Paul Di’Anno volta a Porto Alegre

A capital gaúcha recebeu mais vez um ícone do Heavy Metal. Paul Di’Anno veio para comemorar os 30 anos do lançamento do primeiro álbum do Iron Maiden. O show foi realizado no Porão do Beco, com a presença de cerca de 400 pessoas.

A noite começou com as apresentações das bandas Exilium, Daydream XI e It’s All Red. Cada uma com seu estilo e mostrando qualidade nos shows. Mas o público, que praticamente lotava o local, esperava ansioso pelo Veio Louco.

Antes dele ainda, o Scelerata, banda que acompanha Di’Anno na turnê brasileira, sobe ao palco para apresentar seu novo vocalista, Fábio Juan, e mostrar aos presentes suas principais músicas dos álbuns Darkness and Light e Skeletons Domination. O grupo ainda tocou um cover: Master of Puppets, do Metallica.

A noite segue. Com mais de 2 horas de atraso, devido a longa viagem de Londrina (palco do show anterior) até Porto Alegre, à 1h30 os acordes de The Ides of March começam a soar e logo Paul Di´anno sobe ao palco para cantar o que seria o primeiro de vários clássicos da noite: Wrathchild. Os headbangers respondem bem e cantam junto. Sem muita enrolação, a banda emenda Prowler e Marshall Lokjaw. Mas logo se percebe que os anos não fizerem muito bem a principal atração da noite. Di’Anno mostra esforço pra cantar e manter a postura no palco. Os anos de rock and roll maltrataram o vocalista. Contudo, como ele mesmo disse: “nice boys don´t play rock and roll“.

Falando nisso, a atitude do cara no palco continua a mesma. Conhecido por seu temperamento, ele alterava o humor em poucos segundos: de reclamações e xingamentos por problemas no microfone, para sorrisos e agradecimentos em bom português no final de cada música. Porém, ele reclamou mais do que sorriu. A toda hora resmungava que o público estava muito quieto, que não estavam agitando. Parecia não entender que o atraso no show tinha cansado boa parte do público que estava ali a mais de 5 horas.

Mas em meio a tudo isso, os clássicos do Iron Maiden era executados. Enquanto as músicas eram tocadas, qualquer ponto negativo era esquecido. Murders in the Rue Morgue, Strange World e Remember Tomorrow foram só algumas das alegrias proporcionadas por ele. Di’Anno também cantou algumas composições de sua carreira solo, como Mad Man in the Attic e Children of Madness. Entretanto, que o pessoal queria ver mesmo eram as músicas do tempo da Donzela de Ferro.

O que chama a atenção era a mágoa que ele mostrava ao falar da banda que o projetou. Algumas vezes, referiu-se ao Maiden como as Spice Girls. Pode ser apenas por diversão, mas dá pra sentir a maldade nas palavras dele.

Na sequência do show, Charlotte the Harlot veio para quebrar tudo, seguida por Killers e Phantom of The Opera. E não parou por aí: Iron Maiden e Running Free mostraram que o pouco tempo que ele esteve no Iron Maiden foram suficientes para eternizar clássicos. Transylvania veio para dar uma folga pro cara e ele poder respirar um pouco fumando um cigarro. A volta veio com força no cover dos Ramones Blitzkrieg Bop e o encerramento com Sanctuary.

Paul Di’Anno sai do palco cansado. Contudo, deixa mais uma vez aos metaleiros gaúchos um ótimo show, mostrando que os anos não tiraram as características que marcou a passagem dele por uma das maiores bandas do mundo.

Setlist:
The Ides Of March
Wrathchild
Prowler
Marshall Lokjaw
Murders In The Rue Morgue
Mad Man In The Attic
Strange World
The Beast Arises
Children Of Madness
Genghis Khan
Remember Tomorrow
Faith Healer
A Song For You
Charlotte The Harlot
Killers
Phantom Of The Opera
Iron Maiden
Running Free
Transylvania
Blitzkrieg Bop (Ramones)
Sanctuary

Porto Alegre, 08 de Agosto 2010

Por: Carlos Porto

Fotos: Carlos Porto

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