Mutantes: Lisergia, psicodelia, genialidade e boa música

No último domingo, dia 09 de Maio, Porto Alegre recebeu a banda mais conceituada da história da música brasileira: Os mundialmente famosos Mutantes, capitaneados por Sergio Dias, fizeram uma apresentação excelente para poucos privilegiados.

Pontualmente no horário, como é de praxe no Teatro do Bourbon Country, os sete Mutantes sobem ao palco. O mais aplaudido é Sergio Dias, único remanescente da formação clássica (com Rita Lee e Arnaldo Baptista). Bastante aplaudido também é o baterista daquela e desta formação, Dinho Leme, principal responsável pela reunião da banda em 2006.

A competência da banda fica clara logo na primeira canção do set, “Dom Quixote”. Bia Mendes (voz, percussão), Henrique Peters (vocais, teclados, Hammond), Fábio Recco (vocais, piano), Vinícius Junqueira (baixo) e Vítor Trida (multi-instrumentista) completam aquela a formação da banda que mantém, com louvor, os Mutantes em atividade.

Após “Caminhante Noturno”, a banda apresentou algumas músicas de seu álbum mais recente, “Haih… ou Amortecedor”, até agora lançado apenas no exterior. O clima um pouco frio proporcionado pelo público reduzido (Sergio Dias chegou a comentar que “parecia que estavam fazendo som em um estúdio”) se potencializou com o desconhecimento da maioria quanto ao último álbum. As reações foram bastante apáticas. Destaque para “Querida Querida”, parceria de Sérgio com Tom Zé.

“Essas vocês ainda não sabem cantar… que droga né? (risos) Não tem problema, em breve a gente lança o disco vocês compram ou baixam na Internet… a gente fica pobre, mas não tem problema! (risos) é ‘pra frente’(risos)” Ironiza Sergio, arrancando gargalhadas.

Sergio Dias, como não poderia deixar de ser, é o grande destaque da banda. Não que os outros sejam músicos menos competentes. Nada disso, o time é excelente. Mas o fato de nos referirmos a uma lenda da música brasileira, um guitarrista excelente guitarrista e uma mente criativa brilhante acabam por tornar isso inevitável. Sergio durante a maior parte do show utilizou sua guitarra mais conhecida, cheia de botões e potenciômetros que, segundo o próprio guitarrista, ainda não foram inventados pela indústria de instrumentos.

Em “Baby” a vocalista Bia Mendes cai nas graças do público ao abusar da licença poética ao cantar “Você / Precisa tomar um sorvete / na Banca 40 / Andar com a gente / me ver de perto. / Ouvir / Aquela canção da Elis / Baby…”. Ganhou, ainda, uma bandeira com as cores do Grêmio e provocou: “tem alguém do colorido aí?”

A trinca de clássicos “Top Top”, “Balada do Louco” e “Ando Meio Desligado” encerrou respondeu pelo momento mais quente do show. “Balada do Louco”, especialmente, arrancou uma reação emocionada. Ponto alto.

O bis contou com grandes surpresas: atendendo a pedidos do público, a banda executa as imprevisíveis “Você Sabe”, “Vida de Cachorro” e “El Justicero”. Estas não constavam no setlist disponibilizado à imprensa. Por fim, o encerramento com chave de ouro: as clássicas “Bat Macumba” e “Panis Et Circences”. Duas horas completas de pura lisergia, psicodelia, genialidade e boa música. Coisa que, infelizmente, foi para poucos.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

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