Megadeth: Um dos melhores shows da banda…

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Noite de segunda-feira e o Pepsi On Stage recebe uma das bandas que fizeram a história do que se conhece por Thrash Metal: Megadeth, banda liderada por Dave Mustaine, um dos mais criativos compositores do Metal, se apresentou pela primeira vez em Porto Alegre.

A noite começou com a demora na abertura dos portões, motivado pelo atraso na chegada do equipamento do Megadeth. Por conta disso houve lentidão na entrada e muitos não puderam conferir o show dos gaúchos da Distraught (banda escolhida para abrir o show dos americanos), fato que causou certa indignação.

Pontualmente no horário previsto, 22h, a Distraught sobe ao palco para o show que a banda tem como o mais importante da carreira. A experiência e, principalmente, a competência de seus cinco integrantes fizeram com que a Distraught tirasse de letra qualquer possível adversidade. Encarar um público já um pouco insatisfeito não significou nada. A força da banda no palco e a energia que demandam ao executar suas composições demonstram o quando estão maduros musicalmente e, especialmente, o quanto acreditam em sua música. Talvez isso, somado à sua qualidade, tenha sido fator decisivo para o quando a banda foi bem recebida pelo público do Megadeth.

A Distraught, que teve seu álbum “Unnatural Display of Art” lançado no Brasil e no Japão no ano passado, provou no palco, em breves 30 minutos, que está pronta para o mercado internacional.

Pouco depois das 23h as luzes se apagaram. Na ordem, sobem ao palco Shawn Drover (Bateria), Chris Broderick (Guitarra) e o clássico baixista recém-readmitido Dave Ellefson. Por fim, o líder Dave Mustaine, obviamente o mais ovacionado pelos fãs que lotaram a casa.

A expectativa da música escolhida para abrir o show se foi, deixando todos muito satisfeitos: a dobradinha “Dialectic Chaos” e “This Day We Fight” era indicativo claro de que teríamos um set, no mínimo, muito parecido com o excelente repertório apresentado em São Paulo. De negativo, a qualidade do som (na realidade, a falta dela). Bateria muito alta e vocal muito baixo estenderam-se durante toda a apresentação, o que de fato fez diferença. Ainda no início, tivemos também um momento curioso: ao observar as pessoas apertadas na grade em frente ao palco, Mustaine gentilmente pede que as pessoas “andem um passo para trás, pois não queremos nos machucar”. Uma atitude muito bonita do Frontman do Megadeth.

Após “In My Darkest Hour”, a primeira grande reação do público: “Skin O’My Teeth” agitou o Pepsi On Stage.

“Boa noite… vocês sabem por que estamos aqui…” provoca Mustaine, referindo-se ao aniversário de 20 anos do álbum “Rust In Peace”, comemorado nesta turnê.

Como não poderia deixar de ser, a banda executa o álbum na íntegra.

Do poderoso riff de introdução de “Holy Wars… The Punishment Due” até o encerramento de “Rust In Peace… Polaris”, a execução completa de “Rust In Peace” foi responsável por uma verdadeira catarse entre os fãs que compareceram. Por se tratar de algo bastante singular, os fãs se emocionaram ainda mais. Destaque para “Tornado of Souls” e “Hangar 18”, além das já citadas “Holy Wars… The Punishment Due” e “Rust In Peace… Polaris”.

Após breve intervalo, Mustaine retorna para a segunda parte do set, que incluiria mais músicas do álbum “Endgame”. Dave sozinho no palco convoca o público porto-alegrense a cantar o refrão de “Headcrusher”:

“Amanhã estamos partindo para a Argentina. Vamos ver se vocês conseguem ser mais altos que eles, vamos fazer com que ouçam lá”. Mustaine puxa o riff, mas obtém uma resposta tão apática que diz que não pode deixar o Brasil com essa resposta. Chama novamente e aí, sim, ouve a voz dos fãs gaúchos retumbar pelo Pepsi On Stage. Foi alto, mas nada perto do que viria a seguir, logo após “The Right To Go Insane”.

Eis que veio, então, o ponto alto do show: primeiro, com a introdução muito bem executada pelo excelente guitarrista Chris Broderick, “A Tout Le Monde”. A música, que ficou de fora dos primeiros shows do Megadeth no Brasil em 2010, emocionou a todos. Seu refrão foi o mais cantado até aquele momento, título que durou pouco. Em “Symphony of Destruction”, como no DVD “That One Night”, gravado em Buenos Aires, o coro “Megadeth, Megadeth, Aguante Megadeth” foi entoado com muita força e energia. Curiosamente nas duas músicas onde o público fez muito barulho (“A Tout Le Monde” e “Symphony of Destruction”) foi onde se pode ouvir mais claramente a voz de Dave Mustaine.

Para o bis, duas ótimas escolhas: “Trust”, do álbum “Cryptical Writings” e “Peace Sells”, do “Peace Sells… But Who’s Buying?”. Após breve apresentação da banda, Mustaine diz que o público foi ótimo, tendo sido aquele o último show da banda no Brasil, mas que foi um dos melhores shows do Megadeth. Foi assim, lavando a alma do público gaúcho, que Mustaine e Cia se despediram, não sem antes distribuir algumas palhetas.

O Megadeth, apesar de muito prejudicado pelo som, apresentou um show digno da banda emblemática e importante que é. Dave Mustaine é um compositor diferenciado mas, acima de tudo, um bandleader que manteve o Megadeth na ativa por mais de duas décadas e que ainda apresenta um trabalho cheio de bom gosto e energia, capaz de emocionar fãs de todas as idades. Um bom show, com ressalvas puramente técnicas.

Resta esperar pela turnê comemorativa de “Countdown to Extinction” em 2012. Sonhar não custa nada.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine


Noite de segunda-feira e o Pepsi On Stage recebe uma das bandas que fizeram a história do que se conhece por Thrash Metal: Megadeth, banda liderada por Dave Mustaine, um dos mais criativos compositores do Metal, se apresentou pela primeira vez em Porto Alegre.

A noite começou com a demora na abertura dos portões, motivado pelo atraso na chegada do equipamento do Megadeth. Por conta disso houve lentidão na entrada e muitos não puderam conferir o show dos gaúchos da Distraught (banda escolhida para abrir o show dos americanos), fato que causou certa indignação.

Pontualmente no horário previsto, 22h, a Distraught sobe ao palco para o show que a banda tem como o mais importante da carreira. A experiência e, principalmente, a competência de seus cinco integrantes fizeram com que a Distraught tirasse de letra qualquer possível adversidade. Encarar um público já um pouco insatisfeito não significou nada. A força da banda no palco e a energia que demandam ao executar suas composições demonstram o quando estão maduros musicalmente e, principalmente, o quanto acreditam em sua música. Talvez isso, somado à sua qualidade, tenha sido fator decisivo para o quando a banda foi bem recebida pelo público do Megadeth.

A Distraught, que teve seu álbum “Unnatural Display of Art” lançado no Brasil e no Japão no ano passado, provou no palco, em breves 30 minutos, que está pronta para o mercado internacional.

Pouco depois das 23h as luzes se apagaram. Na ordem, sobem ao palco Shawn Drover (Bateria), Chris Broderick (Guitarra) e o clássico baixista recém-readmitido Dave Ellefson. Por fim, o líder Dave Mustaine, obviamente o mais ovacionado pelos fãs que lotaram a casa.

A expectativa da música escolhida para abrir o show se foi, deixando todos muito satisfeitos: a dobradinha “Dialectic Chaos” e “This Day We Fight” era indicativo claro de que teríamos um set, no mínimo, muito parecido com o excelente repertório apresentado em São Paulo. De negativo, a qualidade do som (na realidade, a falta dela). Bateria muito alta e vocal muito baixo estenderam-se durante toda a apresentação, o que de fato fez diferença. Ainda no início, tivemos também um momento curioso: ao observar as pessoas apertadas na grade em frente ao palco, Mustaine gentilmente pede que as pessoas “andem um passo para trás, pois não queremos nos machucar”. Uma atitude muito bonita do Frontman do Megadeth.

Após “In My Darkest Hour”, a primeira grande reação do público: “Skin O’My Teeth” agitou o Pepsi On Stage.

“Boa noite… vocês sabem por que estamos aqui…” provoca Mustaine, referindo-se ao aniversário de 20 anos do álbum “Rust In Peace”, comemorado nesta turnê.

Como não poderia deixar de ser, a banda executa o álbum na íntegra.

Do poderoso riff de introdução de “Holy Wars… The Punishment Dueaté o encerramento de “Rust In Peace… Polaris”, a execução completa de “Rust In Peace” foi responsável por uma verdadeira catarse entre os fãs que compareceram. Por se tratar de algo bastante singular, os fãs se emocionaram ainda mais. Destaque para “Tornado of Souls” e “Hangar 18”, além das já citadas “Holy Wars… The Punishment Due” e “Rust In Peace… Polaris”.

Após breve intervalo, Mustaine retorna para a segunda parte do set, que incluiria mais músicas do álbum “Endgame”. Dave sozinho no palco convoca o público portoalegrense a cantar o refrão de “Headcrusher”:

Amanhã estamos partindo para a Argentina. Vamos ver se vocês conseguem ser mais altos que eles, vamos fazer com que ouçam lá”. Mustaine puxa o riff, mas obtém uma resposta tão apática que diz que não pode deixar o Brasil com essa resposta. Chama novamente e aí, sim, ouve a voz dos fãs gaúchos retumbar pelo Pepsi On Stage. Foi alto, mas nada perto do que viria a seguir, logo após “The Right To Go Insane”.

Eis que veio, então, o ponto alto do show: primeiro, com a introdução muito bem executada pelo excelente guitarrista Chris Broderick, “A Tout Le Monde”. A música, que ficou de fora dos primeiros shows do Megadeth no Brasil em 2010, emocionou a todos. Seu refrão foi o mais cantado até aquele momento, título que durou pouco. Em “Symphony of Destruction”, como no DVD “That One Night”, gravado em Buenos Aires, o coro “Megadeth, Megadeth, Aguante Megadeth” foi entoado com muita força e energia. Curiosamente nas duas músicas onde o público fez muito barulho (A Tout Le Monde” e “Symphony of Destruction”) foi onde se pode ouvir mais claramente a voz de Dave Mustaine.

Para o bis, duas ótimas escolhas: “Trust”, do álbum “Cryptical Writings” e “Peace Sells”, do “Peace Sells… But Who’s Buying?”. Após breve apresentação da banda, Mustaine diz que o público foi ótimo, tendo sido aquele o último show da banda no Brasil, mas que foi um dos melhores shows do Megadeth. Foi assim, lavando a alma do público gaúcho, que Mustaine e Cia se despediram, não sem antes distribuir algumas palhetas.

O Megadeth, apesar de muito prejudicado pelo som, apresentou um show digno da banda emblemática e importante que é. Dave Mustaine é um compositor diferenciado mas, acima de tudo, um bandleader que manteve o Megadeth na ativa por mais de duas décadas e que ainda apresenta um trabalho cheio de bom gosto e energia, capaz de emocionar fãs de todas as idades. Um bom show, com ressalvas puramente técnicas.

Resta esperar pela turnê comemorativa de “Countdown to Extinction” em 2012. Sonhar não custa nada.

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12 Comments

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  2. Douglas

    Muito bom o show mesmo, valeu a pena, o ruim desta vez foi mais uma vez a organização do show que permitiu que várias pessoas pulassem a grade de proteção da área vip. Bando de merdas mesmo que colocaram aquela gradezinha frágil.

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  4. BangerRS

    A banda, como era esperado a muito tempo pelos fãs, fez um show excepcional, muito peso e um clássico depois do outro no setlist, fizeram a alegria de todos na noite de segunda-feira. A produção, por outro lado pisou na bola em alguns pontos: 1) A demora absurda em abrir os portões, e a colocação de uma fila única para entrada atrasou muito a entrada do público, muita gente perdeu o show da Distraught. 2) Quando finalmente a fila andou, seguranças toscos ficavam tratando as pessoas como gado, aos gritos de “- Rápido, Rápido!!!” (…) isso foi no mínimo patético, mas de seguranças não dá para esperar muita coisa além disso. 3) O som estava com a voz muito baixa, foi difícil ouvir o Mustaine em muitos momentos do show. O local é bom para shows, o bar funciona sem demoras, a cerveja é gelada e a circulação dentro do Pepsi é tranquila.

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  5. Guilherme

    Baita palhaçada a organização deste evento, mas não é novidade, isto acontece sempre em Porto Alegre. Mandei um email atraves do contato no site do Pepsi On Stage e recebi uma resposa com uma desculpa esfarrapada. Nao satisfeito, respondi em cima questionando quais ações estavam sendo tomadas, não obtive resposta ainda. Se me responderem ou não, vou fazer o possível para tornar este fato público. Falta de respeito com os clientes que pagam um absurdo para um ingresso e são tratados como crianças malcriadas.

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  6. Álvaro Escouto

    Tava tri massa, 1° show que vi.
    O legal foi que não pagamos o ingresso para ver o show em pista vip, mas conseguimos destruir a barreira divisoria e fomos pra pista vip!!!!!!

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