O Rappa: desfilando hits no Pepsi On Stage.

   Noite de sexta-feira e o Pepsi On Stage recebe mais uma apresentação mais do que especial: O Rappa, banda carioca que invadiu as paradas de sucesso brasileiras na última década e que entrou em recesso em 2007, volta a Porto Alegre para mais um show lotado. A exemplo das outras vezes, casa cheia e platéia de alma lavada.    Como é de praxe nos shows da banda (pelo menos na capital gaúcha), houve atraso. Muito atraso. Desta vez, há de se dizer, um pouco menor. Foram apenas uma hora e quinze minutos. Já era sábado quando o vídeo promocional de um conhecida empresa aérea surgiu nos telões anunciando o retorno da banda. As luzes se apagam e a banda entra no palco para “Lado B, Lado A”, um dos maiores sucessos da carreira da banda. A musica, com batimento acelerado, levanta o público do Pepsi On Stage.  Desde o início, a má qualidade do som e da iluminação (que só foram melhorando ao longo da apresentação), ficou evidentes ao público.

    “Felicidade ver vocês de novo!”, declara Falcão antes da segunda canção do set, “Meu Mundo é o Barro”. Desfilando hits, o Rappa conquista o público a cada canção do set tanto pela performance intensa quanto pela popularidade de suas canções. Destaque para “Minha Alma”, “O que Sobrou do Céu”, “Me Deixa”, “Monstro Invisível” e “Hey Joe” (que teve a letra simpaticamente alterada para “onde é que você vai com esse chimarrão na mão”). No bis, destaque para “O Pescador de Ilusões, uma das canções que mais arrancaram euforia dos gaúchos durante a apresentação durante as mais de duas horas de show dos cariocas em solo gaúcho.

    A exemplo do que já havia acontecido na apresentação das bandas Down e Loaded na quarta-feira, o retorno do Rappa a Porto Alegre teve pontos altos e baixos bastante firmados em questões técnicas: enquanto a execução dos músicos e o entrosamento da banda foi excelente, som e luz deixaram a desejar, roubando brilho e prejudicando muito a qualidade do show. No entanto, o fato de a banda vir de uma longa pausa e de trazer sempre consigo um repertório recheado de hits radiofônicos acabou por tornar a apresentação satisfatória.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

Publicações Relacionadas

Comente

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *