Noite Senhor F Especial: Campbell Trio e Black Drawing Chawks

Noite de quinta-feira e poucos privilegiados compareceram ao Opinião para prestigiar uma das maiores bandas independentes do país: recém chegados de uma turnê pela Inglaterra, os goianos do Black Drawing Chawks botaram pra quebrar, como lhes é habitual.

    Pouco depois das 23h a banda gaúcha Campbell Trio subiu ao palco para a abertura da noite. Com um som pesado, sujo e agressivo, a banda agradou os poucos que se arriscaram a chegar um pouco mais perto do palco. Na apresentação da Campbell havia pouco mais de 100 pessoas, espalhadas entre a pista e o bar, o que não intimidou em nada. O trio, muito bem ensaiado, mostrou personalidade e talento por pouco mais de 30 minutos.     Perto da meia-noite a atração principal, Black Drawing Chawks, sobe ao palco e começa em grande estilo com “Don’t Take My Beer”. A exemplo do que já havia acontecido na última apresentação da banda na cidade (em 2010, no Beco), a banda mostra ter fãs fiéis que conhecem bem as canções. Som e luz, impecáveis, também chamam a atenção, mas não mais do que o incrível crescimento da banda no que se refere à presença de palco. A energia e a força do Black Drawing no palco é absurda, tornando a performance explosiva.  Na sequencia, a quebradeira continua com “Finding Another Road”, “My Radio” e “The Legend”, todas do segundo álbum “Life is a Big Holiday For Us”.

    Tendo lançado apenas um registro ao vivo desde a última passagem por Porto Alegre, o repertório não apresentou novidades: a primeira metade da apresentação contou apenas com canções de  “Life is a Big Holiday For Us” e ainda as ótimas “Red Love” e “Simmer Down”, lançadas como single no ano passado.

    O maior sucesso da banda “My Favorote Way”, acabou sendo um momento controverso: enquanto o público deu show cantando a letra do início ao fim, o vocal de Victor foi muito prejudicado, a ponto de descaracterizar trechos importantes de “My Favorite Way”.

    Ao longo da segunda metade, mais músicas de “Big Deal”, álbum de estréia do Black Drawing Chawks. A banda optou pelas já clássicas “High and Smashed”, “Rising Sun in the Purple Sky Morning” e “Suicide Girl”, além da própria “Big Deal”.

    Após um pequeno intervalo a banda retorna para o bis, dizendo-se já sem repertório ensaiado. Atendendo a pedidos dos fãs mais próximos, finalizam com “Everything is Gonna Be Fine” e “I’m a Beast, I’m a Gun”, deixando seus fãs de alma lavada.

    O Black Drawing Chawks talvez seja hoje a banda nacional que melhor traduz a palavra Rock.  Ali não existem concessões, moldes, padrões ou qualquer preocupação com o mercado. É apenas música sendo executada por quatro caras da maneira mais honesta possível, sem efeitos, sem pirotecnia, sem frescura.

Para o Black Drawing Chawks a única regra é quebrar tudo.

    Que venha o próximo.

Por: Marcel Bittencourt

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