Entrevista: Tequila Baby

Tequila

Foto: Daniel Sasso

No último dia 10 os gaúchos do Tequila Baby receberam um inesperado convite para, ao lado da Rosa Tattooada, fazerem a abertura do show do Guns n’ Roses em Porto Alegre. Na sexta-feira, no Bar Pinga Brasil, Duda Calvin (Vocal), James Andrew (Guitarra) e o novo baixista Davi Pacote conversaram com o Poa Show sobre essa surpresa e ainda diversos assuntos referentes a história daquela que pode ser considerada a maior banda de Punk Rock do Rio Grande do Sul.

POA SHOW: Como surgiu a oportunidade de abrir o show do Guns n’ Roses?

James Andrew: Semana passada o Barea (N. do R: Beat Barea, baterista do Rosa Tattooada) me mandou um e-mail dizendo que eles estavam com uma campanha para abrir o show do Guns n’ Roses, assim como eles fizeram em 92. E eu repassei aquele e-mail pros meus contatos e pedindo pra galera pedir o Rosa Tattooada e também inclusive mandei um e-mail pra produtora. Terça, dia 10 foi noticiado que o Rosa abriria o show e a gente “cara, que afudê!”, e ainda disse pro Barea “Bah, curti que eu também participei dessa campanha”. Um dia depois, durante o  almoço, toca o telefone e a Raquel (N. do R.: Rosso, produtora da Tequila Baby) responde “Claro que sim!. Estavam nos convidando também para abrir o show. Então, a gente ficou duplamente feliz pelo Rock do Rio Grande do Sul. Pelos nossos amigos, do Rosa, e, claro, pela Tequila, que era algo que a gente jamais imaginou.

POA SHOW: Vocês estão preparando algo especial para este show?

Duda Calvin: Sim, estamos. Se eu conseguir puxar a bochecha do Sebastian Bach, cheio de botox, eu ganho 10 reais dos meus amigos.

Davi Pacote: Eu também já separei meu casaco de “oncinha”.

POA SHOW: Existe algum receio de ser uma banda de Punk Rock tocando em um evento tão grande com bandas de Hard Rock?

James Andrew: Acho que aí entra a camiseta que o Pacote está usando… (N. do R: Camiseta do KISS) Hard Rock? Ele vem daquela coisa dos anos 70, Nova York… Rock and Roll. Eu acho que é uma coisa muito de anos 80 e 90 essa coisa de “Ah, é Hard Rock, é…”. Malcon Young disse uma vez que a coisa mais estúpida que existe é botar os discos do AC/DC na prateleira de Hard Rock ou de Heavy Metal, sendo que eles tocavam Rock and Roll. Segundo ele devia ser coisa de inglês. Bon Scott queria cantar como Little Richards. O ídolo do Bon Scott era Little Richards. Rock and Roll. Tudo é Rock and Roll. Eu acho que a coisa mais afudê desse lance é que era pra ser um  único show do Guns n’ Roses e virou um grande festival. Com bandas mais famosas e bandas mais novas como nós. No próprio Guns n’ Roses, o antigo baixista, Duff McKagan, era um Sid Vicious do “Hard Rock”, se é que dá pra dizer assim… Eu acho que tudo é Rock and Roll.

Duda Calvin: E o bacana é que vai ser um festival de Rock. São quatro bandas de Rock de verdade, reunidas para fazer um show. Faz muito tempo que isso não acontece. Todos os festivais e eventos são misturados, sertanejados e funkeados. Esse é através do Rock and Roll. Ótimo! Uma de Rock pesado, uma de Hard Rock, uma de quase Metal, sei lá!!! As pessoas podem chamar de qualquer jeito, mas é Rock!

James Andrew: É a vingança do Rock and Roll. Essa é a vingança do Rock and Roll. A gente vai atacar com Rocks de todos os tipos.

Duda Calvin: E digo mais: seria bom que a galera que organiza eventos e festivais se ligasse nisso e fizesse um festival só pra roqueiro. Garanto que ia dar mais gente que em outros festivais, pois é o estado que a maior galera que gosta de Rock. Só que, nos eventos que o sul tem não rola isso. Eu sou roqueiro, tu é roqueiro, assim como uma cacetada de amigos e conhecidos teus são roqueiros. Vocês conseguiram se encontrar recentemente todos no mesmo evento?

POA SHOW – Nunca.

Duda Calvin: Nunca. Então está na hora de alguém tentar fazer isso. Se fizer, vai dar certo.

POA SHOW – Vocês não se envergonham de roubar um segundo baterista d’Os Torto?

(N. do R.: Os Torto é  uma banda conhecida no Punk gaúcho de onde veio o baterista Rafael Heck. Recentemente, Davi Pacote, baterista d’Os Torto, assumiu o baixo na Tequila Baby)

James Andrew: James e Duda. O Duda é um punk o tanto quanto acima do peso. James com muita barba branca e cabelo branco, mas o boné esconde isso. A gente está com esse lance de banda desde 90. A gente está em 2010. Demorou quatro anos pra gente conseguir fazer um ensaio. A gente foi ensaiar em 94. E a gente descobriu que a fórmula boa é essa aí, a gente tem chamado caras jovens pra tocar com a gente. Tu não te sente mais jovem quando ta com o Pacote, Duda? Eu me sinto.

Duda Calvin: Não, porque eu tenho dezessete. (Risos)

James Andrew: É, e eu 18… É isso… Os Torto é uma banda legal, só que eles ficam aposentados demais, aí a gente vê os caras tocando bem…

Davi Pacote: O Luis (vocalista e guitarrista d’Os Torto) fala que Os Torto é a categoria de base do Rock and Roll. Forma, aí o pessoal vem e contrata.

POA SHOW – Como foi essa transição, a saída do Otto e a entrada do Pacote?

Duda Calvin: O Otto entrou porque é nosso camarada, muito camarada, e a saída dele se deu num clima de muita camaradagem também. Tipo: “Bah, galera, quero fazer outras coisas quero trabalhar, estudar, etc…” Aí a gente disse que ia fazendo até o fim do ano onde desse mas que a gente estava procurando alguém. Então surgiu o nome do Pacote assim como tinha surgido o nome dele. Um amigo nosso, o Pacote, claro! Vamos chamar o cara. Aí o James ligou pro Pacote…

James Andrew: Eu acho o seguinte: Quando alguém toca numa banda, ele nunca sai dessa banda definitivamente. Acho que sempre que o  Otto cruzar na rua com camisetas da Tequila Baby ele vai pensar que aquilo é um pouco dele também. O Otto é um grande amigo ainda, eternamente vai ser. Ele investiu 5 anos da vida dele à Tequila Baby, tocou diariamente, viveu o Tequila Baby, no entanto projetos pessoais o chamaram. Coisas da família dele, de trabalho. Ele ficou na banda durante uns 6 meses até a gente descobrir quem seria a pessoa certa para tocar com a gente e contribuir com a Tequila Baby. O Pacote é um cara que a gente conhece há muito tempo. Shows em Porto Alegre eu me lembro de há muito tempo, ele e os amigos dele, que hoje são nossos amigos. Sempre a mesma fisionomia, aquele fã chato que fica olhando quando é que tu erra, sabe? (Risos) Era o cara com mais afinidade pra estar tocando na Tequila. Ainda não chegamos a pegar uma temporada forte porque ele entrou em Novembro, aí veio o verão, onde roqueiro fica de férias forçadas. Viva o pagodão. Carnaval, aquela coisa toda… Agora estamos preparando as coisas de novo e ensaiando. Mas a gente não se sente como se tivesse mudado alguém na banda. Mudou pra uma pessoa que já conhece a gente muito bem e sabe o que a banda é. Até porque é uma banda de 15 anos. Tu não entra numa banda de 15 anos e diz “Opa, me enganei, não era isso…” (risos)

POA SHOW – Procede?

Davi Pacote: Procede, claro… (risos) Como ele falou, eu não entrei em um dia. A gente já estava tocando juntos, teve aquele show de 15 anos que eu toquei guitarra… foi aos poucos acontecendo.

James Andrew: O primeiro show do Pacote não foi entrou/fez show. A gente teve um show que o Otto não poderia ir. A gente perguntou pro Pacote: “Pode ir?”. Vamos ver como é que fica. Acho que uma banda é assim a cada show. Vamos ver como é que fica.

POA SHOW – E o dia da proposta?

Davi Pacote: Há pouco tempo fui na formatura de um amigo e lá tinha vários amigos da 7ª, 8ª série e tinham ouvido uma entrevista onde eu dizia que tinha entrado pra banda. E eles me falaram “Bah, que viagem né? Lembro de ti com 10, 12 anos tocando no violão “Sexo, Algemas e Cinta Liga”… Pra mim é muito louco isso…

POA SHOW – Como você, Pacote, está sendo recebido pelo público?

Davi Pacote: Muito bem. Quando me chamaram eu pensei que a galera ia me encher o saco, dizer “O Pacote é o pior!” (Risos). Mas a galera é muito legal, todo mundo sempre me recebeu muito bem, tanto na Internet quanto nos shows, sempre vem um pessoal dizer que é legal. As vezes até vem gente dizer que esperava que fosse ser ruim, mas achou bom. Então, não tenho do que reclamar. Tudo ótimo.

POA SHOW – Recentemente a Tequila Baby fez um show de 15 anos no Bar Opinião. Foi um show muito bonito e bem produzido. Como ele foi preparado?

James Andrew: Foi natural, como o lance do Pacote. A gente queria, de algum jeito, mostrar: Está aqui a Tequila Baby. Isso é a Tequila Baby. A gente era algo que as pessoas já conheciam mas queríamos, também, ser outras coisas, ter duas guitarras no palco, chamar amigos pra tocar… Uma banda não é só aqueles caras na capa do disco. Acho que uma banda, ás vezes, são amigos que no decorrer de anos, contribuíram como Frank Jorge, Pacote, Móica… O Móica foi meu produtor de guitarra no “Lobos Não Usam Coleira”, mas no primeiro disco, logo que o Acústicos & Valvulados tinha acabado de gravar o primeiro disco deles, a gente já questionava timbres de guitarra. Então, foram pessoas que sempre conviveram com a Tequila Baby. A gente quis fazer um show disso. Não é a Tequila Baby, essa é a nossa gang. A família reunida.

Davi Pacote: Bom, e eu como vi de fora uma parte do show, como fã, foi o show que eu sempre quis ver. Foi o show didático, mostrou disco por disco, foi o show que eu sempre quis ver..

Duda Calvin: É engraçado esse negócio de show porque… show do DVD com Marky Ramone, show de 15 anos… Todos esses shows eu só vejo o que aconteceu no palco quando eu vejo as imagens depois. Porque eu sei que tinha imagens no telão, né? Pois é, eu não vi. Eu nunca vejo o show, na real, porque acontecem coisas atrás e tu tens um raio de ação muito pequeno. Eu vi que o Pacote entrou, vi que mudou as imagens, mas eu não sei que imagens eram. Quando eu vejo alguma foto de show ou algum lance de Youtube é que eu vejo o que tava rolando no telão de fundo. Mas eu não vejo as imagens.

POA SHOW – Existe alguma possibilidade de o show de 15 anos ser lançado em DVD?

James Andrew: A gente está trabalhando nisso. Entre outros projetos que estão acontecendo, um deles é a finalização do vídeo, que a gente ainda não sabe como vai ser disponibilizado.

POA SHOW – O último álbum, “Lobos Não Usam Coleira”, foi disponibilizado on-line. Como o Tequila Baby lidou com as mudanças na indústria fonográfica?

Duda Calvin: A gente queria ter a experiência de lançar um disco independente. Foi muito bacana. Chegamos em lugares que a gente com gravadora nunca tinha conseguido chegar. Um exemplo: A gente tocou uma vez no Four Cows no Ceará. Nunca chegou disco nosso pra vender lá. Aquela galera que tava no show cantando as nossas músicas da Tequila conheceu a banda de alguma forma que não via loja. Conheceram via download. Ali a gente já estava com a idéia de fazer uma jogada oficial de lançar via download, pra ver até onde a gente conseguiria chegar. Foi muito bacana, muito bom, só que quando a gente lançou em download a galera que já tinha os discos da Tequila nos pressionou para que a gente lançasse o disco físico, porque não fazia sentido eles terem os discos e o ultimo lançamento eles não terem. A gente prensou algumas cópias e funcionou também… O mercado tem uma instabilidade. O mercado é um barco desgovernado sem leme. Só vai pra frente e ninguém sabe em qual porto ele vai parar. Então: o CD é importante? Não. Mas tem gente que gosta. O download é importante? Não. Mas tem gente que adora. Então eu acho que nesse momento não dá pra gente enforcar as gravadoras, não, não dá pra endeusar o independente, também não. Se pintar um modo ótimo que tu atinja todas as mídias, todas as pessoas, todos os formatos, ótimo.

James Andrew: O CD pra mim é como a mídia dos jornais. Tu pode assistir a mesma notícia na TV ou ler no jornal no outro dia. Mas como tem gente que compra jornal, né? Porque é legal tu comprar e ler. Eu gosto de comprar disco pra curtir o timbre da guitarra. Ver o que imaginavam praquele disco. Pensar nos detalhes. Com o MP3 isso não acontece, porque ele é mais limitado. Acho que é isso mesmo: Não compre disco que tu ainda não ouviu. Se tem a possibilidade, baixa as músicas que tu gosta. Eu sou um que faço assim: baixo o disco e vejo. Tem poucas músicas boas, deleta o resto, não deixa ocupando espaço no HD. Já o Bad Chopper, do CJ Ramone, que disco! Baixei, mas fui atrás do disco. Se alguém baixar nosso disco e não gostar de todas, deleta o que não gostou, não deixa ocupando espaço no HD. A gente é uma banda de 15 anos mas com experiência em apenas duas gravadoras, a Antídoto e a Orbeat, cada uma trabalhando de um jeito. A gente queria a experiência do independente de novo, distribuir disco, correr atrás…

POA SHOW – Mas e o espaço na mídia?

Duda Calvin: Tem uma coisa bacana que é o seguinte: A gente chegou a 15 anos de banda. Chegou na hora que a novidade de lançar um disco faz com que ele acabe vingando por si só. Claro que a mídia ajuda, mas não existe mais um desespero como havia no passado de, por exemplo, botar uma música na rádio. Como era a mídia nos anos 90? Música na rádio, sucesso, shows, disco. E como se explica o fato de não termos há quatro anos uma música nova nas rádios de rede e fazermos uma quantidade de shows maior do que bandas que tocam nessas rádios? Estranho, não?

POA SHOW – No mínimo.

Duda Calvin: No mínimo estranho. Então, o que se conclui com isso? Claro que a rádio é importante, mas não é tão importante como era nos anos 90, quando as rádios ditavam as regras no Brasil. Hoje com mídias alternativas como Internet e, principalmente, o boca a boca, que foi o que fez o Led Zeppelin crescer nos anos 70, a gente faz com que faz a Tequila faça um monte de shows que bandas que pagam pra ter músicas nas rádios não conseguem. Mas, claro, também tem o aspecto de que temos 15 anos e a roda consegue se mover sozinha.

James Andrew: Pra nós também tem outra coisa que é legal que serve pra mostrar o verdadeiro DNA da banda, o caráter da banda. Há alguns anos, quando tínhamos uma exposição maior na mídia, poderiam dizer que éramos uma bandinha da moda. Hoje não. A Tequila Baby é uma banda dos fãs. Os fãs da banda fazem a Tequila Baby ser o que é. Se estivermos tocando em uma cidade, eu te garanto que é muito mais por encheção de saco do cara que mora lá e curte a banda do que por alguém ter ouvido a música na rádio. É nosso maior momento de veracidade. É possível enxergar a Tequila Baby de uma forma nítida.

POA SHOW – O que vocês acham da cena atual? O que conhecem e recomendam?

Duda Calvin: Eu gravo algumas bandas com o Pacote e tenho observado que tem muita coisa acontecendo no interior. Quando a gente começou a fazer um numero maior de shows no final dos anos 90 isso estava acontecendo e agora isso está rolando de novo. Muitas bandas surgindo no interior. Tem a Calavera, de Pelotas… Bandas de várias cidades que acabam abrindo nosso show… Aqui de Porto Alegre, bandas novas que eu escutei… tem a Pública. Muito bom. Que mais, Pacote?

Davi Pacote: Tem a Magaivers, muito legal… a Identidade é uma banda muito boa.

Duda Calvin: O bacana é isso, cara… cada uma num estilo. Quando o cenário musical fica assim, reforça o cenário como um todo. Se o cenário todo ta Emo, aí fudeu. Se o cenário todo está Metal, é problemático. Todo Funk, é problemático. Quando tem muito do mesmo, não tem diversidade. Diversidade o é que faz o crescimento.

POA SHOW – Como é o público da Tequila fora do Rio Grande do Sul?

Duda Calvin: Santa Catarina é muito bacana, Paraná é muito bom. São Paulo é muito bacana. Centro-Oeste é muito legal, mas no Centro-Oeste não tem casas de show, no Centro-Oeste o que rolam são festivais, é um pouco mais difícil, mas é bacana. E o Nordeste foi minha surpresa grande, porque eu não esperava que a gente fosse tocar em Fortaleza, em Natal, no calor dos infernos, e fosse ter gente a fim de ver o show.

James Andrew: A gente está se beneficiando tanto da Internet que a gente está até organizando um intercâmbio com bandas da Argentina e Uruguai.

POA SHOW – A banda nunca saiu do Brasil?

Duda Calvin: O James uma vez saiu, mas esqueceu a carteira de identidade. (Risos)

James Andrew: Eu saí, mas não toquei. (Risos) A gente tinha ido tocar em Uruguaiana e fomos comprar vinhos e queijos na Argentina, que era mais barato. Era época da Febre Aftosa, e precisava de documento para voltar pro país. Eu não tinha. Mas o Duda fala espanhol… (Risos)

Duda Calvin: Cara, eu tive que enrolar o guarda da fronteira! Eu tinha ido pra comprar uma camiseta de futebol, que eu coleciono, aí eu disse que tinha ido comprar uma camiseta do Racing de Avellaneda e o cara acho que era torcedor desse time. Ficou emocionado que eu tinha ido comprar uma camiseta da “academia” e deixou passar… (Risos)

POA SHOW – Mais alguma história desse calibre?

James Andrew: Precisaria de outra entrevista! (Risos) Mas teve uma vez que, no Tocantins, a gente conseguiu perder um pano de fundo de 9m x 6m. Fomos só nós 4, sem roadies e sem produção. Conseguimos perder um pano desse tamanho. Até hoje a gente procura o pano no Google Earth. (Risos).

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7 Comments

  1. gabriel faé

    cara muitooooooo boa a entrevista com a TB
    são ótimas as palavras e verdadeiras
    a Tequila Baby é nossa
    VALEUUUU
    Pim-Pim

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  2. Tina Hausmann

    gostei da parte q fala q são os fãs q pedem shows da banda em sua cidade…
    é uma verdade mesmo.por ex…aqui em Gramado d tanto os fãs mandarem emails pra uma casa de show em q a TB fez show ano passado,pedindo q eles trouxessem eles de novo.q conseguimos eeeeee T E Q U I L A B A B Y vai voltar…. feitooooooooo
    sucesso imenso pra esta banda q sou muitooooo,mas muitoooooo fã mesmo!!

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  3. Brayan The Punker

    Super foda a entrevista… Muito boa mesmo…

    Boh, um dia a nossa RATOS MARCIANOS tem que abrir o show da Tequila ein !!! hehehe
    100% essa entrevista…
    Uhuuuuuuuuuuul roda puuuuuuuuunk!!!

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