O dia em que o Guns n’ Roses veio a Porto Alegre

Guns N'Roses - Michael Paz Frantzesk

Grandiosidade. Essa foi a palavra que salvou a noite e boa parte da madrugada dos porto-alegrenses que foram ver o Guns n’ Roses na última terça-feira dia 16 de Março. Em meio as mais variadas adversidades, a banda americana proporcionou um dos maiores espetáculos dos últimos anos na cidade. Os números oficiais dão conta de que 17 mil pessoas teriam assistido ao show da banda de Axl Rose.

Bandas de Abertura: Tequila Baby e Rosa Tattooada

O que inicialmente era “apenas“ um show do Guns n’ Roses, acabou por se tornar, pelo menos na teoria, um grande festival de Rock. As conhecidas bandas gaúchas Tequila Baby e Rosa Tattooada foram convidadas a fazer os shows de abertura do evento, agendados, respectivamente, para 19h e 20h e formar, juntamente com Sebastian Bach (ex-Skid Row, previsto para as 21h), o cast da noite. No entanto, os portões abriram apenas as 19h40, ainda em meio a montagem do equipamento do Guns n’ Roses.

Antes mesmo que a própria banda fosse comunicada, veículos de comunicação já haviam anunciado o cancelamento do show do Tequila Baby. Uma atitude questionável, que gerou comentários. Já o Rosa Tattooada, que também havia tido seu show cancelado, acabou por ser ainda mais lesado: ao Rosa foi proporcionada uma apresentação curta de apenas três músicas. Foi o que restou aos gaúchos. De maneira muito digna, desculparam-se pelo atraso e justificaram-se perante seu público. No entanto, essa acabou, talvez, não sendo a decisão mais acertada, visto que foram expostos a condições técnicas bem abaixo das mínimas aceitáveis. Não era possível ouvir nada com clareza. A bateria, muito baixa, por vezes oscilava, abafando a boa performance do baterista Beat Barea. O vocal também era baixo demais, impossibilitando a compreensão do que o vocalista Jaques Maciel cantava ou falava. Valeu a homenagem bastante aplaudida com a bandeira do Rio Grande do Sul. Outro detalhe: o que vimos foi uma formação reduzida: o guitarrista Martin Andrade já havia deixado o local quando o Rosa foi novamente autorizado a fazer seu show, que só começou depois das 23h40.

Ficou a sensação constrangedora de descaso e desrespeito com os artistas gaúchos.

As justificativas para um atraso tão grande, de mais de quatro horas, foram as mais variadas, mas não passam de mera especulação. Boatos davam conta que o equipamento da banda principal só teria chegado do Rio de Janeiro no final da tarde de terça. Outros que Axl estaria em São Paulo e só viria para Porto Alegre em vôo fretado agendado para as 00h20 de quarta-feira. Nada era confirmado.

Sebastian Bach

O show do Rosa Tattooada terminou pouco antes da meia-noite. O de Sebastian começou pouco depois, com uma troca de palco extremamente rápida. Experiente, sentindo o clima tenso, fez uma pequena, porém eficiente, alteração no setlist. Ao invés de abrir com “Back in the Saddle”, cover de Aerosmith, a escolhida para a abertura dos trabalhos foi “Slave to the Grind”, do Skid Row. Sebastian Bach é um excelente frontman, levantou a galera e fez, já na primeira música, que as pessoas esquecessem o cansaço e a indignação pelos atrasos. O som, no entanto, prejudicou a apresentação, fazendo até mesmo que Bach perdesse o tempo de entrada no segundo refrão de “Slave to The Grind”. Em seguida, a protelada “Back in the Saddle” e “Big Guns”.

Em português, Sebastian se dirige ao público pela primeira vez: “Porto Alegre: nós estamos muito felizes de tocar aqui. Parte do equipamento foi destruído em São Paulo.”. O que era verdade. Inclusive o guitarrista Johnny Chromatic fez show utilizando a guitarra emprestada por Martin Andrade, do Rosa Tattooada.

Apresentando uma banda competente, com destaque para o guitarrista Nick Sterling, de apenas 19 anos, Sebastian abusa do carisma e da energia que esses 20 anos de palco lhe trouxeram. Roda o microfone, balança os longos cabelos loiros e levanta o publico no estacionamento da FIERGS.

O ponto negativo fica por conta da voz de Sebastian, que em nada se parece com aquela apresentada nos dois primeiros álbuns de sua antiga banda, o Skid Row. O vocal falha, especialmente nas notas mais altas. Já o momento inusitado foi o tombo do vocalista ao escorregar no piso úmido do palco. Bem humorado, tirou de letra rindo da situação.

O repertório foi baseado principalmente nos clássicos do Skid Row, contando ainda com “In a Darkned Room”, “Monkey Business”, “I Remember You” e “Youth Gone Wild”, entre outras. Um grande show de Rock com pouco mais de uma hora de duração.

Guns n’ Roses

Já eram 1h50 da manhã de quarta-feira quando as luzes se apagaram para o Guns n’ Roses. A banda abre com “Chinese Democracy”, música que dá nome ao mais recente (e tão polêmico) álbum de estúdio da banda. Uma boa escolha, visto que a canção é forte e chegou até a ser cantada pelos fãs que conhecem o trabalho. No entanto, nada como os clássicos: Foi com a segunda música do set que a grandiosidade do que viria pela frente começou a tomar forma: “Welcome to the Jungle” foi reconhecida logo no primeiro riff executado pelo guitarrista DJ Ashba.

O grito no início de “Welcome to the Jungle” levou todos diretamente ao ano de lançamento do primeiro álbum, “Appetitte For Destruction”. O grito na introdução foi o mesmo. Foi o grito de um vocalista que ainda é uma das maiores vozes do Rock. A performance vocal de Axl Rose, tão contestada atualmente, certamente surpreendeu até mesmo aos fãs mais otimistas. Sem perder o ritmo da apresentação, mais dois sucessos: “It’s So Easy” e “Mr. Brownstone”, também do disco de estréia.

Ninguém mais lembrava dos atrasos. Não importava mais. Estávamos, todos, diante da grandiosidade da lenda viva Axl Rose. O polêmico vocalista, gênio para uns, Rockstar arrogante para outros, mostrou muito bem a que veio. Cantou muito bem as músicas que fizeram a história do Guns n’ Roses.

Desde o início também chamou muito a atenção a grandiosidade da estrutura. Três telões, um no centro e um de cada lado do palco permitiam que todos pudessem acompanhar bem o show dos americanos. Além deles, duas grandes faixas verticais com leds embelezavam ainda mais a apresentação com animações. E, não bastasse isso, houve muita pirotecnia. Explosões, chamas e fogos de artifício permearam as canções mais impactantes do set, especialmente em “Live and Let Die”, cover de Paul McCartney.

Se o setlist de Sebastian Bach foi inteligente, o do Guns n’ Roses chegou perto da perfeição. Alternou ponderadamente grandes clássicos com material do último álbum, “Chinese Democracy”. Entre as novas, destaque para “Better” e “Sorry”, além da canção que dá nome ao disco.

Até mesmo para os tão contestados solos dos músicos de apoio a banda encontrou uma boa solução: Temas instrumentais envolvendo clássicos da cultura pop, improvisações e melodias da própria banda. O solo do guitarrista Richard Fortus contou com o tema de 007 e um pequeno trecho de “Don’t Cry”. O tecladista Dizzy Reed optou por “Knockin’ On The Heaven’s Door”, de Bob Dylan e “Ziggy Stardust”, de David Bowie. O também guitarrista Bumblefoot fez o solo mais complexo e bem executado, com o tema da Cor-de-rosa e um pequeno trecho de “Estranged”. DJ Ashba term,inou seu solo, o mais breve, com a introdução de “Sweet Child O’Mine”. Já o big-boss Axl Rose, ao piano, fez uma pequena versão de “Another Brick In The Wall”, antes de “November Rain”, um dos pontos mais emocionantes do show.

No entanto, as maiores reações do público vieram em “Sweet Child O’Mine”. Foi, também, a música que Axl cantou melhor, mostrando por que é, ainda, um dos maiores vocalistas em atividade. Cantada do início ao fim, empolgou, emocionou e cumpriu seu papel. Na seqüência, “You Could Be Mine”, onde o brilhantismo da interpretação de “Sweet Child” deu lugar a falhas claras, especialmente nos tons mais altos. Em “Knockin’ On The Heavens Door” o guitarrista DJ Ashba vestiu, como uma capa, a bandeira do Rio Grande do Sul. Com “Nightrain” a banda se despediu, em grande estilo, para o tradicional intervalo de dois minutos.

Para o Bis, nada de surpresas: Uma canção da formação atual, “Madagascar”, e o encerramento apoteótico: uma bela versão acústica de “Patience” e “Paradise City”, com uma chuva de papel picado vermelho que, visualmente, lembrava pétalas de rosa.

Tendo deixado o palco mais uma vez, Axl e sua trupe retornam e perguntam se há alguém ali de aniversário. Entre os muitos que se apresentam, Axl escolhe duas meninas para subir ao palco. Um segurança tenta impedir, despertando a ira do cantor, que perguntou no microfone de forma deselegante se alguém poderia ajudá-lo ali. Cantou parabéns a Vanessa e a “Very Crazy Girl” (que não parava de pular). Por fim, se atritou novamente com alguém a beira do palco, perguntou se por acaso aqueles caras eram cegos, jogou o microfone no chão, irritado, e partiu para não mais voltar.

Aos que estranharam a repetição freqüente da palavra “grandiosidade” nesta resenha, fica a informação de que foi intencional, motivada por tudo que se viu na madrugada de ontem. Foi uma noite de grandiosidade. Grandiosidade do nome Guns n’ Roses, grandiosidade de Axl Rose como lenda do Rock que é, grandiosidade do repertório que fez e faz história e, principalmente, dos fãs que esperaram por horas para desfrutar da apresentação de uma das maiores bandas do mundo: o grande Guns n’ Roses, que, apesar se sofrer a inevitável comparação com sua formação clássica, ainda apresenta, sim, um grande show.

Que venha o próximo.

Informações Oficiais

Diante dos imprevistos da noite de ontem, houve pronunciamentos.

A Assessoria de Imprensa do evento enviou a seguinte nota oficial:

“Em função do forte temporal acompanhado de ventos de alta velocidade no final da tarde de domingo na cidade do Rio de Janeiro, a Time For Fun, promotora da turnê do Guns N’ Roses no país, comunicou o cancelamento da apresentação na Praça da Apoteose. A Defesa Civil liberou a desmontagem do palco na segunda-feira e a Time for Fun fretou um avião cargueiro exclusivo para encaminhar as 60 toneladas de equipamentos da banda para Porto Alegre. Devido a problemas técnicos com o transporte, a montagem da estrutura no Estacionamento da FIERGS só teve início no começo da tarde de terça-feira. A produção e organização do show na capital gaúcha foi realizada pela H4 Entretenimento”

A banda Tequila Baby também postou nota em seu site oficial:

“Sobre cancelamento do show de abertura para Guns and Roses.

A decisão de cancelar o show não partiu da Tequila Baby e sim da produção do evento. Por volta das 23h, fomos comunicados por um representante da produção local, H4 Entretenimento, que a nossa apresentação estaria cancelada. O motivo seria atraso na chegada dos equipamentos do Guns, em função do acidente que ocorreu no palco do Rio de Janeiro.”

Já o Rosa Tattooada enviou ao POA Show, via e-mail, a seguinte declaração:

“O mais importante é ressaltar que em momento algum a produção, seja local, da H4, ou a nacional, da Time For Fun, desdenharam ou desrespeitaram as bandas locais, escaladas pra fazer os shows de abertura da noite de 16.03 – muito pelo contrario – fomos muito bem atendidos pela produção do evento, com o respeito e consideração que uma equipe realmente profissional deve demandar a qualquer artista.Ouvi de um dos sócios da produtora local, que o problema ocorreu em função da prefeitura do Rio de Janeiro, que prendeu todo o backline do Guns no palco que havia desabado, pra que fosse periciado, só liberando na madrugada de terça-feira. o que desencadeou um atraso geral pra que fosse encaminhado o equipamento pra Porto Alegre. Ontem, as 19hs ainda estavam chegando carretas com equipamentos e cenário, sem contar o equipamento do Sebastian Bach, que estava em um caminhão que se acidentou, pelo que ficamos sabendo, tanto que um dos guitarristas do Sebastian tocou com uma de nossas guitarras.

De qualquer forma, foi feito, por todas as partes envolvidas, o máximo pra que o publico assistisse shows de alto nível, todos estavam com a melhor das intenções, sem duvida alguma. Fomos prejudicados por eventos alheios a nossa vontade. Ficamos felizes de poder entrar e mostrar pro publico que somos um banda de Rock and Roll gaúcha, nascida em Porto Alegre, que estávamos ali por absoluto respeito ao publico, Rockeiros como nos sempre fomos.

Um grande abraço e muito obrigado a todos que compreenderam nossa situação.

Keep Rockin!!!!!!”

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Karina Kohl (Rosa Tattooada) e Michael Paz Frantzesk (Guns e Sebastian)


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29 Comentários

  1. James Andrew

    Respeito com as bandas locais uma ova!

    Ter sido convidado para tocar e não tocar foi o mínimo, pois compreendemos o fato ocorrido no RJ, mas dizer que se teve respeito com as pessoas é outra coisa, nós da Tequila Baby e nossa equipe técnica não tínhamos nem água para beber no camarim, que era uma sala vazia sem nada dentro, por mais de 7 hs la trancados esperando respostas.

    Ter que garimpar uma bandeja d queijo e pãozinhos não tem nada a ver com ser bem atendido.

    Desrespeito sim senhores!

    Ou não estávamos enxergando as mesmas coisas.

    valeu

    james.

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  2. Fernando

    Parabéns pela matéria. Sobre os shows, cada um tem sua opinião e reações sobre o que viu.

    O que parabenizo é a matéria que não foi em nenhum momento bairrista, alegando desrespeito às bandas gaúchas. Foi frustrante o que aconteceu, mas com certeza não foi para desmerecer as bandas locais.

    Parabéns a Rosa Tatooada pela postura!

    keep rockin!

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  3. Pingback: Guns N’ Roses em Porto Alegre | Parte 2: considerações | Usina1 | multicoisas

  4. T.G.

    o cara aí da tequila baby quer reclamar ainda, desrespeito mesmo foi com a gente da Manor, que nem fomos convidados para tocar na noite… baita desrespeito com a banda gaucha!!

    mas falando sério… puta show! as músicas novas ficam excelentes ao vivo!! axl tá super em forma pra idade e pra todas merdas que ele já deve ter feito na vida em festas, drogas, surubas e tal

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  5. ex-Fa

    Que review infeliz… a voz do Axl estava um lixo, desafinava o tempo todo e a atuacao do frontman foi uma caricatura dele mesmo.
    A voz d Axl, infelizmente, já nao eh capaz d gerar prazer aos ouvintes.

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  6. Abutre

    desrespeito sim com o público: não deixavam entrar com comida… às 20h já não tinha mais nenhum lanche pra vender… com aquele atraso todo, obviamente muitos tiveram fome… daí colocam duas towners pra vender cachorro-quente a DEZ REAIS, isso mesmo, 10 pila um cachorro quente…
    produtora ridícula com mentalidade podre

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  7. Martin De Andrade

    Aos amigos do POA Show e seus leitores, venho esclarecer que permaneci no local, pronto para tocar com meus companheiros, até o momento em que recebemos a notícia do cancelamento oficial dos shows da Tequila Baby e da Rosa Tattooada. No momento em que fui avisado, por telefone, de que havia acontecido um revés na undécima hora e a banda deveria se apresentar, voltei imediatamente à FIERGS, no mesmo táxi em que havia saído de lá.

    Lamentavelmente a banda estava premida pelo horário e pela situação, e subiu ao palco sem mim.

    Jamais imaginei que isso poderia acontecer, porque já havia uma posição oficial, mas gostaria de ter estado lá, ao lado do Jacques, do Barea e do Valdi, e pessoalmente o teria feito não por respeito ao público em geral (refiro-me àquelas pessoas que demonstraram não merecer nenhuma gentileza, pois desrespeitaram a Rosa Tattooada), mas por nossos fãs que lá estavam. Já ficou esclarecido que os atrasos na montagem do palco principal se deveram aos incidentes fortuitos ocorridos no Rio de Janeiro, que inclusive provocaram a retenção do equipamento do GN’R para perícia.

    A imbecilidade de algumas pessoas não tem limite. Já surgiram versões fantasiosas relativamente a minha ausência: de que eu não participei para protestar, de que fuji do local, e outros absurdos. No site http://www.whiplash.com, diz-se que não toquei porque havia cedido meu equipamento para o Johnny Chromatic, da banda do Sebastian Bach. Não há relação entre uma coisa e outra! De fato emprestei a ele minha guitarra, mas isso não teria impedido a minha participação.

    Se tudo tivesse transcorrido normalmento, tenho certeza de a receptividade do público teria sido outra, e provavelmente saíssemos beneficiados. Porém acredito que a Rosa Tattooada sai fortalecida e ainda mais determinada a mostrar seu trabalho a quem de fato se importa. Espero que as pessoas aprendam a dar mais valor aos talentos locais, e não se sensibilizem somente ao enxergarem a bandeira do Rio Grande do Sul.

    Um abraço!

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  8. king

    Eu adorei este show,sou um hard rocker fanático,e eu fui sabendo que era um show,e que eu poderia ficar de pé,que não iriam me deixar entrar com potes e garrafas,em fim,eu fui sabendo de todas as consequências.Nada é por acaso,uma prova disso é que se a Rosa Tattooada não estivesse lá,talvez nem o show do Sebastian iria rolar,pois a guitarra foi emprestada por um de seus integrantes.
    Em fim,atrazou?-sim atrazou!,teve desrespeito em questões de horário,sim teve e muito.
    Mas nós somos seres humanos e estamos prestes a cometer qualquer tipo de erro,e errar é humano.
    Assim é uma formatura,ou aniversário,devemos ir bem preparados para não chegar querendo atacar os pratos,ao invés de abraçar o aniversáriante ou formando.
    Grato!

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  9. Renato Tenarium

    a banda de abertura no show do guns em porto alegre foi literalmente humilhada no show aki em Porto Alegre, o q foi aquilo? O guitarra nem apareceu e nao houve maiore esclarecimentos
    Terceiro mundo querendo ser L.A.

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  10. Martin De Andrade

    Renato Tenarium e demais leitores: Eu sou o guitarrista que não apareceu, e escrevi um comentário (leia acima) a respeito. Julgo ser meu direito e meu dever para com o público. Não entendi muito bem o que quiseste dizer com “terceiro mundo querendo ser L.A.”, mas existe uma lei que prevê a apresentação de pelo menos um artista local em cada show internacional na cidade, e as bandas Tequila Baby e Rosa Tattooada haviam sido escaladas para participar. Infelizmente quase nada correu conforme o programado. Já não faço mais parte da Rosa Tattooada, tendo saído por minha própria vontade, em função de não haver mais clima para a minha permanência, já que parece haver interesse em que prevaleça uma indigna distorção da realidade. Sobre isso devo me pronunciar mais detalhadamente em breve, e recorrer a todos os recursos legítimos para que minha imagem não seja injustamente prejudicada.

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  11. Jadir Orza

    Independente de desrespeito ou não, parece que quem desrespeitou foi o Tequila.
    Como é que o Rosa ainda estava lá? Sou paranaense, fui especialmente para o show e achei louvável a atitude do Rosa, inclusive no episódio com a bandeira gaúcha.
    Acredito que o simples fato de veicular o nome da banda com o show, o Rosa saiu ganhando. Eu nunca tinha ouvido falar e curtí. Quanto ao Tequila, não teriam bancado as estrelinhas? Nem quero ouvir. Tesão de show, Sebastian muito carismático e o Guns / Axl Rose, show de bola.

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  12. Roberta Borsoi

    Achei uma baita falta de respeito o que fizeram com a Rosa Tattooada! Prova de que somos 3º mundo foi vaiar a Rosa! Não pensei que nós, gaúchos, nos igualaríamos a animais! Estou decepcionada!
    A gente tinha que vaiar o lixo da produtora, a merda da produtora! E o Guns N’ Roses também, pois foram eles que atrasaram!
    Pra quem não tinha que trabalhar no dia seguinte, tudo bem, agora eu, cheguei em casa ás 7h30 da manhã e não tive condições de trabalhar.
    Acho um absurdo!
    Tocar coisas no Rosa Tattooada? Ridículo! Gente hipócrita! Ignorante!

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  13. jaque

    ola pessoal ainda as bandas estavam comendo seus pequeninhos paosinhos e nos faas que ja estavmos la 12 horas de pe tendo que pagar 6 reais por um copo de agua mas sabe pq ?pq guns roses e tudo pra nos e mesmo assim estavamos felizes isso e pra vcs verem que as bandas gaucas nao sao repeitadas pq muitas vezes se submetem a isso mas nao culpem axl rose ele sempre foi polemico fazer oque agradeço que no final deu tudo certo e a grndiosidade do show que foi acho na minha opniao o melhor do pais mostramos que o povo gaucho tem educaçao esperamos 12 hs e ate mais e inves de um copo na cara axl recebeu uma rosa de uma fa isso por isso esta e a prova de que somos um povo acolhedor e ainda acima de tudo respeitador desta forma rosa e tequila c sintam confortadas que essas coisas acontecem afinal é axl rose !!!!!!!!!!!!!!!eu fui guns roses 2010!!!!!!!!!!

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  14. jaque

    quem pagou pra ta la foi os fas quem nao queria chegar tarde em casa que ficasse vendo filme em casa helo gente estsmos falando de axl rose ele sempre foi polemico vcs acham que axl iria chegar em poa as 19 horas cantar e fazer tudo certinho por favor pessoal dai nao estarimos falando de guns roses eu sei qe foi cansativo mas quando sai era so qoue se falava nossa que show maravilhosooooo respeitem tbem aqueles que foram sofreram mas gostaram afinal que nao gosta e nao e capaz de admitir estas falhas nao deveriam esta la

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  15. JAQUE

    FUI EU QUEM ESCREVI OS COMENTARIOS ACIMA E QUERIA DIZER QUE ROSA TATUADA ESTA DE PARABENS PELO SHOW MESMO COM A S VAIAS NAO DEXISTIU DE ALEGRAR AS PESSOAS QUE ESTAVAM ALI CANSADAS E QUE ACABARAM DESCONTANDO NAS PESSOAS ERRADAS E ISSO NO FUTURO PODE TER UMA GRANDE CONSEQUENCIA A GALERA AINDA VAI PEDIR DESCULPA E PEDIR PRA VCS TOCAR MUITAS VEZES POR ELES E POR MIM MIL ESCUPLAS PELA VERGONNHA QUE FOI AS VAIAS PARA NOSSO PROPRIO RAIZ VCS FAZEM PARTE DO POVO GAUCHO E NAQUELA HORA FICAMOS CEGOS DE TANTO CANSAÇO EU ACHO VCS BRILHARAM E NAO DERAM PARA TRAS OBRIGADO!!!!!!

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  16. Helen Luna

    Eu estava lá, e como fã do Guns em Roses que acompanha a banda de perto (tendo contato inclusive com a produção deles) sei que eles não estavam mentindo ou enrolando os fãs quanto ao atraso. Realmente, o equipamento só foi liberado muito em cima da hora, e o palco estava ainda sendo montado quando as pessoas foram liberadas pra entrar. Na verdade, só fomos liberados pra entrar porque não estava dando pra segurar mais. Havia horas que estávamos de pé sendo contidos pela segurança, sem falar as inumeras horas que ficamos do lado de fora, no sol, na fila, o dia inteiro. A pressão na segurança estava grande e a fila estava prestes a virar tumulto e pancadaria.

    Eu fui aos outros shows do Guns no Brasil e quando entrei e vi o palco naquele estado, sem sequer os leds instalados, já soube que o atraso seria ENORME, e fiquei preparada, mas as outras pessoas nao sabiam e ficaram muito nervosas, algumas achando até que o Guns nao iria aparecer. Eu estava na grade e daí a pouco a segurança nos disse que os shows das bandas de abertura estava cancelado. Foi, de certa forma, um alívio, pois estávamos mortos de cansaço e queríamos chegar logo ao show do Guns. Mas depois, quando vimos o equipamento da banda de abertura ser montado em frente ao equipamento do Sebastian Bach, ficamos muito confusos e indignados. Não com o Rosa Tatooada (e eu fui umas das pessoas que não vaiou a banda, pois achei que foi coragem dos caras subir ali naquela situaçao) mas com a desorganização e aparente indecisão da produção, que a cada hora nos disse algo diferente. Para quem estava na platéia, essa instabilidade, somada ao cansaço, foi muito estressante.

    Não sei o que aconteceu nos bastidores e o que é verdade sobre como as bandas gaúchas foram tratadas, pois nao fui ao backstage nesse dia, mas o que sei é que o Rosa Tattoada ganhou meu respeito pela coragem de subir ao palco e o Tequila meu agradecimento por ter nao tocado – o que fez a demora pro show do Guns ser algumas musicas menor. Nosso “sofrimento” foi um pouquinho encurtado. Lá, no calor do momento, nos sentimos ofendidos com o Rosa tocando, sentimos que aquilo atrasaria MAIS AINDA o show do Guns, e foi por esse motivo que algumas pessoas vaiaram. Mas tenho certeza que essas vaias eram direcionadas a produção que nos confundiu, e não a banda, que nao teve culpa alguma do acontecido.

    O Show do Guns N’ Roses foi tão bom, tão intenso e tão completo como todos os outros que eles fizeram no Brasil, eles deram tudo de si no palco, assim como o Seastian e sua banda. Pra quem achou que a voz do Axl estava horrível, essa pessoa precisa lavar os ouvidos, todo mundo que esteve lá saiu sem ter do que reclamar. É a sua opinião contra a de milhares de pessoas, meu caro!

    E pra quem reclamou do preço das coisas sendo vendidas lá dentro e que não podemos levar comida, bem-vindo ao mundo dos shows de rock! É assim que acontece. Isso não tem nada a ver com Porto Alegre ou com a H4, pois em todos os shows do Guns no Brasil a entrada de comida e bebida era proibida exatamente para que as pessoas pudessem consumir lá dentro. O preço é abusivo? Sim, e a sua única opção é não consumir. Se você se sente lesado por essa política, informe-se de seus direitos, junte um grupo e vá a justiça exigir que isso seja mudado pros próximos shows.

    [Responder]

  17. Helen Luna

    Deixo minhas correções para o autor desse artigo:

    1- O Guns N’ Roses não possui músicos de apoio. Os músicos que tocaram atos solo são integrantes da banda e parceiros em igualdade de Axl Rose. Os solos estão listados incorretamente. Eles foram os seguintes:
    – Richard Fortus, guitarrista, tocou uma leitura propria de um tema de James Bond;
    – DJ Ashba, guitarrista, tocou “The Ballad of Death”, peça autoral;
    – Dizzy Reed, tecladista, fez uma versão de Ziggy Stardust;
    – Ron Thal, guitarrista, fez uma releitura do tema da Pantera cor-de-rosa, com um trecho de Estranged;
    – Axl Rose introduziu November Rain puxando ao piano uma jam de Another brick on the wall.

    2- A confusão do final aconteceu por dois motivos: ele jogou o microfone para um cara da plateia que estava com um cartaz pedindo para a filha dele que estava hospital e um monte de gente pulou a grade e tentou tomar o microfone do cara. Eu estava ali, bem na frente daquilo tudo, e Axl quase pulou lá embaixo pra ter certeza que o microfone ia ficar com o cara pra quem ele deu. Ouvi o Axl gritando – sem microfone – “hey hey, stop him, yeah it’s his” para se assegurar que o cara certo ia sair com o microfone. Depois, uma menina que não era a aniversariante subiu ao palco, beijou o Axl, beijou os outros caras e estava se agarrando neles – pelo que o Axl ficou ressabiado e pediu ajuda da segurança que demorou muito pra agir. Foi por essas duas coisas que ele ficou nervoso.

    [Responder]

    poashow Responde:

    Olá Helen
    O Guns n’ Roses possui músicos de apoio, visto que são músicos contratados.
    Os solos foram citados tal qual seu comentário, com duas pequenas diferenças: você nomeia o solo de Ashba, enquanto eu não. Eu cito as harmonias de Don’t Cry e Knockin’ On The Heavens Door, enquanto você não. Mas não existe incorreção.
    Quanto a confusão, citei a ordem do que apareceu nos telões e na sonorização. Esta confusão citada por você é pertinente e elucida muita coisa.
    Obrigado por participar.
    Abraços
    Marcel Bittencourt

    [Responder]

  18. Rocket

    Parabéns Rosa Tatooada por ficar lá até o fim e conseguir tocar, nosso plano de colocar vocês pra abrir o show deu certo, hehe
    Muito Obrigado tequila baby por não abrir o show, afinal punk rock não é hard rock!

    o motivo de o Mr. Axl ficar indignado e jogar o microfone no chão foi a “crazy girl” que ficou pulando, beijando e se esfregando em todo mundo, além de ter mandado o dedo do meio para o público do Guns.

    Acredito que, a minha vaia e a vaia da maioria das pessoas foi para a “organização de merda” aclamada em coro pelo público.

    A time4fun apesar de trazer grandes shows para promover e vender mais Credcard
    para o Citibank, tem um sistema de trabalho mal organizado e pendente ao amadorismo.

    Horas e horas pra entrar em uma fila quilométrica, ninguém sabia onde entrava a pista normal, a premium ou arquibancada, uma confusão dos diabos.. tanto que fui parar na pista errada e um produtor teve a gentileza de me levar para o local certo, a premium. Ceva cara e pelamor… o palco cheio de roadie e mais lerdos impossível.. ao invés de levar todas as peças das baterias pra deixar montadas no palco, não levavam peça por peça, pra depois que encaixassem uma parte, se davam conta que faltava pegar a outra… oh my fuckin ass!

    Mas o show do Guns não valeu a pena, valew a galinha inteira!
    Guns em Porto Alegre, no meu bairro praticamente a 5 min da minha casa!
    Tocou Rocket Queen, um clássico! Perfeito, um show sem dúvidas memorável!

    Welcome to the unforgetable fuckin rock show of the Guns n Roses!

    [Responder]

  19. Rocket

    Detalhe: O palco do show caiu no Rio de Janeiro, eles viriam do Rio, não de São Paulo, como diz na resenha.

    Há rumores de que os integrantes do Guns estavam junto com as meninas da Tia Carmem, por isso o atraso..Embora isso parece coisa do Bach..rsrs

    Welcome to the unforgetable fuckin rock show of the Guns n Roses!

    [Responder]

    poashow Responde:

    Esclarecendo: O Palco do Guns foi danificado no Rio, mas o acidente com o caminhão que carregava a aparelhagem do Sebastian foi, sim, em São Paulo.
    Foram acidentes diferentes.
    Abraços
    Marcel Bittencourt

    [Responder]

  20. Bruna Catharine

    CARACA!! Esse foi o melhor dia da minha vida!! Guns N’ Roses detonou!! Eu esperava por este shoe á muito tempo, e cara, foi perfeito, como eu imaginava que seria! Valeu cada centavo na compra do ingresso, valeu cada segundo naquela fila sem fim, do dia 16 de março… Valeu tudo! Espero que um dia possam voltar para as nossas terras gaúchas!! Abraço a todos os gunners!!

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  21. PEPA

    gentemmmmm….enquanto vocês discutem e ficam nesse bláblábláblá, eu assisto aos melhores shows do guns (que eu adoro)no meu DVD, numa tela de 50 polegadas, sentadinha no meu sofá, comendo uma pipoquinha e tomando uma bira com o ar condicionado bufando, ou seja, loucuraaaaaaaa….hehehehe.
    Só vou em show onde existe uma estrutura legal e na área vip (eu posso, sorry), justamente para que eu não tenha que passar por esse tipo de situação, e se tiver que passar, passo com conforto.Shows no Brasil(já fui em muitos fora do país),assim como todo o resto,é isso aí mesmo, una bella bosta! Em termos de organização fica quase tudo a desejar,infelizmente. (Isso que estamos no Sul). Adoro Guns, fui em um show no rock in rio em 2001 e de quebra achei o axl no elevador do hotel, pois ficamos hospedados no mesmo, ou seja, MARAVILHOSO, o show e a topada! hahahaha
    Meus pesames para quem ficou todo esse tempo plantado esperando o AXL, (Axl Rose É Axl Rose não é mesmo??)e desculpa a sinceridade mas ninguém foi lá pra ver rosa tattooada e tekila baby,( deixem de ser hipócritas, me poupem) meus pêsames maiores ainda para a organização todinha.Vergonha alheia.

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  22. ana caroline

    SOUUUUUUUUUUUUUUUUUU LOCAAAAAAAAAAAAAA PARAAAAAAAAAAAAAAA IRRRRRRRRR PARAAAAAAA OOOOO SHOWWWWWWWWWWW DOSSSSSSSSSSS MEUUUUUUUUUUUUSSSSSSSSSS AMORSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS

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  23. Joice

    Na verdade as pessoas que foram no show foram la para ver Guns N Roses e sabiam que provavelmente teria atrasos,sabiam que não podiam levar lanches e garrafas para o local do show,na minha opinião isso foi só detalhes o importante foi o show em si que estava maravilhoso adorei, Axl e o máximo e sua nova banda não deixa a desejar para mim foi perfeito valeu o sacrifício eu faria tudo de novo.

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  24. Vitor

    Banda de apoio??? 3 anos depois eu te digo, tu ta errado! Guns N Roses não é uma banda solo do Axl, eles são contratados sim, mais se for assim, se O Slash voltase seria guitarrista de apoio tb, pq o Axl tem 100% dos direitos do Nome Guns N’ Roses. Este show foi o melhor Show do Guns no brasil desde os anos 90, que diferença da Voz do Axl de 2010 pra 2013. Pelo menos esta melhor que a do Rock in Rio 2011. PS. Destaque para o fake do Guitarrista do Rosa Tatooada comentando e tds acreditando

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