Mr. Big: apresentação histórica no Opinião

   

 

Noite de temperatura amena em Porto Alegre e a cidade recebe mais uma apresentação memorável: após anos de espera os americanos do Mr. Big fizeram história no último domingo, dia 10 de Julho. As quase duas mil pessoas que literalmente lotaram o Opinião presenciaram um show que pode ser alocado seguramente entre o impressionante e o sobrenatural.

Pouco antes do horário previsto, às 21h55min, as luzes se apagam para uma breve introdução antes da entrada triunfal: Um a um Pat Torpey (bateria), Paul Gilbert (guitarra), Billy Sheehan (baixo) e Eric Martin (vocal) sobem ao palco para “Daddy, Brother, Lover, Little Boy” e sua tradicional (e sempre impressionante) performance onde Gilbert e Sheehan solam fazendo uso de furadeiras. O público fez sua parte, cantando “Daddy, Brother…” do início ao fim, além de ovacionar, justificadamente, Gilbert e Sheehan no momento oportuno. Na seqüência, “Green-Tinted Sixties Mind”, outro clássico, foi igualmente bem recebida pelo público.

    Em apenas duas canções já era possível sentir o gosto do que viria a seguir: uma apresentação perfeita. A nitidez do som e qualidade da iluminação impressionavam. Os a sonoridade de todos os instrumentos era clara, os timbres muito bem escolhidos e a voz de Eric Martin, que completava o time, também não deixou nada a desejar.

    Com um repertório de clássicos permeado por algumas canções do álbum mais recente (“What If…” de 2010) o Mr. Big manteve o pique da apresentação do início ao fim. Destaque para “Alive and Kicking”, “Just Take My Heart” e “Road to Ruin”.  Durante todo o show Gilbert e Sheehan desfilaram técnica e virtuosismo, soando sempre brilhantes e nunca cansativos. Até mesmo nos solos (foram três, um de Sheehan, um de Gilbert e um, mais curto, em dupla) os responsáveis pelas cordas do Mr. Big conseguiram prender a atenção do público e agradar muito mais do que a si mesmos.

    Após o impressionante solo de Billy Sheenah seguido do não menos espetacular duelo deste com Paul Gilbert, a banda fecha a primeira parte da apresentação com outro clássico absoluto: “Addicted to That Rush”.

    Mas o melhor ainda estava por vir: para o bis, o Mr. Big optou pelos maiores hits: as baladas “To Be With You” e “Wild World” (grandes sucessos comerciais da banda no Brasil) e a ótima “Colorado Bulldog” responderam pelo ponto mais alto da apresentação, fazendo o Opinião explodir. Com um novo retorno, o encerramento ficou por conta de dois covers inusitados: no primeiro, “Smoke on the Water”, do Deep Purple, a banda tocou com os instrumentos trocados: Paul Gilbert assumiu a bateria, Pat Torpey o baixo, Eric Martin a guitarra e Billy Sheehan os vocais. No momento do solo, nova troca: Martin assume o baixo e Sheehan a guitarra, para no retorno Torpey tomar o microfone. Uma versão realmente impressionante. No segundo, sob os pedidos de “Shine” (canção da época em que Ritche Kotzen era o guitarrista) a banda mandou “Shy Boy”, cover do Talas (banda original de Sheehan) que se popularizou com a versão de David Lee Roth no clássico álbum “Eat’em And Smile”. Simplesmente destruidor.  

 Pouco depois da meia noite, com horas e dez minutos de um verdadeiro show de Rock, os fãs do Mr.Big deixaram o Opinião de alma lavada pelo Hard Rock virtuoso do grupo americano.  Uma apresentação memorável, muito acima da média e que deixou à maioria com a sensação de que a banda precisa retornar à cidade o quanto antes. E com mais freqüência.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Karina Kohl

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