Black Label Society: Monstruoso.

No ultimo domingo, dia 14 de Agosto, o Opinião recebeu pela primeira vez o Black Label Society, banda capitaneada por Zakk Wylde, guitarrista que fez carreira por mais de uma década acompanhando Ozzy Osbourne. O show, que havia sido adiado em maio, compensou a espera com uma apresentação muito acima da linha, digna de entrar para a história do Rock pesado em Porto Alegre.

    Conforme previsto no cronograma do evento, às 21h subiram ao palco do Opinião os gaúchos da Draco, uma das principais bandas da cena alternativa gaúcha e integrante mais ativa do movimento Rock Pesado do Sul. Sem dar chance para o azar, a banda foi direto ao ponto, mandando seu som com competência. Dona de uma ótima performance de palco, a Draco não se intimidou perante à grande responsabilidade de abrir o show de uma de suas maiores influências e levantou o público, quebrando a resistência e ganhando novos fãs, provando ter sido uma excelente escolha, totalmente condizente com o que viria a seguir. Destaque para as excelentes “O Inferno é Aqui” e “Louco da Estrada”.

    De forma igualmente pontual, às 22h, as luzes se apagam para a atração principal.  Um a um  Mike Froedge (bateria),  Nick Catanese (guitarra) e John DeServio (baixo) sobem ao palco para “Crazy Horse”. Por último, surge o gigante Zakk Wylde, que pareceu ainda maior por conta do enorme cocar que adotou como adereço. Na sequência “Funeral Bell” e a clássica “Bleed For Me”, primeira canção a arrancar uma reação mais emocionada do público, que cantou o refrão de forma ensurdecedora.

    Após “Bleed For Me”, a única pausa para respirar: Zakk Wylde toma um copo de cerveja nacional enquanto Catanese e Froedge deixam o palco. Iluminado apenas por um holofote enquanto o resto do palco foi submetido à penumbra, Zakk senta-se ao teclado para um belíssimo solo que introduziu a não menos bela “Darkest Days”, do álbum “Order of the Black”. Também é importante destacar o excelente arranjo de baixo executado por DeServio. Sem dúvida alguma, um dos pontos altos da apresentação do Black Label.

    O solo de guitarra de Zakk Wylde serviu para mostrar por que é considerado um dos maiores guitarristas da atualidwsade. Repleto de técnica, velocidade e agressividade, Zakk solou por vários minutos, o que fez com que alguns fãs reclamassem enquanto outros fossem comprar cerveja. Mas houve também quem delirasse com tamanha precisão.

    Por fim, a sequência matadora “Suicide Messiah”, “Concrete Jungle” e “Stillborn” (que não poderia faltar) encerrou os trabalhos com exatos 90 minutos de jogo. Não houve bis.

    Com um dos show mais pesados que já passaram pelo Opinião e um volume apenas comparável às apresentações de Sebastian Bach e Motorhead no mesmo local, o Black Label Society proporcionou uma noite memorável aos fãs porto-alegrenses. Um show imponente, agressivo e monstruoso, à imagem e semelhança de seu líder e mentor Zakk Wylde.

    Que venha o próximo.

 

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Karina Kohl

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4 Comments

  1. Pingback: Fotos Black Label Society! 14 de Agosto

  2. Calvin Pontel

    Uma pequena correção: o baterista atual do Black Label Society é Johnny Kelly, no lugar de Will Hunt, que deixou a banda no ano passado, aliás, quem é Mike Froedge? Ele nunca tocou na banda.

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  3. Jose Ricardo

    Excelente show! Zakk é sensacional! Porém mais da metade do show não pode ser visto por muita gente que estava no local. Os produtores devem ter mais consiência antes de LOTAR TANTO um AMBIENTE PEQUENO. Circulei pelo local e pude constatar a quantidade de pssoas que não tinham a menor condição de ver o show tendo que assisti-lo em uma tv na descida da escada. Ao ser disponibilizado um numero grande de ingressos os produtores deveriam tranferir o evento um lugar maior. Mas, como sempre, “o público que se f***”!!! É uma vergonha! Um show desse nível, uma cidade como POA que JÁ ESTÀ no roteiro dos grandes shows internacionais, e os produtores ainda não entendem que o PÚBLICO FAZ PARTE DO SHOW, e deve ser tratado com respeito. SHOW nota 1000. Produção nota ZERO!!! (ou menos).

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