Pop Music Festival pela primeira vez no Brasil

Sabe aqueles festivais que tu ficas contando os dias para chegar só por causa do peso das atrações? Não, não estou falando do FatDuo, nem do César Menotti e Fabiano. Eu quis dizer peso no sentido figurado. De serem famosas. Então voltando ao assunto, o Pop Music Festival tem tudo para ser assim, um dos maiores festivais no Brasil.

O Pop Music Festival veio pela primeira vez para o Brasil e a primeira parada dele foi em Porto Alegre trazendo como atrações Chimarruts, Train, Ziggy Marley, Shakira e FatBoy Slim. O mais interessante foi ver a mescla de público que foi para ver uma atração específica e acabou ficando para as outras. Não preciso comentar que pelo menos 70% dos ingressos vendidos foram para as pessoas querendo ver os requebrados da Shakira, né?

As 18h em ponto, como combinado, Chimarruts subiu no palco para abrir os trabalhos do evento. Com a FIERGS ainda enchendo, os gaúchos cantaram sucessos como Chapéu de Palha e Do Lado de Cá, mesclaram com covers como Meu Erro, do Paralamas, abriram com Nova Ordem, nova música de trabalho, e fecharam com Deixa Chover. Um show simples, de meia hora, sem pecar e com a personalidade de quem conhece bem o público com quem está lidando. A banda deixou o palco para abrir espaço para o Train.

E quando os últimos raios de sol insistiam em aparecer, ao longe se escutou o barulho de uma locomotiva, vindo diretamente para o público. Era a deixa para o Train entrar no palco e fazer a alegria da galera. Com uma apresentação super dançante e carismática, a banda americana cantou e encantou o público gaúcho. Abriram o show com If It's Love e o hit Get To Me, antes de apresentarem Save Me, San Francisco, caindo mais para o lado country e emendando com She's On Fire.

Menção honrosa para está música pouco conhecida que fez a galera dançar muito no Estacionamento da FIERGS, além do vocalista Patrick Monaham, em um português bem arranhado, ter convidado seis garotas para subir no palco para cantar e dançar ao som da música. As seis gurias receberam camisetas de Trainettes no final da apreentação. O grupo ainda fez um cover de Umbrella da Rihanna, antes do vocalista resolver dar uma voltinha pela área premium enquanto cantava Marry Me, para azar dos seguranças. O encerramento contou com dois sucessos da banda, Drops of Jupiter, de 2000, e Hey Soul Sister, que fez o público cantar em coro.

Exatamente às 20h10, Ziggy Marley entrou no palco. Abriu o show com Tomorrow People e quando parecia que tudo seria lindo, ele seguiu com as nada conhecidas Look Who's Dancing e Justice. O público se aquietou um pouco, ainda mais devido o tempo que fazia que a grande maioria estava ali. O público só se agitou novamente quando o filho do rei do reggae cantou a primeira música do pai, Get Up, Stand Up. E como se fosse um gráfico, o público foi ao pico e baixou de novo quando veio Be Free, subiu com Lively Up Yourself e morreu com Black Cat. As quatro músicas finais fizeram a plateia acordar de novo, Ziggy emendou True to Myself, Is This Love, Love is My Religion e Dragonfly direto para levantar novamente a galera. Nem sempre filho de peixe, peixinho é. Prova disso é as músicas do Bob terem sido as que o público visivelmente mais gostou.

O show mais esperado da noite atrasou propositalmente 30 minutos, em função das milhares de pessoas que ainda estavam esperando para entrar na FIERGS, que no final juntou quase 23 mil pessoas. Shakira apareceu para o público às 22h10, saindo do meio da platéia e subindo na plataforma preparada para ela. O show foi repleto de sucessos de todas as épocas da cantora, com maior ênfase em She Wolf, de 2009, e Sale El Sol, de 2010. A colombiana abriu o show com uma faixa de Pies Descalzos(1996), a Pienso En Ti, vestida toda de rosa. Já no palco a cantora abriu o vestido e mostrou seu traje característico: uma calça preta super justa e uma blusa dourada. Depois de Años Luz e uma apresentação com um leque, Shakira resolveu conversar com o público com um português fluente e com pouquíssimo sotaque. "Meu único desejo essa noite é que vocês se divirtam. Estou aqui para satisfazê-los. Essa noite eu sou gaúcha", afirmou ela fazendo o regionalismo do público falar mais alto. Incrivelmente não rolou nenhum gritou de "Ah, eu sou gaucho".

Shakira preparou um set list repleto de sucessos e fez com que a plateia participasse ativamente, principalmente quano chamou quatro fãs ao palco para dançar com ela ao som de Whenever, Wherever. A surpresa da noite foi o cover de Nothing Else Matters, do Metallica, com direito a um solo de violino e contrabaixo da banda supercompetente da cantora, acompanhado do ritmo latino do bombo. No final da apresentação ainda rolou uma atuação em que a Shakira morria e ressucitava ao ouvir o som das batucadas, juntando tudo com a música Despedida, que ela fez especialmente para o filme de Gabriel Gárcia Marquez, O Amor Nos Tempos de Cólera.

Com quatro trocas de roupa, Shakira abusou da sensualidade exibindo boa forma e uma infinidade de movimentos de dança do ventre, na música Ojos Así, que encerrou o show. Loca e She Wolf ela se apresentou acompanhada de duas dançarinas que acompanhavam a coreografia perfeitamente(http://www.youtube.com/watch?v=ydEsiCCHSks). A cantora preparou um bis com Antes de Las Seis, usando um vestido azul, Hips Don't Lie e Waka Waka, na apresentação desta última canção vários fãs, selecionados por meio de vídeo, subiram ao palco para dançar a coreografia da música junto com a cantora.

Set list:
Pienso en Ti
Años Luz
Te Dejo Madrid
Si Te Vas
Whenever, Wherever
Inevitable
Nothing Else Matters/Despedida
Gypsy
La Tortura
Ciega, Sordomuda
Sale El Sol
Las de La Intuicion
Loca
She Wolf
Ojos Así

Bis

Antes de Las Seis
Hips Don't Lie
Waka Waka

Por: Uriel Gonçalves

Fotos: Uriel Gonçalves

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