Avenged Sevenfold explode a Casa do Gaúcho em Porto Alegre

 Existem bandas que não têm público ou fãs. Têm, sim, adoradores. O Avenged Sevenfold é um bom exemplo disso. Com seis álbuns na bagagem, se popularizou após a assinatura do contrato com a Warner Bros. em 2005. Seu último álbum, “Nightmare”, vem recebendo excelentes críticas e contou com Mike Portnoy (ex-Dream Theater) substituindo seu saudoso baterista Jimmy “The Rev” Sullivan, falecido em 2009.

A noite começa com um atraso na abertura dos portões, o que faz com que os gaúchos da Trill só subam ao palco após as 21h. Sob os gritos de “Sevenfold” a banda precisou de personalidade para enfrentar a massa de fãs do Avenged. Ainda assim, mesmo com um estilo bastante diferente dos americanos, passeando entre o metal e o emocore, a banda fez sua apresentação sem grandes problemas por pouco mais de 30 minutos, aquecendo o público para a atração de fundo. Após o show de abertura, um momento de tensão: um membro da produção local acompanhado de um integrante da produção do Avenged Sevenfold sobe ao palco para pedir que o público se afastasse um pouco do palco. Algumas pessoas estavam sendo esmagadas contra a grade e, numa medida de segurança, foi solicitada a compreensão de todos. Essa medida durou mais de 5 minutos.      

Pouco depois das 22h o Avenged Sevenfold entra no palco fazendo a Casa do Gaúcho explodir. A massa sonora produzida pelo público predominantemente adolescente do Sevenfold foi algo bem próximo do ensurdecedor, principalmente pela música escolhida para abrir o set: “Nightmare“, single do álbum de mesmo nome, foi uma porrada violenta da qual pouco se pode ouvir da voz de M. Shadows. O público assumiu os vocais desta música.

Apesar de o som se mostrar muito ruim na Casa do Gaúcho, a iluminação foi um show a parte, perfeitamente sincronizada com cada trecho e enriquecendo muito o espetáculo. Na seqüência, “Critical Accalaim” foi igualmente bem recebida.

“Quem aqui está pela primeira vez em um show do Sevenfold?” pergunta Shadows. “Então, sejam bem vindos à família!”. Naturalmente, “Welcome to the Family” fez com que todos se sentissem, ainda mais, parte daquele espetáculo.

A estrutura do palco também surpreendeu: sem amplificadores (que ficavam ao lado do palco, junto à equipe técnica) havia apenas caixas de retorno. Com mais espaço, o palco foi preenchido com plataformas (nas laterais e ao fundo) três praticáveis (à frente, usados principalmente por Shadows e Gates). Essa estrutura permitia melhor visualização dos integrantes do Avenged por todos os presentes.

O repertório seguiu a linha do que vinha sendo apresentado na turnê brasileira. Destaque para “Afterlife” e “Unholy Confessions”, que fechou a primeira parte da apresentação.  No entanto, ao retornar para o bis, a banda surpreende, levando alguns fãs às lágrimas. Ao ouvirem os gritos massivos de “Little Piece! Little Piece!” a banda cede aos apelos “Ok, ok… Só para vocês!”, diz Shadows para introduzir “A Little Piece of Heaven”, que ainda não havia sido executada na turnê sul-americana. Realmente os gaúchos foram presenteados com um dos momentos mais especiais da turnê do Avenged Sevenfold.

Após deixar o palco novamente a banda retorna, aí sim, para o bis que vinha sendo executado até então: “Fiction” e “Save Me” fecharam o show mais longo da tour, com quase 100 minutos.

A banda que conseguiu angariar uma legião de fãs tão devotos e tão fanáticos fez uma apresentação histórica. O Heavy Metal moderno e inovador do Avenged Sevenfold não vem se popularizando à toa. A banda é extremamente forte no palco e é dona de um show que impressiona até mesmo a quem não é fã. A competência da banda e, especialmente, de seu vocalista M. Shadows são algo realmente impressionante e fora do comum. Certamente Porto Alegre presenciou uma apresentação de uma das melhores bandas da nova safra.

Que venha o próximo.   

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Karina Kohl

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6 Comments

  1. Paula Biazus

    Duas correções: os amplificadores estavam embaixo do palco e o grito foi “Piece of Heaven” (não muda muito, mas “Little Piece” foi o pedido das outras cidades e ignorado).

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  2. Guilherme

    Realmente, foi um show histórico!!!

    A turne brasileira foi encerrada com chave de ouro nesse show em PoA!!!

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  3. Joana B.

    Cara, esse show foi demais. Já vai fazer um ano daqui a pouco…
    Ler a reportagem me trouxe de volta os arrepios do dia, haha.
    Esperamos que eles voltem em breve pra explodir a Casa do Gaúcho de novo.

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    Leonardo Responde:

    Muito Verdade. Veio todo o filme inesquecivel, melhor semana de aniversario. Um dos melhores Show do ano que fui. Muito loko.

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    carlos Responde:

    Mas que da próxima vez não seja lá denovo, poderiam ter feito num lugar maior com mais espaço, etc., porque pra eles venderem uns 10.000 ingressos não é tão dificil.

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