Black Label Society: Peso e energia no palco do Opinião.

Alguns shows em Porto Alegre se tornam memoráveis não apenas pelo que acontece no palco, mas também por histórias que envolvem o evento. Este rol de apresentações ganhou esta semana a companhia do Black Label Society, (banda liderada pelo lendário guitarrista Zakk Wylde, que ganhou notoriedade mundial por sua importante participação na banda de Ozzy Osbourne), que em virtude da retenção de seus equipamentos pela aduana brasileira precisou adiar em três dias o show de Porto Alegre. Originalmente marcado para a terça, dia 20, o show da última sexta-feira compensou plenamente as adversidades através de uma apresentação brutal. A abertura ficou a cargo de mais um nome que vem representando bem o rock pesado no Rio Grande do Sul: Draco cumpriu com louvor a missão de esquentar os motores do público para a atração de fundo.

Apenas cinco minutos passados da hora marcada, às 20h05, a introdução de “Godspeed Hellbound” antecede a queda do pano com o logo da banda que cobria o palco do Opinião. A primeira canção já deixou claro o que viria a seguir: energia e muito peso no show de uma das melhores bandas de Heavy Metal da atualidade. Em seguida, “Destruction Overdrive” manteve o pique e arrancou mais aplausos do público que quase lotava o Opinião. O público, predominantemente masculino, aclamava Wylde e cia. com fervor, porém o Opinião veio abaixo com “Bleed For Me”, que sucedeu “Bored to Tears” e “Berzerkers”. 

Sem muita conversa, o Black Label Society foi destilando seu peso através de canções de seu mais recente álbum “Order of the Black”, de 2010 (se ignorarmos a compilação “The Song Remains Not The Same”, se 2011) e clássicos da banda. “Parade of the Dead”, “Overlord”, “Forever Down” e “In This River”, entre outras, responderam por bons momentos da apresentação. Além a escolha do setlist, também é importante destacar dois momentos marcantes: a chuva de balões do Black Label Society em “Forever Down” e o impressionante solo de guitarra de quase dez minutos executado por Zakk Wylde que aconteceu em seguida. Com velocidade e precisão impressionantes, o guitarrista cansou parte do público, mas deixou embasbacada outra, formada, principalmente, por músicos locais. A excelente “Suicide Messiah” encaminha o show para seu encerramento, com um belo coro do público ao final da canção.

Por fim, com apenas 80 minutos de show e a exemplo do que aconteceu na última passagem do Black Label Society pelo mesmo local, a banda encerra com uma dobradinha matadora: “Concrete Jungle” e “Stillborn” fecharam a apresentação matadora da banda americana em Porto Alegre. Apesar de alguns pedidos, não houve bis.

Peso, energia, brutalidade, técnica e virtuosismo. O Black Label Society apresenta, em seu show, tudo que uma verdadeira banda de Metal deve proporcionar a seus fãs. Além disso, uma noite memorável do mais puro peso é, por si só, um presente aos fãs de Heavy Metal. Em Porto Alegre, não seria diferente.

Que venha o próximo.

Por: Marcel Bittencourt

Fotos: Fabiana Menine

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