Richie Kotzen: Técnica e versatilidade no Drakkar Music Hall

Casa lotada para receber um dos guitarristas mais completos da atualidade: Richie Kotzen se apresentou na última quarta feira 28, no Drakkar Music Hall em Porto Alegre. Uma grande fila de fãs se formou desde cedo na frente do local, mostrando a ansiedade do público em ver o ex-dono das guitarras das bandas Mr. Big e Poison e de, claro, uma louvável carreira solo.

O show estava marcado para as 21h. Com meia hora de atraso, sobe ao palco a banda de abertura, do guitarrista Carlos Lichman que alternou entre músicas próprias e alguns clássicos do rock, como Crazy Train e Bark At The Moon de Ozzy Osbourne e Burn do Deep Purple. Carlos, em dois momentos colocou fogo em sua guitarra, que por ter sido feito de uma forma tão inesperada, acabou se mostrando uma ótima sacada e sendo um diferencial bem interessante para o show. Um aquecimento muito bom para a grande atração que estava por vir.

As cortinas só são abertas novamente as 22:30h, aí sim com Richie Kotzen e sua banda no palco. Após fazer um sinal de “Paz e amor” para a galera (referência ao título de seu novo álbum “Peace Sign”), o show inicia com “Long Way From Home”, do álbum citado. Richie ainda parecia pouco à vontade, e na segunda música, Losing My Mind, se mostrou descontente com a qualidade de som em cima do palco, fazendo alguns sinais de reprovação para o técnico responsável. Seguiu o show com “Fooled Again” e “Faith”, que interrompeu logo depois do primeiro verso, fazendo rapidamente uma nova checagem de som e reclamando de microfonia em seu retorno.

Problemas aparentemente resolvidos, Kotzen parecia mais à vontade para as próximas execuções. O set contou ainda com músicas como “High” (que com certeza foi um dos pontos altos da noite, com o público cantando junto com toda a emoção que a música merece), “Doing What The Devil Says to Do”, “You Can’t Save Me” (muito solicitada pelos presentes também), “Peace Sign” e foi encerrado com “Paying Dues”.

Após uma curta saída do palco, a banda retorna com “Remember”, em outro  momento emocionante, fazendo um ou outro fã descuidado deixar escapar algumas lágrimas, e fecha com “Go Faster.

Nova saída do palco e para o segundo bis retornam para tocar a música que todos ali pediam desde o início. Os gritos por “Shine” foram ouvidos entre uma música e outra, desde o início da apresentação. Kotzen conquistou uma legião de fãs com o Poison e em sua carreira solo, mas é inegável que o maior sucesso dentre todas as suas composições realmente foi ”Shine”, gravada na época que o guitarrista era integrante da banda Mr.Big. Cantada em uníssono por todos os presentes, ficou simplesmente grandiosa. Para encerrar o show de uma vez por todas, executaram “Best Of Times”.

Richie, no geral, estava pouco comunicativo e pareceu por muitas vezes um tanto quanto incomodado. Não temos como saber se isso foi causado pelos problemas que teve na passagem de som, ou se realmente o som permanecia ruim em cima do palco, ou ainda, se foi a notícia da semana passada sobre a internação do ex-vocalista do Poison, Bret Michaels, por causa de um derrame cerebral. Pode ter sido também apenas mera impressão deste que vos escreve, mas enfim, o que realmente importa é que foi um grande show.

Dono de uma bela e inconfundível voz e de um talento ímpar como guitarrista, Kotzen não precisou se esforçar muito para agradar e satisfazer completamente seus fãs. Fãs esses impressionantemente devotos, por sinal: completamente maravilhados e extasiados durante cada momento do show. Vale ressaltar a competência dos músicos que acompanham o guitarrista. Baixo e bateria completamente introsados. Impecáveis

Uma casa de shows pequena, aliada com um Richie Kotzen tocando em seu estado mais puro (inclusive sem utilizar palheta durante toda a apresentação), resultou no que vimos quarta feira: um show extremamente simples e incrívelmente intimista, como que se o que estivesse acontecendo ali, fosse apenas entre amigos. Tenho certeza que cada um que estava ali presente, além de ter assistido um grande show, saiu de lá se sentindo um pouco mais próximo de seu ídolo.

Por: Rodrigo Trapp

Fotos: Karina Kohl



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3 Comentários

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  2. Aline

    Um pouco tardio meu comentario, mas enfim…concordo contigo a respeito do show. Foi ótimo, o cara impressiona mesmo e o set list estava fantástico tb.

    O ponto negativo pra mim foi a falta de organização da casa. Por sinal, não comentada em lugar algum que eu tenha visto.

    Primeiro, penso que o atraso foi pela desorganização principalmente,visto que mesmo chegando cedo, foi um inferno pra entrar..inclusive quem já tinha ingresso antecipado.

    O pior: comprei ingresso camarote e mais ou menos na quinta musica o local reservado a esses ingressos foi literalmente invadido por um bando de mal educados que saíram pisoteando e abarrotando tudo. Sério, tinha gente escorada no teto, em cima dos balcões…sem nem se preocupar se a estrutura aguentava. Resultado: quem pagou o valor de camarote ficou apertado, mal acomodado e muitos não conseguir assistir o show. Isso tudo pq a produtora não esperava o volume de pessoas presentes…e resolveu ‘liberar’ o camarote.Sem noção…se eu soubesse tinha comprado ingresso antecipado a 30 reais e invadido o camarote depois!

    Não mora em POA, logo, procurei me informar sobre o Drakkar. Li resenha na veja Porto Alegre comentado que a casa era champanharia, uisqueria e mais um monte de coisas. Bobagem…pouco antes de terminar o show a cerveja acabou na parte de cima.Champagne?? Apenas 4 garrafas de uma marca, disponiveis na casa. Pra um lugar que se denomina ‘champanharia’…acho duvidoso, no minimo.

    Realmente uma pena o som deixando a desejar e a desorganização completa do evento. Não é a toa que o cara deveria estar incomodado…se no geral foi assim, certamente ele deve ter tido esse tipo de ‘probleminha’ tb.

    Pra finalizar, apesar de tudo o show valeu a pena, sem sombra de dúvida. Espero que ele volte no ano que vem (como acontece sempre em SP) e que o pessoal da produtora tome vergonha e organização. Pelo menos que não vendam camarote antecipado pelo triplo do preço inicial pra depois ‘liberar’ o acesso a quem quisesse.

    Tive sorte e depois de todo incomodo consegui tirar fotos e trocar meia dúzia de palavra com o Kotzem.

    É isso ai.

    Abraço, Aline.

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