Slash: Hard Rock de primeiríssima linha em Porto Alegre.

 

Na tarde quente do dia 09 de novembro, os fãs do Hard Rock já tomavam os arredores do Aeroporto Salgado Filho. O destino era o Pepsi On Stage, onde mais tarde se apresentaria, pela primeira vez em Porto Alegre, o lendário guitarrista Slash, que fez história no Guns n’ Roses e agora viaja o mundo em carreira solo ao lado de Miles Kennedy (do Alterbridge) e de sua banda de apoio, a excelente “The Conspirators”. A casa lotou muito cedo, o que antecipou em meia hora os shows das bandas Zerodoze e Porn Queen, que cumpriram bem a função de esquentar o público para a atração principal.

    Quinze minutos antes do previsto, às 21h15, a banda sobe ao palco com “Halo”, do mais recente álbum “Apocalyptic Love”. Atento e fiel, o público mostrou já conhecer a letra, cantando-a do início ao fim. Se “Halo” conseguiu de cara levantar o público que lotava a casa, “Nightrain”, do Guns n’ Roses, conseguiu reação ainda melhor, esquentando ainda mais o já abafado Pepsi On Stage.

    A partir dali, o que se ouviu foi um repertório bem pensado que contemplou todas as fases da carreira do guitarrista, desde clássicos do Guns n’ Roses, passando por canções do Slash’s Snakepit e de seus dois álbuns solo. Eleger pontos altos em um show de nível técnico e artístico tão incrível seria uma injustiça, porém é importante destacar “Civil War”, que ainda não havia sido executada na turnê brasileira e a dobradinha “Doctor Alibi” e “You’re Crazy”, cantadas (e muito bem cantadas) pelo baixista Todd Kerns.

    Os solos não poderiam deixar de fazer parte: em versão estendida, “Rocket Queen” abrigou um solo que mesclou técnica e feeling, como é típico do guitarrista. E, para delírio do público, outro ótimo solo antecedeu a clássica versão da música tema do filme “O Poderoso Chefão” (“Godfather Theme”).

    A cada canção o primoroso show era construído com perfeição. Os aplausos eram crescentes e a energia da banda correspondia à altura. Os vocais de Miles Kennedy impressionaram por sua técnica, timbre e afinação, completando o time que trouxe à Porto Alegre uma banda competentíssima, cuja performance pode ser comparada ao auge do Guns n’ Roses. A primeira etapa da apresentação foi encerrada com o clássico absoluto “Sweet Child O’Mine”, canção clichê, mas que é sempre recebida com fervor (tanto nos shows do guitarrista quanto da versão atual de sua ex-banda) e “Slither”, única canção do Velvet Revolver a fazer parte do set. Para o bis, mais uma surpresa: “Starlight” emocionou os fãs antes do final apoteótico com “Paradise City”, que contou com uma chuva de papel picado na pista do Pepsi On Stage e encerrou uma noite inesquecível par os fãs do Hard Rock.

    O ponto negativo ficou por conta da estrutura: muitas pessoas passaram mal em função do calor e houve críticas ao fato de não haver telões que proporcionassem a todos uma visão clara do que acontecia no palco. No entanto, o que fica para a posteridade é a apresentação memorável de uma das maiores lendas do Rock and Roll de todos os tempos.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

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