Capital Inicial: Uma excelente apresentação, recheada de sucessos

Um ótimo show com muitos problemas extra-palco. Assim pode ser definida a noite de sexta-feira, 16 de Julho, no Pepsi On Stage. O Capital Inicial, uma das mais bem sucedidas bandas do Rock Nacional trouxe a Porto Alegre sua nova turnê, Das Kapital. Dinho Ouro-Preto (vocal), Yves Passarel (guitarra) e os irmãos Flávio Lemos (baixo) e Fê Lemos (bateria) empolgaram com uma apresentação competente e recheada de covers.

Antes do show, recebemos a informação de que o responsável pela TSO Produtora (produtora do evento até a data) havia desaparecido. Não havia credenciais de imprensa nem maiores informações do que havia sido previamente acertado. Fomos informados também de que a realização do show foi assumida pela Opinião Produtora (administradora do Pepsi On Stage) para que o evento acontecesse. Existiu a possibilidade de não haver show. Coincidência ou não, havia seis viaturas da Brigada Militar e muitos policiais no local. Além disso, o próprio POA Show foi lesado pela atitude da produtora, conforme esclarecemos em nota oficial.

Minutos após a meia noite a banda sobe ao palco para “Ressurreição”, do álbum mais recente, “Das Kapital”, seguida de “Quatro Vezes Você”, o primeiro hit da noite. “Quatro Vezes Você”, guiada por seu riff característico, levantou o Pepsi On Stage.

Após “Como Se Sente” e “Que País é Esse?”, Dinho Ouro-Preto se dirige pela primeira vez ao público do Pepsi On Stage: “Sejam todos bem vindos… a gente sempre tem a impressão de que toca pouco aqui… a gente vem uma vez a cada não sei quantos anos…” desculpou-se Dinho, visivelmente feliz pela receptividade do público gaúcho. Na seqüência “Natasha” ( um dos maiores sucessos do “Acústico MTV – Capital Inicial”, de 2000) foi cantada pelos fãs do Capital de uma forma que inclui a canção entre os pontos altos da apresentação dos brasilienses.

O repertório do novo show mescla material novo, clássicos da década de 80, sucessos radiofônicos que vieram após a reunião da banda em 99 e covers, não apenas do Aborto Elétrico (banda punk de Brasília que deu origem ao Capital Inicial e à Legião Urbana). Destaque para canções como “Leve Desespero”, “A Sua Maneira”, “Não Olhe Pra Trás” e “Fogo”. Nesta última brilharam os músicos de apoio Robledo Silva (com a bela introdução de teclado) e o guitarrista Fabiano Carelli (com um solo de guitarra espetacular).

Fechando a primeira parte da apresentação, só clássicos: “Fátima” e “Veraneio Vascaína”, originalmente do Aborto Elétrico, “Mulher de Fases”, dos saudosos Raimundos, “O Mundo” (de autoria de Pit Passarel, irmão do guitarrista Yves), “A Sua Maneira” e a música de trabalho “Depois da Meia Noite”, amplamente veiculada nas rádios FM.

Para o bis a banda surpreende. Retorna para quatro canções: “Todas As Noites”, “Algum Dia” e “Independência” antecederam a pela interpretação “acappela” de “Por Enquanto”, da Legião Urbana. Em uma só voz Dinho e o público gaúcho fizeram retumbar pelo Pepsi On Stage a belíssima canção de Renato Russo.

Se para os fãs o que se viu estava de bom tamanho, para a banda não. Quando alguns já haviam deixado o local Dinho e companhia retornam para a surpreendente e arrebatadora versão de “Whole Lotta Love” do Led Zeppelin. Houve ainda espaço para mais um cover: “Boulevard of Broken Dreams”, do Green Day, interpretado apenas por Dinho Ouro Preto ao violão. Em pouco mais de 1h45 o Capital Inicial deu a seus fãs exatamente o que eles queriam: uma excelente apresentação, recheada de sucessos.

A banda se despediu com Dinho repetindo seu bordão mais clássico: “Vida Longa ao Rock and Roll Brasileiro”.

Assim seja.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Karina Kohl e Fabiana Menine

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2 Comments

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  2. Inês

    Show do caralho!!!! Dancei e cantei do começo ao fim. Saí de alma lavada. Melhor banda de rock do Brasil. Os caras mandaram muito e mandaram bem. Não deixaram nada pra ninguém. E, por que não mencionar, o Dinho tá muitooooooooo gato aos 46 anos. Corpitcho e voz perfeitos!!!! Amei a volta inesperada dele ao palco fazendo cover do Green Day – que fe-liz-men-te terá produção da Opus, num local decente como o Gigantinho. Chega de produtoras fundo-de-quintal levando os grandes shows pra “locais agradáveis” como o Parque (lixão da) Condor ou o Estacionamento (fedorento) da FIERGS. Até lá!!!

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