Creedence Clearwater Revisited em 90 minutos de clássicos

Feriado em Porto Alegre e enquanto muitos ainda retornavam do litoral o Teatro do Bourbon Country recebia uma atração especial: o Creedence Clearwater Revisited (banda formada pelo baixista Stu Cook e pelo baterista Doug “Cosmo”, membros originais do Creedence Clearwater Revival), cujo repertório é composto inteiramente por clássicos da banda americana. Para encarar o desafio, Stu e Doug recrutaram os excelentes John “The Bulldog” Tristao (vocal e guitarra), Elliot Easton (guitarra) e o competente multi-instrumentista Steve Gunner .A apresentação começou pouco depois das 21h, como o de costume no Teatro do Bourbon Country. Totalmente lotado, o aplauso às primeiras notas de “Born On The Bayou” foi ensurdecedor. Um público totalmente devoto e heterogêneo esperava para apreciar grandes clássicos que ultrapassaram décadas.

A grande dúvida para os que ainda não conheciam o trabalho do Revisited era: conseguiria a banda suprir a falta de John Fogerty, dono de um timbre de voz tão singular? A resposta, para a surpresa de muitos, foi positiva. John “The Bulldog” Tristao arrancou ainda mais aplausos com sua voz bastante semelhante à do vocalista original. Não havia mais dúvidas: tratava-se de uma apresentação do Creedence. Na seqüência, “Green River” e “Cotton Fields”.

Como bom gringo, Tristao cumprimenta: “Boa noite Porto Alegra”. A banda não deu muito intervalo para conversas, empilhando clássicos: “Comotion” serviu de passagem para uma trinca de sucessos incontestáveis: “Who’ll Stop The Rain”, interpretada de forma emocionante por Bulldog, “Susie Q”, com um fantástico solo do guitarrista Elliot Easton e “Hey Tonight” levantaram o público do Teatro do Bourbon Country.

“Nós estamos muito felizes em estar de volta na sua cidade, no seu país. Nós realmente apreciamos tudo aqui, gostamos da cidade, gostamos do clima, gostamos da comida, das garotas… Realmente apreciamos”, disse o baixista Stu Cook.

Antes de “Long as I Can See The Light” Stu Cook apresenta a banda, deixando por ultimo seu “irmão por mais de 40 anos” Doug “Cosmo”. Doug então deixa a bateria para assumir o microfone falando belas palavras sobre seguir seus sonhos, manter a esperança e nunca desistir. Foi ovacionado ao concluir o discurso com um bonito abraço em Cook, que contagiou a platéia por sua sinceridade e emoção.

A primeira parte da apresentação é concluída com outra seqüência matadora:  “Down On The Corner”, “Looking Out My Back Door”, “I Heard It Through the Grapevine” (com mais um solo espetacular de Easton), “Midnight Special”, “Bad Moon Rising”, “Proud Mary” e “Fortunate Son”.

Retornando para o bis a banda manda seu maior clássico: encravada no inconsciente coletivo, “Have You Ever Seen The Rain” foi uma das canções mais cantadas da noite. E o encerramento totalmente Rock and Roll ficou por conta de “Travelling Band”, o tradicional cover de Little Richard “Good Golly Miss Molly” e “Up Around The Bend”, fechando exatos 90 minutos de apresentação com 90 minutos de sucessos.

Mais do que uma banda que vive do passado, o Creedence Clearwater Revisited é uma banda que mantém viva a obra do Creedence, proporcionando aos que não viveram aquela época a oportunidade de assistir essas composições ao vivo por quem de fato fez parte daquela história. Os fãs podem continuar sonhando com uma reunião com John Fogerty, mas o fato é que Porto Alegre assistiu uma apresentação bastante convincente de uma banda que merece utilizar o nome Creedence.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

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