NOFX um dos expoentes do Hardcore mundial em Porto Alegre

NOFX

Após o Carnaval é que começa o ano. Esta velha máxima parece se aplicar, também, a agenda de shows na capital gaúcha. O primeiro show do mês de março ficou por conta da Abstratti Produtora, que trouxe mais uma vez a Porto Alegre os californianos do NOFX, um dos expoentes do Hardcore mundial.

A abertura ficou a cargo dos porto-alegrenses do Pernalonga, banda de Hardcore que já havia feito a abertura de alguns shows importantes do estilo. Não se intimidaram com a responsabilidade de esquentar o público para uma das maiores bandas de HC do mundo e cumpriram muito bem seu papel. Com um repertório basicamente de músicas próprias, ainda foram inteligentes na escolha de covers de Face to Face e Bad Religion. Fizeram o que uma boa banda de abertura deve fazer: som direto. Surpreenderam positivamente boa parte do púbico presente.

Pouco depois do horário previsto, 22:30, o NOFX sobe ao palco do Pepsi On Stage. Estranhamente, a banda abre mão do impacto inicial de qualquer show para falar ao microfone. Quem conhece o NOFX sabe que o baixista e vocalista Fat Mike costuma falar muito durante as apresentações da banda. Agora, começar um show assim foi, no mínimo, estranho.

A primeira música do set foi a clássica “Linoleum”, que transformou a pista do Pepsi numa imensa roda punk, que se extendeu durante todo o show. Este foi um aspecto que chamou muito a atenção: se existe hoje uma banda no mundo que sabe como provocar uma roda punk, é o NOFX.

Na seqüência, uma alternância constante entre uma música e muito papo, o que foi se tornando cada vez mais incomodo ao longo da apresentação. No entanto, a energia e a empolgação da banda ao executar seus clássicos acabou por atenuar, muito, esse desconforto.

O repertório foi bem escolhido, porém muito próximo ao do show de 2006. Mas a semelhança parou por aí. A banda que se apresentou na quarta-feira foi um “NOFX Turbo”, comparado ao de 2006. O trompete brilhantemente executado pelo guitarrista El Hefe (que vestia uma camiseta do Iron Maiden) também abrilhantou a apresentação.

Clássicos como “Murder The Government”, “Drugs Are Good”, “Kill All The White Men” e “Radio”, entre outras, levantaram o Pepsi On Stage como nenhuma outra banda do estilo conseguiu na casa anteriormente. E isso inclui, logicamente, o próprio NOFX.

A competência do NOFX tocando aquelas canções que fizeram a história do Hardcore deixa claro o porquê da importância da banda. A idade, que fez diferença no quesito presença de palco, não influiu nem um pouco na execução. E, por fim, o público foi a grande estrela da noite. Seja na energia das incansáveis rodas ou na forma como cantavam os refrões do NOFX, fez sua parte com louvor e mostrou aos californianos que Porto Alegre é, sim, uma cidade com muito público HC.

Foram apenas 1h15 de show, de onde o NOFX se despediu sem grande cerimônia. A banda demorou para retornar para o bis. Foram mais de 5 minutos, que deram um pouco mais de veracidade a coisa. “Me sinto como se pudesse tocar mais quarenta ou cinqüenta ou quatro músicas!”, ironizou o vocalista Fat Mike. O bis, normalmente curto, contou com seis canções. Destaque para “Don’t Call Me White”, maior clássico da banda. Nesta, a voz de Fat Mike começou a apresentar alguns sinais de deterioração, comprometendo alguns trechos. Ninguém se importou.

O NOFX em Porto Alegre foi “muito papo pra muito som”. O show poderia ter sido muito melhor se Fat Mike não ficasse falando besteiras antes de cada música. Chamou pelo menos 10 músicas de “great song”. O que faltou ao NOFX foi ritmo de show (ou deveria usar aqui “profissionalismo”?). As gafes como dizer que são melhores que os Ramones ou escorregar na geografia achando que estavam em São Paulo foram desnecessárias e renderam algumas vaias. Com menos conversa, sobraria tempo para incluir alguns daqueles clássicos que ficaram de fora.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

NOFX – 03 de Março de 2010 – Pepsi On Stage

Após o Carnaval é que começa o ano. Esta velha máxima parece se aplicar, também, a agenda de shows na capital gaúcha. O primeiro show do mês de março ficou por conta da Abstratti Produtora, que trouxe mais uma vez a Porto Alegre os californianos do NOFX, um dos expoentes do Hardcore mundial.

A abertura ficou a cargo dos porto-alegrenses do Pernalonga, banda de Hardcore que já havia feito a abertura de alguns shows importantes do estilo. Não se intimidaram com a responsabilidade de esquentar o público para uma das maiores bandas de HC do mundo e cumpriram muito bem seu papel. Com um repertório basicamente de músicas próprias, ainda foram inteligentes na escolha de covers de Face to Face e Bad Religion. Fizeram o que uma boa banda de abertura deve fazer: som direto. Surpreenderam positivamente boa parte do púbico presente.

Pouco depois do horário previsto, 22:30, o NOFX sobe ao palco do Pepsi On Stage. Estranhamente, a banda abre mão do impacto inicial de qualquer show para falar ao microfone. Quem conhece o NOFX sabe que o baixista e vocalista Fat Mike costuma falar muito durante as apresentações da banda. Agora, começar um show assim foi, no mínimo, estranho.

A primeira música do set foi a clássica “Linoleum”, que transformou a pista do Pepsi numa imensa roda punk, que se extendeu durante todo o show. Este foi um aspecto que chamou muito a atenção: se existe hoje uma banda no mundo que sabe como provocar uma roda punk, é o NOFX.

Na seqüência, uma alternância constante entre uma música e muito papo, o que foi se tornando cada vez mais incomodo ao longo da apresentação. No entanto, a energia e a empolgação da banda ao executar seus clássicos acabou por atenuar, muito, esse desconforto.

O repertório foi bem escolhido, porém muito próximo ao do show de 2006. Mas a semelhança parou por aí. A banda que se apresentou na quarta-feira foi um “NOFX Turbo”, comparado ao de 2006. O trompete brilhantemente executado pelo guitarrista El Jefe (que vestia uma camiseta do Iron Maiden) também abrilhantou a apresentação.

Clássicos como “Murder The Government”, “Drugs Are Good”, “Kill All The White Men” e “Radio”, entre outras, levantaram o Pepsi On Stage como nenhuma outra banda do estilo conseguiu na casa anteriormente. E isso inclui, logicamente, o próprio NOFX.

A competência do NOFX tocando aquelas canções que fizeram a história do Hardcore deixa claro o porquê da importância da banda. A idade, que fez diferença no quesito presença de palco, não influiu nem um pouco na execução. E, por fim, o público foi a grande estrela da noite. Seja na energia das incansáveis rodas ou na forma como cantavam os refrões do NOFX, fez sua parte com louvor e mostrou aos californianos que Porto Alegre é, sim, uma cidade com muito público HC.

Foram apenas 1h15 de show, de onde o NOFX se despediu sem grande cerimônia. A banda demorou para retornar para o bis. Foram mais de 5 minutos, que deram um pouco mais de veracidade a coisa. “Me sinto como se pudesse tocar mais quarenta ou cinqüenta ou quatro músicas!”, ironizou o vocalista Fat Mike. O bis, normalmente curto, contou com seis canções. Destaque para “Don’t Call Me White”, maior clássico da banda. Nesta, a voz de Fat Mike começou a apresentar alguns sinais de deterioração, comprometendo alguns trechos. Ninguém se importou.

O NOFX em Porto Alegre foi “muito papo pra muito som”. O show poderia ter sido muito melhor se Fat Mike não ficasse falando besteiras antes de cada música. Chamou pelo menos 10 músicas de “great song”. O que faltou ao NOFX foi ritmo de show (ou deveria usar aqui “profissionalismo”?). As gafes como dizer que são melhores que os Ramones ou escorregar na geografia achando que estavam em São Paulo foram desnecessárias e renderam algumas vaias. Com menos conversa, sobraria tempo para incluir alguns daqueles clássicos que ficaram de fora.

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4 Comments

  1. Édison

    “As gafes como dizer que são melhores que os Ramones ou escorregar na geografia achando que estavam em São Paulo foram desnecessárias e renderam algumas vaias.”

    Na verdade, o El Hefe JAMAIS disse que eles estavam tocando em São Paulo. O que ele disse foi:
    – Tomorrow we’ll play in São Paulo. (Amanhã nós vamos tocar em São Paulo.)
    Público:
    – UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUH!!!
    El Hefe:
    – Oh, you don’t like São Paulo??? (Oh, vocês não gostam de São Paulo???)
    Público:
    – NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!!!
    El Hefe:
    – You like Rio Grande do Sul!!! (Vocês gostam do Rio Grande do Sul!!!)
    Público:
    – AEEEEEEEEEE!!!

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  2. caio

    review muito mal escrito. valeu pela correção da “gafe” do escritor ali no primeiro comment.

    tem que ouvir muito nofx ainda…

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  3. Pingback: NOFX retorna à Porto Alegre | POA SHOW

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