Ivete Sangalo levanta o Gigantinho

Sexta-feira, dia 01 de Outubro e Porto Alegre recebe a maior artista brasileira da atualidade: Ivete Sangalo traz à capital sua turnê “Ivete Tour 2010” e, como era de se esperar, levantou o Gigantinho.

    A noite começou com um atraso de quase uma hora. Pouco depois do horário previsto, 21h, um conhecido jornalista gaúcho postou no Twitter a informação de que o avião de Ivete Sangalo tinha acabado de pousar em Porto Alegre, o que causou certa apreensão. Eram 21h55 quando as luzes se apagaram para receber a cantora.    Uma introdução de guitarra muito bem timbrada e com execução excelente dá o pontapé inicial com “Na Base do Beijo”. Do fundo do palco, em uma pequena passarela surge Ivete, arrancando aplausos. Com um vestido curto e cheio de brilhos, a baiana impressiona também pelo visual, especialmente em uma “reboladinha” proposital ao final da canção. Na seqüência, “Cadê Dalila?”, com uma surpreendente introdução de guitarra pesada, também agradou.

    O Gigantinho é conhecido por seus problemas em relação ao som. A cobertura é alta e a acústica não é favorável. No entanto, os profissionais responsáveis pelo som fizeram um belo trabalho. Era possível distinguir todos os instrumentos, inclusive a percussão (fundamental no som de Ivete e um instrumento que nem sempre recebe a atenção devida).

“Levada Louca” trouxe o carnaval de Salvador a Porto Alegre, bem como “Pererê”, que manteve o clima de festa.
Após um gesto caricato batendo no peito e fazendo referência a um ataque cardíaco, a cantora se dirige ao público pela primeira vez: “É isso que vocês querem? É isso? Me jogar na parede e me chamar de lagartixa? Toda vez que eu venho a Porto Alegre eu sei que vai ser bom” diz a cantora, ovacionada, que brinca “Minha música de trabalho inclusive fala disso: meu nome é I-VE-TCHÊ”.
 
A partir dali foi um desfile de hits que embalaram festas nos últimos 10 anos no Brasil: “Berimbau Metalizado”, “Acelera”, “Sorte Grande (Poeira)” (música mais cantada da noite), “Festa”, “Lobo Mau” e “Toda Boa” fizeram com que o público não parasse um minuto. Em “Completo” Ivete não conteve a emoção e chorou. “Essas lágrimas são de emoção, de alegria. Nunca de tristeza”, justificou.
 
Houve espaço ainda para três versões: devidamente convertidas em Axé, Ivete interpretou canções de Tim Maia (“Não Quero Dinheiro”) e Frenéticas (“Dancing Days”), além da surpreendente versão de “Human Nature”, de Michael Jackson.

    Ao final de mais de uma hora e meia de show, Ivete se despede com “Arerê”, grande sucesso da Banda Eva, e “País Tropical”, de Jorge Ben Jor. Não houve bis.

    Durante quase 100 minutos Ivete Sangalo pula, agita, dança e canta, sem desafinar. Se mostra uma artista completa, transformando Porto Alegre em uma grande micareta, em pleno mês de outubro. Dona de uma imensa base de fãs, Ivete se mantém entre os maiores cachês da atualidade no Brasil, lotando grandes espaços e conduzindo seu público muito bem.

Dentro de sua proposta, ninguém a supera.
 
Por: Marcel Bittencourt
Fotos: Fabiana Menine
 

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