Os irmãos Hanson retornam à Porto Alegre

 

Nada de escolta policial como há 11 anos, nem mesmo programa ao vivo transmitido pela TVCOM, mas mesmo não tendo uma recepção de estrelas que figuram nos top 10, os irmãos Hanson vieram à Capital e fizeram um show digno de fã sair cantarolando as músicas por dias.

A turnê Shot it out chegou a Porto Alegre, sua primeira parada no Brasil, na sexta-feira (4), com algumas coisas diferentes. A bateria de Zac Hanson, por exemplo, não fica mais atrás. A disposição dos meninos no palco mudou: agora, Zac, Isaac e Taylor estão um ao lado do outro. Taylor segue como o vocalista principal e mais assediado pelas fãs (é ele quem recebe mais gritos da plateia), mas os três têm sua vez no palco, têm seus momentos solo, de encontro mais próximo com as fãs. Além disso, seguem se afirmando através de seus estilos: Zac adotou de vez um ar mais rebelde, desde o cabelo até a roupa; Taylor continua sendo o galã da turma, com camiseta mais pegada ao corpo e calça jeans; e Ike, o mais velho, abusa do ar sério, vestindo terno e gravata.

Passadas as impressões iniciais sobre o que mudou e o que continua na mesma vibração de anos atrás, o show, que começou pontualmente às 21h, seguiu a linha que todos os fãs que estavam na Casa do Gaúcho, junto ao Parque da Harmonia, esperavam: muitos hits intercalados por canções novas. 

Apesar dos gritos das fãs na entrada dos meninos, foi na segunda música, Where’s the love, que a plateia mostrou que era de fé, pulando sem parar e cantando não somente o refrão.

Entre as canções que mais fizeram os fãs delirar, estavam Save me, Lost without each other e If Only – esta fez, inclusive, os fãs (tanto os atuais quanto aqueles que acompanham a carreira dos irmãos de Tulsa desde 1997), cantarem mais enlouquecidamente do que o primeiro hit da banda, MMMBop.

A divisão dos irmãos no palco e a escolha do repertório parecem querer agradar os fãs da banda, mas também os fãs de cada um em particular. O único erro que essa democracia cai, no entanto, é deixar o vocalista principal na mesma importância do que os outros, o que faz com que o show fique sem um líder. Taylor, se caminhasse mais pelo palco, como fez só ao final do espetáculo, em vez de permanecer ao piano durante quase o tempo todo, seria um grande frontman.

Por: Tatiana Tavares

Fotos: Karina Kohl

 

 

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3 Comentários

  1. Ana

    O acerto dessa democracia está no fato de que o vocalista principal possui SIM a mesma importância do que os outros. Taylor não precisa estar na frente dos outros pra fazer um ótimo show e mostrar toda a sua liderança e o seu talento, e mesmo se ele estivesse na frente, não ocultaria nem um pouco o talento de Zac e Isaac. Eles têm papel de igual importância na banda.

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    Ruby Cherry Responde:

    Acredito no mesmo. Todos na banda têm a mesma participação e contribuem de forma igual pra compor, tocar e cantar. E aliás. Essa nova composição no palco é muito mais intimista e há mais interação com o seu público. E é a apresentação mais correta para a banda já que metade do show é apresentada de forma acústica.

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  2. M

    achei o final beeem desnecessario. a banda não tem um lider, e não tem necessidade nenhuma de ninguém ficar na frente ou andar mais pelo palco.
    e esse comentário sobre as roupas também…

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