Epica: Quando o lírico e o gutural se encontram

Epica

Heavy Metal sempre foi expectativa de casa cheia no Bar Opinião. Na última quarta-feira os holandeses do Epica foram os responsáveis pela noite que reuniu quase mil fãs em Porto Alegre.

Como sempre, a produtora responsável pelo evento escalou uma banda local como atração de abertura. A escolhida pela Abstratti Produtora, desta vez, foi o Tierramystica, banda que faz uma mistura de Metal Melódico e música andina. Apresentando o novo vocalista Gui Antonioli, da Anaxes, os gaúchos agradaram com um show curto e prematuramente abortado em função do cronograma (aquela que seria a última música acabou por não ser executada). O Tierramystica será ainda a atração de abertura em todos os shows da atual turnê do Epica no Brasil. Destaque para a performance do excelente guitarrista Alexandre Tellini.

Pouco depois do previsto, as luzes se apagam para a “Samadhi”, tema instrumental que abre o último álbum da banda “Design Your Universe”, de 2009. Recebidos com aplausos, entram no palco Ariën van Weesenbeek (Bateria) e Coen Janssen (Teclados). Segundos depois, Isaac Delahaye (Guitarra), Yves Huts (Baixo) e Mark Jansen (Guitarra e Vocais Guturais), completam a formação que inicia “Resign To Surrender”, faixa que sucede “Samadhi” no mesmo disco.

Dono de vocais extremos bastante agressivos o guitarrista Mark Jansen levanta o público em um primeiro momento. Mas ainda faltava ela, Simone Simmons, a grande estrela do Epica. Dona de longos cabelos ruivos e de uma bela voz que se tornou referência no estilo, a vocalista foi a mais aplaudida quando subiu ao palco do Bar Opinião para o refrão de “Resign To Surrender”.

O repertório, apesar de curto para alguns (apenas 12 canções antes do bis), foi cuidadosamente balanceado. Seis músicas do último álbum contra seis de trabalhos anteriores. Representaram “Design Your Universe”, além das supracitadas, “Unleashed”,  “Martyr Of The Free World” e “Tides Of Time”. O restante do repertório de dividiu entre os álbuns “The Divine Conspiracy”, de 2007 (“Sancta Terra” e “The Obsessive Devotion” ) e o álbum de estréia “The Phantom Agony” , de 2003 (“Sensorium”, “Seif Al Din” e “Cry For The Moon”).

Três momentos se destacaram: O ponto alto da apresentação foi, sem dúvidas, “Cry For The Moon”. Cantada do inicio ao fim, especialmente no refrão, ainda contou com uma charmosa parada estratégica para que apenas o público cantasse o início do último refrão. Outro momento incrível foi a versão totalmente revista para “The Imperial March”, tema de Star Wars. Por fim, o encerramento épico: “Kingdom Of Heaven”, com seus mais de 13 minutos de duração, fechou com chave de ouro a primeira parte do show.

Após aqueles minutos de intervalo, o tecladista Coen Janssen retorna para um bate papo bem humorado. Falou sobre a tour do Epica, se disse feliz por estar ali e perguntou o quanto o publico local era “alto”. “Are you loud???” Recebeu diversos “yeeeaaahhh”, obviamente, muito altos. Se a banda não havia se dirigido muito ao público até ali, Janssen tratou de redimir sua banda tomando alguns minutos ao microfone.

Para quem sentiu falta de faixas do “Consign To Oblivion”, de 2005, o bis foi mais que perfeito: “Last Crusade”, “Quietus” e a própria “Cosign To Oblivion” mandaram o público do Epica para casa com a sensação de que um ingresso para um show da banda vale cada centavo investido. Pouco mais de uma hora e meia de show que agradaram muito e surpreenderam até mesmo os mais céticos quanto à qualidade da banda ao vivo.

Um grande show de uma banda que justifica seu lugar de destaque na cena Heavy Metal atual.

Set List

Samadhi

Resign to Surrender

Sensorium

Unleashed

Martyr Of The Free World

Imperial March

Seif Al Din

Cry For The Moon

Tides Of Time

Sancta Terra

The Obsessive Devotion

Kingdom of Heaven

Last Crusade

Quietus

Consign To Oblivion

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine


Publicações Relacionadas

2 Comentários

  1. Pingback: Tweets that mention Epica: Quando o lírico e o gutural se encontram | POA SHOW -- Topsy.com

  2. Arama Leão

    se existe alguma reação pra denotar o que eu sinto quando ouço a junção de lirico e gutural chama-se megas super arrepios …é muito emocionante,simplesmente adoro..mto foda *–*

    [Responder]

Comente

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *