Sublime With Rome: apresentação duvidosa no Pepsi On Stage.

 

 

Noite de quarta-feira em Porto Alegre e a noite é de celebração: o Sublime With Rome, banda formada pelos integrantes remanescentes do  Sublime (que perdeu o vocalista Bradley Nowell em 1999, morto por overdose) e que conta, agora, com um novo vocalista, Rome Ramirez, se apresentou pela primeira vez em Porto Alegre. O que era para ser uma noite de festa acabou por se caracterizar por uma apresentação, no mínimo, duvidosa.

A abertura ficou a cargo da banda Second Hand, bastante conhecida por seu trabalho como banda tributo ao Sublime, mas que nesta ocasião optou por um repertório diferenciado e cumpriu bem o papel de aquecer o público. Nos 30 minutos que lhes foram  disponibilizados, o que se viu foi uma banda preparada para a responsabilidade que assumiram. Um bom show de abertura.

    Pouco depois das 23h o Sublime With Rome sobe ao palco. Para a surpresa dos desavisados, sem o baterista Bud Gaugh, que não veio para a turnê sul-americana e foi substituído por Matt Ochoa, da banda Dirty Heads. Chamaram à atenção as camisetas do baixista Eric Wilson e de Rome. Wilson usava uma camiseta do Boca Juniors, enquanto Rome subiu ao palco com uma dos Raimundos.

    Seria ótimo se fosse possível descrever o show do Sublime With Rome com elogios, afinal, representam uma das maiores e melhores bandas de seu estilo. No entanto, o que se viu foi apenas um arremedo do Sublime original. O som estava ruim, a iluminação recebeu atenção, a banda tocou clássicos sem vontade, a performance dos músicos não foi boa e os arranjos foram apresentados preguiçosamente, fazendo com que muitas das composições que em estúdio soam muito bem, ao vivo soassem fracas e repetitivas.

    O grande show naquela noite ficou por conta dos fãs, que mesmo não recebendo muito respeito e consideração da banda (principalmente no que se refere ao carrancudo baixista Eric Wilson), fez sua parte e celebrou a história do sublime com fervor, especialmente nos maiores clássicos: “What I Got” (que ganhou um trecho onde apenas o público cantou)  e “Santeria”, que fechou a apresentação.

    Sem grande brilhantismo, o que se viu foi isso. Uma banda cumprindo expediente.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

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