Agent Orange: Os precursores do hardcore californiano em Porto Alegre

Noite de segunda-feira, véspera de feriado, e a festa de encerramento do Swell Old is Cool (evento de skate que aconteceu em Viamão) contou com uma atração mais do que especial: a banda californiana Agent Orange, precursora do hardcore californiano e uma das primeiras a mesclar o Punk Rock e a Surf Music, lotou o Dhomba em sua estréia em terras gaúchas. A abertura dos trabalhos ficou à cargo da Atraque, a mais antiga banda de hardcore do Rio Grande do Sul, que voltou aos palcos depois de mais de vinte anos. Sem frescuras, a Atraque fez um show curto e grosso, com um repertório de composições próprias e clássicos do punk como Black Flag e Sex Pistols. Um excelente aquecimento para o que viria a seguir.    Pouco depois da meia noite a banda principal sobe ao palco: Agent Orange, formada por Perry Giordano (baixo), Dave Klein (bateria) e seu líder e mentor Mike Palm (vocal e guitarra), levanta a galera apenas com sua presença. A longa apresentação começa já com clássicos: Após a instrumental “Exotic”, “Tearing me Apart” e “Everything Turns Gray” é responsável pela catarse do público que lotou o Dhomba para prestigiar os californianos.

    O repertório do Agent Orange foi baseado, principalmente, em seus clássicos. No entanto, houve espaço para muitas versões de artistas que foram, de alguma forma, importantes na visão da banda. Homenagens sinceras e cheias de personalidade foram prestadas a Alice Cooper (“This House is Haunted”), Bel-Airs (“Mr. Moto”), Dead Kennedys (“Police Truck”) e Jefferson Airplane (“Somebody To Love”), além do clássico “Secret Agent Man”, de Johnny Rivers e não uma, mas duas homenagens  a Dick Dale com “Miserlou” (que se popularizou ainda mais com a trilha do filme “Pulp Fiction”) e “Pipeline”, que encerrou a apresentação de nada menos que trinta e duas canções.

    O show do Agent Orange é a essência do hardcore. Uma banda executando seu som simples, porém honesto, com competência e muita energia. Carismáticos e divertidos, o Agent Orange mostrou a que veio e deixou o público com a estranha sensação de um show que poderia ser ainda mais longo, tamanha foi a diversão por ele proporcionada. Resta a expectativa de que, numa próxima ocasião, a banda se apresente em um local maior, fazendo jus à sua história e à devoção de seus fãs.

    Que venha o próximo.

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