Noite do Senhor F especial: Móveis Coloniais de Acaju

2011 tem sido excelente  para a banda Móveis Coloniais de Acaju. Afinal, abriram oficialmente e com destaque o Rock in Rio, gravaram dois clipes que geraram bastante repercussão (“Dois Sorrisos” e “O Tempo”, este último concorrendo ao VMB 2011 nas categorias Clipe do ano e Webclipe) e estiveram na estrada com uma frequência de dar inveja a muita banda do mainstream nacional. Foi assim que eles vieram pela segunda vez no ano para Porto Alegre, desta vez na turnê pelo Brasil que faz parte do projeto Rotas Musicais da Petrobrás. E, como era de se esperar, não decepcionaram.Com o imenso desafio (e a incrível capacidade) de equalizar um som que conta com nada menos que DEZ integrantes no palco, a banda entrou depois das 23h para fazer o que sabe como ninguém no Brasil hoje: um show animado, cheio de energia e autêntico. A presença de palco dos caras é um capítulo a parte; em alguns momentos, por conta da quantidade de pessoas se agitando ali em cima, fica até difícil acompanhar tudo o que acontece. Soma-se a isso um vocalista extremamente simpático e temos um dos melhores shows do cenário musical brasileiro na atualidade.

O setlist equilibrou as músicas mais conhecidas do primeiro (destaque para “Perca Peso”, “Copacabana” e “Aluga-se-Vende”) e do segundo (“Cheia de Manha”, “Café Com Leite” e “O Tempo”) discos, executadas de forma muito parecida com as gravações de estúdio. Novamente, mérito para a equipe da banda, que consegue equalizar tão bem tantos instrumentos.

No quesito diversão, não faltaram bons momentos: durante a execução de “Copacabana”, a tradicional roda em que participam os integrantes do grupo, que descem em meio ao público para coordenar esse momento apoteótico. Outro destaque foi a competição de “dança da cordinha”, com a banda usando o trompete como corda e deixando todo mundo participar, e com a música rolando! Além disso, trenzinhos na plateia e muita movimentação em cima do palco durante todas as músicas.

Para o bis, a Móveis deixou um cover muito bem executado: “Enter Sandman”, do Metallica. A música funciona muito bem, visto que tem identidade (ou seja, parece da banda mesmo), mas qualquer um que conhece a versão original reconhece automaticamente o que está escutando. Com “Indiferença”, a banda fechou a apresentação, não sem antes fazer a última integração com o público, na já conhecida emulação dos metais só nas vozes da plateia.

Para quem ainda não assistiu a um show da banda ao vivo, fica a recomendação. Para quem já assistiu, o negócio é ir treinando pulos, rodas e danças da cordinha para esperar pelo próximo.

Por: Valter Mendes junior

Fotos: Opinião

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