agenda
Show: Jota Quest
Data: 10/04/2010
Local: Pepsi On Stage
Hora de Início: 22h

































