Overkill: Fazendo jus ao nome no palco do Opinião.

Há anos Porto Alegre está na rota dos shows de Metal. Com o Thrash Metal, não é diferente. Um público fiel e que conhece a fundo o trabalho das bandas do estilo marca presença nos shows que acontecem na Capital. Exodus, Destruction, Kreator, Sepultura, Anthrax, além dos ícones Metallica e Megadeth (que são sempre pauta de discussões sobre o próprio termo “thrash”), já fizeram apresentações que ficaram registradas na memória dos fãs gaúchos. No último dia 22, mais uma noite memorável de um dos grandes nomes do Thrash: o Overkill voltou à capital com um show que fez jus ao nome da banda.

                  A abertura ficou a cargo da banda gaúcha One of Them. Com uma trajetória respeitável no underground a banda teve a oportunidade de apresentar-se ao lado de um ícone do estilo e justificaram com louvor a escolha da produção: sem uma grande estrutura, mas com energia e pegada invejáveis, conquistaram o público que já se aglomerava na pista do Opinião. Com um repertório baseado em composições próprias, a banda cumpriu bem a missão de esquentar o público e saiu ovacionada. Destaque para a excelente “Let Them Burn”, que encerrou o show.

                  Perto das 23h a atração principal sobe ao palco com “Come and Get It”, uma verdadeira tijolada para iniciar o que seriam mais de 90 minutos de destruição. Promovendo seu mais recente álbum, “The Eletric Age”, lançado este ano, a banda apresenta pegada e energia impressionantes. Na sequencia, “Bring me the Night”, manteve o pique da apresentação.

                  A partir daí o que se viu foi um grande apanhado da carreira dos americanos, com clássicos como “Elimination”, “Hello From The Gutter”, “Wrecking Crew” e “Necroshine”, além de “Save Yourself” e “Eletric Rattlesnake” e do último álbum, “The Eletric Age”. Todas as canções foram muito bem recebidas pelo bom público que compareceu ao Opinião. “Old School”, com sua pegada punk também agradou, antes da ótima “In Union We Stand”, que encerrou a primeira etapa da apresentação.

                  Para o bis, a banda opta por uma trinca de clássicos: “Deny the Cross”, “Rotten to the Core” e o cover “Fuck You”, dos Subhumans. Apesar do desgaste vocal de Bobby Blitz (visível durante todo o show, porém ainda mais acentuado no bis), o público foi ao delírio com o grand finale. Após cerca de noventa minutos de um excelente show, a banda se despede em definitivo.

                  Sem surpresas, sem inovações, apenas thrash metal simples e direto. Este é o show do Overkill, porrada do começo ao fim. Quem estiver disposto a beber algumas (ou muitas) cervejas, se divertir e bater cabeça, tem a obrigação de ver esses caras ao vivo.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Karina Kohl

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