Entrevista: Rosa Tattooada

Foto: Karina Kohl

Foto: Karina Kohl

Sábado, dia 13, fomos gentilmente recebidos no ensaio do Rosa Tattooada. Beat Barea, Jaques Maciel, Martin Andrade e Valdi Dalla Rosa bateram um papo sobre Rock and Roll, a oportunidade de abrir, novamente, depois de 18 anos, um show do Guns n’ Roses e, é claro, a carreira da banda.

POA SHOW – Como rolou a oportunidade de abrir, novamente, depois de 18 anos, um show do Guns n’ Roses?

Beat Barea – Na verdade logo que se abriu a notícia de que o Guns realmente viria para Porto Alegre, antes mesmo de começarmos a movimentar qualquer comunidade ou alguma das redes sociais que deram uma enorme força para que essa abertura se confirmasse, partiu dos próprios fãs que começaram a mandar e-mails e mensagens pelas comunidades dizendo que se alguma banda nacional tinha que abrir o Guns n’ Roses, essa banda tinha que ser o Rosa Tattooada. Em seguida um site começou a fazer uma enquete perguntando que banda deveria abrir o show do Guns e a imensa maioria respondeu que o Rosa deveria fazer as honras da casa. A partir daí a gente começou a localizar as pessoas de produção, a Marcinha (N. do R: Tour Manager do Rosa Tattooada) tinha um contato de uma pessoa que trabalha na produção e era o tradutor que o Axl usava na turnê de 92. Essa pessoa nos indicou os contatos corretos para começar essa negociação. A partir de então a gente começou a repassar pra produtora esses e-mails que a gente recebia, mandar material e a coisa toda começou a tomar forma. Em seguida começamos a mandar material, Releases, CDs, vídeos, para que o escritório do Guns em Nova York definisse efetivamente quem ia abrir. E a resposta foi positiva para que a gente abrisse. E aí a coisa toda se solidificou. A gente conseguiu definir os parâmetros técnicos para que a gente tivesse, como um critério básico, uma condição técnica para que a nossa música seja executada com a energia que ela exige que se tenha. Aí a gente bateu o martelo a coisa se confirmou.

POA SHOW – Como vem sendo a preparação desse show?

Martin Andrade – A gente vem ensaiando desde junho, quando a nova formação se consolidou, então a banda já está na estrada, já está preparada, bastou escolher o repertório pra esse show. Claro que um show desses traz uma adrenalina maior, mas na real a banda já vem “na ponta dos cascos”, como diz o gaúcho. Estamos preparados.

Jaques Maciel – O que deu trabalho, em função do tempo reduzido do set, foi ter que escolher e deixar de fora várias músicas que a gente gostaria de tocar. A gente gostaria de tocar todas, mas a gente tem certeza que esse set que a gente escolheu, dentro dos 40 minutos que a gente tem, serão oito ou nove músicas onde o pessoal vai ouvir o que quer ouvir.

POA SHOW – Recentemente houve uma mudança não apenas de formação mas de configuração, onde o Rosa Tattooada abriu mão do teclado e voltou a trabalhar com duas guitarras. Como foi esse processo de transição?

Jaques Maciel – Com a saída do meu irmão, o Rodrigo (N. do R: Maciel, baixista do Rosa Tattooada), sem nenhuma desavença, ele foi apenas cuidar de assuntos pessoais que passaram a impedir que ele viajasse nos finais de semana para tocar com a gente. Mas a partir da saída do meu irmão e da entrada do Valdi, que já tocava comigo num outro projeto (Jaques & os Esqueletos) eu propus pro Barea que a gente voltasse a configuração original que caracterizou o Rosa desde o início, com duas guitarras, baixo e bateria. Também não houve nenhum tipo de atrito com o Vini (Tonello, teclados), simplesmente a necessidade de voltar a essa configuração com duas guitarras, aquela coisa mais visceral do Hard Rock, que nos caracterizou desde o início e é nossa maior influência.

Beat Barea – A gente inclusive já tinha falado no passar dos anos, ao longo desses 9 anos onde a gente teve o Vini nos teclados e o Rodrigo no baixo, sobre essa falta de tocar as músicas mais antigas, dos primeiros discos, nos seus arranjos originais, em função de ter substituído a segunda guitarra pelo teclado. Então, de forma alguma a gente sentia qualquer perda em termos de dinâmica nas musicas em função de estar tocando com uma guitarra e teclado, mas eu não posso deixar de admitir que no primeiro ensaio que a gente fez com o Martin na guitarra, com duas guitarras na banda, a energia nos confirmou essa sensação de que as nossas músicas, principalmente as dos primeiros discos executadas nos seus arranjos originais, elas aconteciam muito mais. Elas conseguiam ter um ganho de dinâmica e de energia muito grande. Foi muito legal, a Rosa agora está na sua terceira formação e a gente construiu coisas legais em todas as formações. Eu e o Jaques, há 22 anos, decidimos, na casa dele, que a gente ia fazer isso das nossas vidas, e a gente aprendeu muito e cresceu muito nesse tempo. Mas realmente, quando a gente retornou pra configuração original com duas guitarras a gente percebeu que a estrutura da banda é essa.

POA SHOW – E a receptividade com os novos integrantes, como está?

Valdi Dalla Rosa -¸Tá bem legal. Na verdade pra mim e pro Martin tocar com o Rosa, chegar nas cidades e ver que o Rosa tem muitos fãs e fãs que amam o trabalho é uma realização porque antes de tudo a gente é fã do Rosa… Então poder tocar e compartilhar dessa energia pra nós está sendo muito bom. E a gente sente que a receptividade está boa pra nós. A galera meio que confirmou, gostou… foi com a nossa cara…

Martin Andrade – Realmente é uma experiência super-bacana porque, seja onde for que a gente toque o pessoal curte e realmente tem a veia do Rock. Reconhece que essas velhas estão na estrada desde 88, eles realmente tem isso no sangue. A gente chegou pra incorporar algo de bacana e de produtivo. Claro que o pessoal vibra por ver que voltou um pouco àquela coisa do inicio, àquela origem. Mas acima de tudo é uma grande honra e uma grande felicidade.

Jaques Maciel – Essa nova formação, pra gente, fluiu supernatural porque além de o Valdi estar vindo de outro trabalho meu o Martin também é nosso amigo sempre, mais de duas décadas. Antes de eu ter minha primeira guitarra eu já conhecia o Martin. E o Martin tem exatamente as mesmas influencias que a gente, então, quando eu pensei em outro guitarrista eu não consegui pensar em ninguém além dele. Então fechou muito redondo, muito fácil, muito naturalmente.

Beat Barea – Uma demonstração disso é o fato de que a gente incluiu no nosso último disco uma música que é de uma banda que o Martin teve há muitos anos, quando todos eram moleques. A gente não tinha nem sequer cogitado a possibilidade de alterar a nossa formação e quando se levantou essa possibilidade, quando se apresentou uma fita cassete muito antiga com essa música gravada numa versão original muito antiga, a gente adorou a idéia. Isso de certa forma comprova que a gente tenha essa amizade, esse respeito, esse carinho mutuo. Como o Jaques falou foi muito natural.

POA SHOW – Quanto ao DVD que foi gravado no Bar Opinião, existem planos de lançamento ou com a mudança de formação existem outros planos?

Jaques Maciel – Aquela gravação não vai ser desperdiçada nem esquecida de forma alguma. Ele teve o lançamento protelado, sim, em função dessa mudança drástica de 50% na formação da banda. A gente deve lançar um DVD esse ano ainda, provavelmente no inverno. E a gente tem planos de filmar um show na íntegra dessa formação. Esse show vai trazer músicas que não entraram naquele DVD. A gente resgatou músicas antigas que a gente não vinha tocando como “Jogue Sujo Comigo”, “Onde Morrem os Anjos”, “Brilho da Noite”, “Voando Baixo”, entre outras, e o nosso plano é transformar esse DVD em um grande apanhado, um documentário, onde o carro-chefe seja o esse show com a nova formação, sem abandonar aquele show que comemora os 20 anos da banda e deve constar nos extras. A gente pretende ainda registrar outras coisas como depoimentos da banda, de fãs, curiosidades e juntar um material bem legal que seja um documento comemorativo de 21 anos da banda. A gente quer que a galera que sempre está nos cobrando saiba que se não foi lançado até agora é porque a gente quer fazer algo maior, mais bacana, com mais conteúdo, e que vai registrar um show dessa formação.

Beat Barea – A gente tinha a idéia inicial quando se registrou aquele show de que o DVD reproduzisse exatamente o show. Mas depois, em função de a gente ter alterado os planos e coisas terem acontecido a gente vai alterar esse formato pra que realmente ele tenha clips antigos, depoimentos da equipe, de pessoas que trabalham com a gente há muitos anos, e realmente perder essa seqüência de um show na ordem normal de palco. A idéia é inserir coisas no meio disso pra que se torne realmente um apanhado do que a gente fez nesses 21 anos.

POA SHOW – Como funciona o processo de composição?

Jaques Maciel – A gente sempre deixou rolar livre. Nesse tempo desde a mudança, a gente esteve bastante envolvido com aprendizado do repertório pra galera pegar o que já existia de material do Rosa. Mas o próprio single que registra essa nova fase, “Rock and Roll Até Morrer”, teve a participação de todos nos arranjos, embora seja uma composição minha. Mas o Martin tem músicas muito legais, o Valdi tem idéias excelentes, certamente isso vai ser aproveitado em novas músicas inéditas do Rosa. Inclusive no DVD a gente pretende nesse show colocar mais músicas inéditas além de “Rock and Roll Até Morrer”.

Beat Barea – Eu falo isso com certa freqüência e, pra mim, enquanto responsável pelas baquetas da banda, essa questão da estrutura das músicas quando a gente entra efetivamente em estúdio pra produzir material novo, é sempre muito confortável pra mim que o Jaques inicie o processo de construção da musica. Por a gente tocar juntos há muitos anos eu sempre falo que sou um fã incondicional dele pelo talento que ele tem pra construir riffs que reproduzem o tipo de música que a gente cresceu ouvindo. O Jaques é um expert em riffs de Hard Rock. Eu adoro a maneira de ele tocar. Os riffs que ele constrói sempre me agradam. Então eu sempre falo que pra mim é muito confortável inserir a minha parte nas músicas porque quando ele me apresenta o que ele vem desenvolvendo, normalmente ele já traz isso muito claro, muito definido. Sou obrigado a reconhecer, com muito prazer, que o grande mérito do sucesso que o Rosa Tattooada teve, das músicas que levantam o público nos shows, é do Jaques com essa maneira tão natural e criativa que ele tem de construir os nossos temas.

Jaques Maciel – São seus olhos! (risos)

Martin Andrade – Claro que esse show do Guns vai dar um lastro a mais pra banda, mas o Rosa Tattooada chega aos 21 anos com muita gana de fazer muita coisa nova. A gente ta só começando a produzir tudo que a banda tem de potencial. Tem esse DVD que vai ser um petardo e em seguida vem disco novo, músicas novas…

Jaques Maciel – Essa fase de 9 anos com o meu irmão e o Vini, que rendeu 3 CDs, é uma fase da qual a gente se orgulha demais, como a gente sempre diz, mas o que vai nos manter na estrada e tocando é essa confiança nessa nova formação. Eu acho que essa nova formação é a melhor até hoje. A gente nunca teve pegando tão pesado e tão coeso como a gente está e tão seguro de que o futuro está garantido pro Rosa Tattooada. A gente só existe e vai continuar existindo por isso, porque tem quem ainda queira nos ouvir, tem fãs que acreditam que nosso estilo perdura, é de verdade é honesto, a gente se faz respeitar por isso, a gente nunca se entregou a modismos, nunca fez um tipo de som ou vestiu algo porque é o ideal. A gente sabe que nenhuma banda mais hoje em dia precisa de rádio ou de TV ou de grandes meios da mídia. Embora seja sempre bem vindo, a gente sabe que a força do Rock é suficiente pra que uma banda continue existindo.

POA SHOW – Então, quais são as estratégias de divulgação da banda? Isso não é mais necessário a essa altura da carreira?

Jaques Maciel – Olha, sempre é necessário… Mas como eu comentei antes, há anos, 10 anos atrás, o sonho de qualquer banda de Rock era estar em uma grande gravadora ou tocar em uma grande rede de rádio. E com o advento da Internet, as bandas que conseguem trabalhar são aquelas que tem uma certa facilidade ou que se movimentam bem na web.Hoje é o grande caminho da música “alternativa” no nosso país. Ainda mais aqui, um país onde o Rock não é o estilo de som principal. A gente aprendeu naturalmente, como todas as bandas hoje, que tu não precisa tocar numa grande rede popular de rádio. Tem rádios que nem tocam mais o nosso estilo. Hoje é possível trabalhar, se movimentar, fazer os shows e fazer as coisas acontecerem. O fato de não estar numa grande rede não significa que a banda tenha acabado.

Beat Barea – A gente sempre percebe isso, como o Jaques falou, que além dessas formas alternativas de chegar no público, o Rock tem uma força natural, que se sustenta por si só. A gente fica, as vezes, por longos períodos sem musica nas rádios ou sem o apoio de uma gravadora que esteja desenvolvendo e promovendo um material, e a gente vai tocar em cidades há 300, 400, 500 quilômetros e está sempre cheio, sempre com pessoas que conhecem os nossos discos e cantam as músicas durante o show. Então, o Rock tem essa particularidade, o Rock independe, mais ainda hoje em dia, de tendência, de grandes redes de rádio ou programas de TV. As pessoas que ouvem o Rock não vão deixar de ouvir. O Rock é uma opção de vida. Ele se fortalece disso. Não depende de grandes apoios ou grandes espaços de exposição na mídia. As pessoas vão no nosso camarim com discos de dez, quinze anos atrás. Realmente o Rock tem uma força natural que caminha por si só.

POA SHOW – Pra grande parte do público não existem muitas bandas do estilo. Que bandas recentes vocês conhecem e recomendam?

Beat Barea – Tem uma banda bem recente que eu gosto muito que é o AC/DC! (Risos) O Jaques fala sempre e é uma frase que eu gosto muito, mas o que a gente gosta mesmo de ouvir são os novos discos das velhas bandas.

Jaques Maciel – Não que as bandas novas não prestem, mas a gente é de outra geração. A gente não deixa de curtir coisas novas, mas as bandas antigas continuam aí… Tem coisas que eu não chamaria exatamente de Hard Rock, mas tem bandas mais ou menos recentes como Hellacopters, que é uma banda que eu adoro… tem o Hellyeah, o Wolfmother que eu acho afudê, Racounters…

Martin Andrade – Tem uma banda nova que é muito AC/DC que é o Airbourne. Não tive como dizer que não gostei.

Jaques Maciel – A gente tem consciência de que quem faz Rock pesado, não apenas Hard Rock, nunca vai chegar ao nível de popularidade de um Zezé Di Camargo, de um Victor e Leo. A gente sabe que o Rock nunca vai ser uma música popular no Brasil. Mal ou bem isso nos deixa satisfeito também. A gente sabe que nunca vai ser aquele tipo de música que vai ter velho e criança ouvindo, como outras bandas que se intitulam de Rock mas que na verdade estão fazendo um lance passageiro, que quando essas guriazinhas crescerem e começarem a transar vão largar de mão. Eu acho que um show de Rock onde não vai roqueiro, os camisas pretas, os cabeludos, não é um show de Rock.

Beat Barea – Acho que tem um aspecto muito interessante: tem bandas dessa geração, dessa nova geração de bandas que não nos agradam realmente, mas ainda assim há de se reconhecer que é melhor que essa molecada esteja ouvindo uma banda de Rock mesmo que seja fresca e que tenha uma franjinha, do que tivesse ouvindo funk carioca.

Jaques Maciel – Posso não curtir o som, não ter os discos dessas bandas novas em casa, até porque eu tenho 40 anos, mas acho muito sadio que tenha uma garotada curtindo uns caras de camiseta preta com os braços tapados de tattoo, tocando com distorção… ainda que seja de franjinha!

Beat Barea – Ainda assim é muito melhor que essa molecada que fica chorando pelos cantos na frente do PA… bom, eles vão crescer e a gente espera que eles encontrem no Rock coisas que se desenvolvam na mesma proporção. Mas ainda assim é melhor do que se tivesse ouvindo funk carioca, ou Rebolation ou o cacete…

Martin Andrade – A minha opinião pessoal é de que o Rock ainda tem um fôlego bem grande. Enquanto o KISS ainda estiver botando 40 mil pessoas, o AC/DC 70 mil, o Metallica 30 mil… O Guns deve botar 30 mil. Isso não deixa de ser um “babyboomer”. Tem cara que vai ver um show desses ao vivo e vai sentir aquela energia. Isso é uma coisa bacana de falar também, pra quem nunca foi a um show ao vivo: de repente o cara vai ler essa entrevista e nunca foi a um show ao vivo. Com o lance do MP3, de repente, fica mais em casa… é importante o cara ir a um show e sentir a energia do show.

Jaques Maciel – Eu vejo que essa garotada que ouve essas bandas, ao mesmo tempo está conhecendo Motorhead, está buscando o Iron Maiden, então, é uma questão de tempo…

POA SHOW – Já que falamos em shows, que shows marcaram vocês como público?

Beat Barea – Eu fui a um show, quando eu era muito moleque, do Quiet Riot. Eram viscerais mesmo. A primeira vez que eu assisti o KISS, mudou a minha vida. Acho que toda pessoa que assiste o KISS tem um impacto muito grande na sua consciência. Acho que é uma coisa que qualquer pessoa, independente de gostar ou não, é obrigado a fazer.

E em Buenos Aires há dois anos eu vi o Motley Crue, que também foi muito legal porque choveu MUITO, mas muito mesmo, e o que se viu foi uma banda de 25 anos na sua formação original debaixo de uma tempestade sem tirar musica do setlist e com uma energia absoluta.

Martin Andrade – Eu vi o Van Halen em 1983.

Jaques Maciel – Eu não vou aqui me fazer de galo porque eu vi o KISS no Maracanã lotado e nem o Van Halen no Maracanazinho. (Risos) Mas quero lembrar que os últimos 2 anos foram abençoados, pelo menos pra mim… Tive oportunidade de ver Iron Maiden, The Cult, Deep Purple abrimos duas noites, Judas Priest foi um dos melhores shows que eu já vi, teremos agora o Richie Kotzen, ZZ Top, talvez no fim do ano Bom Jovi… Dois anos, pra mim, maravilhosos.

Beat Barea – Há de se registrar também a turnê Use Your Illusion do Guns n’ Roses, que abrimos em 92, também na sua melhor formação, e foram shows espetaculares. Além de estarmos no palco deles e podermos assistir de tão perto, também foram três noites de muita diversão. Na realidade a gente não lembra de muita coisa. (Risos)

POA SHOW – Uma mensagem aos leitores do POA SHOW?

Jaques Maciel – A gente quer agradecer aos nossos fãs por todos esses anos. Aos novos fãs também. O que nos mantém tocando é o fato de a gente ter constatado na prática que o nosso público se renovou. Rosa Tattooada não ficou agarrada lá aos anos 80 só tocando as músicas antigas. A gente toca pra mesma galera que vai ver a Fresno, que vai ver a Cachorro Grande… É o mesmo público e a gente tem muito orgulho de rodar o interior. Muita gurizada chega a diz que o irmão mais velho, o pai, a mãe apresentou. Isso é o que nos mantém na estrada. Estamos todos aqui quarentões ou a beira do quarenta quase nos 25 anos de estrada, mas sempre lançando discos novos, sempre compondo, então a gente quer agradecer a galera e convidar todo mundo para estar lá terça-feira com o Tequila, com o Sebastian e com o Guns n’ Roses. E convidamos também o pessoal a acessar o Myspace, que é um canal muito bacana, como o Orkut, só que com um foco muito mais musical.

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4 Comments

  1. Misael

    Com certeza a melhor entrevista que ja li sobre o Rosa Tattooada, o Barea como sempre engraçado, mais é isso ai mesmo, Rosa Tattooada a melhor banda do Brasil com certeza…

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  2. Paula Poser

    Galera!!!!!
    Entrevista muitoooooo boa,falando da evolução da banda,do bom e velho hard,sem máscaras!
    love you guys!!!
    KEEP ROCKING@!
    ROSA EVER AND EVER!

    [Responder]

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