Black Drawing Chalks estréia em Porto Alegre

Segunda sempre foi uma noite de bandas autorais. Pequenos shows em pequenas casas revelaram muitas bandas legais nas segundas-feiras em Porto Alegre. Na última, no entanto, o palco não foi das locais: a banda goiana Black Drawing Chalks foi quem agitou a noite no Beco. Um público suficiente para quase lotar a pista esperava pelos caras que cruzaram alguns Estados para, a caminho da Argentina, fazerem uma parada estratégica na capital dos gaúchos.

Pouco depois da meia-noite a banda sobe ao palco e abre os trabalhos com duas porradas certeiras: “The Legend” e “Find Another Road”, ambas do álbum mais recente “Life Is a Big Holiday For Us”, de 2009. Estes seis minutos serviram para demonstrar o calibre da destruição que estava por vir. Com riffs pesados, criativos e cheios da mais pura energia rocker, o Black Drawing botou a casa abaixo em plena segunda-feira.

“A gente está muito feliz de estar aqui” declarou o vocalista Victor Rocha. Já o guitarrista Renato Cunha surpreendeu-se com a presença dos gaúchos: “Nossa, não dá pra acreditar que é segunda. Parece sábado!” disse, sorridente.

A noite também foi de novidades: a banda lançava um novo single. As canções presentes no material, “Red Love” e “Simmer Down” fecharam a primeira metade da apresentação. Uma porrada atrás da outra, dentro dos conformes do Rock and Roll.

Depois de toda a barulheira, uma pequena pausa para respirar: o hit “My Favorite Way”, que chegou a ser veiculado na MTV e render à banda três indicações no VMB 2009 (Aposta MTV, Rock Alternativo e Melhor Clipe do Ano), foi, de longe, a música mais cantada da noite. Uma receptividade de banda grande para uma grande banda. Na seqüência a grudenta “Everything Is Gonna Be Fine”, do primeiro álbum também agradou, mostrando uma face mais melódica, mas não menos interessante do Black Drawing Chalks.

Com pouco papo e muito som, rapidamente chegamos aos 50 minutos de apresentação, quando esta encaminhou-se para seu final com as excelentes “A Place to Hide This Gold”, “Free From Desire” e “Big Deal”.

Com apenas 62 minutos a banda se despede para não mais voltar. E nem precisava. 62 minutos foi tudo o que a banda precisou para agradar seus fãs e ganhar novos admiradores. A competência, a força e a energia do Black Drawing Chalks no palco estão acima do que qualquer review pode transcrever. O show do Black Drawing é algo realmente impressionante. Existem bandas que prometem. O Black Drawing Chalks cumpre.

Enfim. Se você gosta de Rock com R maiúsculo, Rock de roqueiro, Rock pra quebrar um bar por dentro, Rock com guitarra pesada, cozinha concisa e muita, mas muita energia, vá ao show desses caras.

Este passou. Não perca o próximo.

 

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Amanda Teixeira

 

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