Placebo: Apenas o que o público esperava

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Noite de terça-feira e Porto Alegre recebe, mais uma vez, uma das bandas que fizeram a história do Rock Alternativo nos anos 90: O Placebo se apresentou pela segunda vez na capital dos gaúchos em um show para uma platéia pequena, porém fiel.

A abertura ficou a cargo de duas bandas que vem conseguindo obter alguma atenção: os gaúchos da Volantes e os paulistas do Superdose fizeram show curtos, de cerca de meia hora de duração. A Volantes mostrou personalidade misturando Rock e elementos eletrônicos. Já o Superdose, apesar de competentes, serão mais lembrados por demonstrar, em seu som, o quanto são influenciados pelo Oasis.

Cinco minutos antes do previsto, as 21h55, o Placebo sobe ao palco. Brian Molko (Vocal e Guitarra), Stefan Olsdal (Baixo e Guitarra) e o baterista Steve Forrest (que substituiu o excelente Steve Hewitt em 2008), arrancam gritos histéricos das pouco mais de 600 pessoas que compareceram ao Pepsi On Stage.

Logo no começo, uma peculiaridade. O guitarrista de apoio chama o riff principal de “For What Is Worth”. A banda se desencontra e pára. O chefe Brian Molko passa uma orientação e a banda, então, recomeça. Aparentemente foi o último erro naquele show. Perfeitos também foram o som e a luz. Era possível distinguir com clareza todos os instrumentos. A voz? Alta e clara. Além disso, a luz compunha todo um clima em perfeita coerência com as músicas e um gigantesco telão de led ao fundo completava o espetáculo audiovisual com as imagens do show.

A tecnologia que engrandeceu muito a apresentação.

O público, totalmente heterogêneo, se emocionou com as canções da banda do início ao fim. No entanto, um público pequeno em uma casa com capacidade para cinco mil pessoas acabou por deixar a falsa impressão de uma apresentação morna.

A banda se dirigiu muito pouco ao público. Preferiu mandar som. Foram 20 canções em apenas 90 minutos. O repertório foi basicamente o que vem sendo executado, mas surpreendeu com as ausências de “Nancy Boy”, música que fechou a última apresentação dos caras na capital, e “Come Undone”, que constava no setlist repassado a imprensa.

Os pontos altos, previsivelmente, foram os hits “Every You, Every Me” e “Special K”, com destaque para a clássica vocalização deixada a cargo do público.

Enfim, foi um bom show, de uma banda competente, mas sem muita riqueza de detalhes. Os caras subiram, tocaram 20 músicas bem e se despediram. Não deixaram a desejar quanto aos álbuns, mas também não ousaram. Mantiveram-se na zona de conforto e isso não significa demérito algum.

Apresentaram o que o público esperava. A banda é que não esperava um público, lamentavelmente, tão pequeno.

Set List

For What It’s Worth

Ashtray Heart

Battle For The Sun

Soulmates

Speak In Tongues

Follow The Cops Back Home

Every You Every Me

Special Needs

Breathe Underwater

Julien

The Never-Ending Why

Bright Lights

Devil In The Details

Meds

Song To Say Goodbye

Special K

The Bitter End

Bis:

Trigger Happy

Infra-red

Taste In Men

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

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