Cradle of Filth: Estréia marcante em Porto Alegre

 
Domingo, 19 de Dezembro. O encerramento de um ano bastante satisfatório para os fãs de Black Metal  (que contou com Enthroned, Gorgoroth, Vader, Ragarok, Marduk e Ad Hominem) foi com uma das bandas mais populares do estilo: pela primeira vez, o Cradle of Filth se apresentou em Porto Alegre, trazendo a turnê do álbum ‘Darkly, Darkly, Venus Aversa’.
Contando com Dani Filth (voz),  Paul Allender e James McIlroy (guitarras), David Pybus (baixo), Martin Skaroupka (bateria) e Ashley Ellyllon (teclado) o sempre polêmico, o Cradle of Filth divide opiniões: Os rótulos ao seu som são sempre algo complicado de se instituir. Desde apenas “Black Metal” até rótulos com divesas palavras (sempre com o sufixo “metal”), definir o som da banda sempre causa confusão. Banda de maior sucesso comercial em seu gênero, chegou a fazer parte do cast da Sony Music e, por conta disso, foi bastante criticada pelos fãs mais radicais.
 
A abertura ficou a cargo dos gaúchos da Frost Despair, banda gaúcha de Metal Extremo fundada em 2009. Tem em sua formação Odommok (vocais), Flávia Schmith (vocais sopranos), Agammenomm (teclado/piano), Renan (guita), Lair Raupp (guita), Rodrigo Marques (baixo) e Matt (batera). Com um show curto, de pouco menos de 30 minutos, a banda mostrou muita personalidade para quem tem menos de dois anos de atividade. Destaque para a potência vocal de Odommok.
 
Pouco antes do horário anunciado, às 21h58, o Cradle of Filth sobe ao palco para “The Cult of Venus Aversa”, do álbum mais recente “Darkly, Darkly,Venus Aversa”. Logo no primeiro momento o Cradle of Filth impressiona pelo visual impecável, que acrescenta muito ao show. Paul Allender e James McIlroy (guitarras), David Pybus (baixo), Martin Skaroupka (bateria) e Ashley Ellyllon (teclado) tomam o palco do Opinião para só após a introdução instrumental ele, Dani Filth (vocais) berrar as primeira frases da música de abertura.
 
Na primeira metade do show a banda se mostra muito forte e coesa. Apesar de prejudicadas pelo som (especialmente pelas guitarras, bastante baixas) o Cradle of Filth é convincente e cheio da energia malévola a qual se propõem. Conforme a banda vem executando em sua turnê sul-americana, “Honey and Sulphur” e “Her Ghost in the Fog” dão seqüência à apresentação. “Forgive me Father, I Have Sinned” promove verdadeira catarse no Opinião e pode ser considerada o primeiro grande momento da apresentação, passado o impacto da chegada da banda.
 
O repertório do Cradle of Filth foi o mesmo do show de São Paulo (ocorrido na noite anterior), contando apenas com pequenas alterações na ordem da quinta a oitava música. Em Porto Alegre os fãs tiverem que esperar um pouco mais pela clássica “Nymphetamine”, disparadamente a música de melhor receptividade do público naquela noite. Foi também “Nymphetamine” a última música que pode ser considerada uma boa interpretação do vocalista Dani Filth. A voz de Dani, que já havia apresentado pequenos sinais de deterioração antes, a partir de “Lilith Immaculate” falhou de forma realmente visível.  A péssima performance de Dani Filth na segunda metade do show pode até ter passado despercebida pelos fãs, emocionados com a presença dos ingleses, mas foi algo que  comprometeu, e muito, a apresentação da banda.
 
“The Twisted Nails of Faith” fechou a primeira parte da apresentação da banda inglesa. Após um longo intervalo, a banda retorna sob a introdução instrumental “Ave Satani” para então levantar o público com “Cruelty Brought Three Orchids”. Mesmo sem conseguir executar os tons agudos (nos graves ele se mantinha bem), Dani Filth não se intimidou e manteve o setlist previsto, com “Ebony Dressed for Sunset”, “The Forrest Whispers My Name” (outro ponto alto da apresentação, com o público cantando de forma estrondosa) e, para encerrar, “From the Cradle to Enslave”.
 
Após pouco mais de 90 minutos e apenas 15 músicas o Cradle of Filth se despede dos fãs gaúchos, deixando uma sensação de satisfação por terem presenciado uma das bandas mais importantes de seu estilo. Tanto musical quanto teatralmente, a banda convence por sua intensidade e sua competência. Apesar da performance vocal bastante insuficiente de Dani Filth, não deixou de ser um bom fechamento para um ótimo ano de shows em Porto Alegre.
 
Não é exagerado dizer que os fãs saíram satisfeitos. No entanto, seria justo que presenciassem uma apresentação não apenas instrumentalmente perfeita.
 
Por: Marcel Bittencourt
 

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7 Comments

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  2. Alfredo

    Ótima resenha, contudo, Dani Filth foi mais prejudicado que os guitarristas. Visivelmente no show ele pedia mais volume. Talvez por isso ele tenha falhado tão cedo.

    Ótimas fotos também. Parabéns à equipe.

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  3. Alessandro

    Essa noite foi memorável pelo público presente. Não lotou como no primeiro show do Marduk. O som do Opinião infelizmente continua a falhar com os grandes músicos que tocam. Poucas bandas tiveram êxito em relação a qualidade de som. Dani Filth tem estrada e sua voz realmente não é mais a mesma, mas isso não ofuscou o grande trabalho dos álbuns nesses quase 20 anos de carreira. Negras saudações!

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    Odommok Responde:

    Um dos maiores problemas com certeza foi o calor. Agradeço em nome da Frost Despair a aceitação do público da noite!

    Odommok

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    Gorgoroth Responde:

    Nossa esse cara ae vai a um show de black metal e reclama do calor??
    Quer conforto, vá ao cruzeiro do Roberto Carlos! Vc acha que quando for pro inferno lá vai ter alguma brisa de certo! bbbbrrrrrrrr! Esse deve ser do Playboy Black Metal!!!!

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  4. Aline Ramos

    Bah não sei se tava calor ou frio o que importa é que eu estava pertinho dos caras que fazem parte da minha vida!Para os fãs de Cradle of Filth nada se perde, se ganha.Se estava baixo as guitarras não interessa,e se o vocal de Dani filth não é mais o mesmo é pq o tempo passa,pois nada é eterno!Amei tudo, não tenho reclamações……..
    Parabéns as fotos ficaram otimas!

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