Iced Earth pela primeira vez em Porto Alegre

Longe de estar lotado, o Bar opinião recebeu na última terça-feira o show do Iced Earth. Após muitos anos de espera, a banda estaduniense finalmente desembarca em solo gaúcho com a turnê de seu disco Dystopia e apresentando seu novo vocalista Stu Block.

Um bom público esperava a beira do palco quando a banda começa a tocar, às 21h, sem banda de abertura. Stu Block, o mais novo membro do grupo é bem recebido já nos primeiros acordes de Dystopia, música que dá nome ao último álbum e também à turnê. O guitarrista Jon Schaffer (líder e único músico da formação original), Troy Seele (guitarra), Brent Smedley (bateria) e Freddie Vidales (baixo) completam o cast do show de heavy metal tradicional, mas com bastante peso, que se seguiria por quase duas horas.

    Angel´s Holocaust, do álbum Night of Stormrider e Slave to the Dark do The Dark Saga mostram que o show passará por boa parte da história da banda. Stu mostra que tem capacidade pra encarar as músicas antes entoadas por Matt Barlow e Tim Ripper Owens, mas ainda falta um pouco para agüentar um show todo. Voltando ao Dystopia, V se encaixa melhor nos vocais, e funciona muito bem ao vivo. Infelizmente, o som muito alto acabava embolando um pouco os solos de guitarra e, por vezes, até a própria voz de Stu. Stand Alone, When the Night falls prepararam os headbangers para a clássica The Hunter também do disco The Dark Saga, e faz com que o público cante a plenos pulmões.

É muito bom ver a banda no palco, com um bom entrosamento, mas o destaque sem dúvida vai para Jon Shaffer. Sua guitarra consegue se impor dentro do peso de toda a banda e ele mostra o domínio do seu trabalho de forma excepcional.

A noite segue alternando bem músicas do Dystopia com outros clássicos da banda, até a chegada da épica Dante´s Inferno do Burnt Offerings para encerrar a primeira parte do show. Se no disco ela já tem quase 17 minutos, ao vivo ultrapassa os 20. A música é ótima e funciona bem, mas torna-se um pouco cansativa e ocupa um bom espaço de tempo no show.

    Com um rápido intervalo, a banda volta em grande estilo com Burning Times, que pareceu ser bem mais pesada do que no álbum Something Wicked This Way Comes, de 1998, e claro com a música homônima da banda, Iced Earth. A esta hora, já se notava algumas falhas da voz de Block, especialmente em notas mais altas, onde mostrava o cansaço do esforço. Nada que prejudicasse o espetáculo.

     Com o público na mão depois de uma boa apresentação, a banda recebe de presente uma bela faixa de um grupo de fãs vindos especialmente de Guaporé para assisti-los, e talvez isso que os tenha incentivado e pegar novamente os instrumentos e tocar uma última música: Pure Evil, que não estava no setlist dos seus últimos shows.

    No final, a banda agradece bastante a presença de todos e promete que voltará em breve para a capital gaúcha. Não chegou a ser um show memorável, mas foi um belo espetáculo de heavy metal.

Setlist:
Dystopia
Angels Holocaust
Slave to the Dark
V
Stand Alone
When the Night Falls
The Hunter
Damien
Anthem
Declaration Day
Days of Rage
Watching Over Me
Dante’s Inferno
Burning Times
Iced Earth
Pure Evil

Por: Carlos Porto
 

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