Millencolin: Noite especial para os fãs de Hardcore

Mais uma vez a Abstratti Produtora traz a Porto Alegre uma atração internacional: Desta vez os suecos do Millencolin foram os donos da noite. Em turnê que comemora os 10 anos do clássico álbum “Pennybridge Pioneers”, a banda fez um show curto, de cerca de 1h20min, mas que deixou os fãs gaúchos plenamente satisfeitos com uma banda que, no palco, dá tudo de si.A noite começou com duas bandas de abertura: Paylester, já veterana da cena HC gaúcha, levantou o público com seu hardcore forte e direto, com interessantes dobras de guitarra. Já os paulistas da Take Off The Halter pecaram pela falta de originalidade e pela mórbida semelhança (musical e performática) com uma grande banda do HC nacional. Ambas, infelizmente, foram bastante prejudicadas pela má qualidade do som.

Após uma demorada troca de palco (pouco mais de meia hora) por volta das 22h15 o Millencolin sobe ao palco para “No Cigar”, que abre “Pennybridge Pioneers”. A canção, que se tornou bastante popular através do game “Tony Hawk’s Pro Skater 2”, levantou o público de cara e foi uma das mais aclamadas da noite. Já na abertura é possível perceber claramente: ninguém canta mais alto que os fãs do Millencolin.

Em matéria de performance, o guitarrista Mathias Färm se destaca, mexendo com o público a beira do palco e permitindo, inclusive, que os fãs toquem em sua guitarra (coisa que, definitivamente, poucos permitem).

O repertório da primeira parte da apresentação, conforme previsto, foi o “Pennybridge Pioneers” na íntegra e na ordem, sempre com participação ativa e estrondosa do público, que se destacou especialmente em “Penguins and Polarbears”.  Antes de “Pepper”, o vocalista e baixista Nikola Sarcevic cita alguns times brasileiros de futebol e é vaiado. Alguém, então, joga no palco uma manta da “Geral do Grêmio”.  O vocalista prontamente estende a manta, sob aplausos gremistas e vaias coloradas.  Sarcevic, então veste a manda ao redor do pescoço, para delírio da torcida tricolor. Em meio a “Pepper”, deixa o acessório de lado, jogando-o no canto do palco.

O encerramento, com a belíssima “The Ballad”, com Nikola ao violão e Erik Ohlsson no baixo. Pode-se perceber, inclusive, nítida diferença de estilo e pegada de Ohlsson em comparação a Sarcevic no baixo. “The Ballad” foi, também, um dos pontos altos da apresentação.

Após breve intervalo o Mellincolin retorna com “Story Of My Life”, do álbum “Life On a Plate”. Sem tempo para muita conversa, os suecos emendam “Friends ´Til The End”, “Random I Am”, “Vixen” e “Killercrunch”, para então encerrar com a excelente “Mr. Clean”, cantada pelo guitarrista Mathias Färm. Para alegria geral, a banda retorna para um segundo bis. O encerramento com chave de ouro ficou por conta de “Bullion” e “Black Eye”.

Depois de dois anos o Millencolin retornou a Porto Alegre em uma turnê especial. Mais do que a comemoração de um disco especial, a banda sueca trouxe um show de Hardcore como deve ser: energia, diversão e muitos clássicos. Mas a verdade há de ser dita: a grande estrela, responsável por boa parte do brilho em um show do Millencolin, ainda é o seu público.

Parabéns aos fãs gaúchos.

 

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

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